Acolhimento familiar é tema de seminário internacional em Campinas (SP)

Campinas (SP) sediou, de 20 a 23 de outubro, o III Seminário Internacional sobre Acolhimento Familiar. A secretária Nacional de Assistência Social do Ministério da Cidadania, Mariana Neris, foi responsável pela palestra de abertura do evento, na qual apresentou um panorama nacional dos serviços de acolhimento e ações da Pasta sobre o tema. O evento reuniu pesquisadores e especialistas de várias partes do mundo com o objetivo de compartilhar experiências e metodologias inovadoras com foco na reintegração familiar das crianças e, também, no apoio às famílias acolhedoras.

O Família Acolhedora é executado pelas prefeituras, responsáveis pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS). O Ministério da Cidadania dispõe de um conjunto de orientações e de apoio técnico para os municípios que executam diretamente a oferta. Caderno de orientações técnicas, metodologias de atendimento e capacitação aos funcionários da rede de cada localidade são serviços oferecidos pelo governo federal.

Segundo a secretária Mariana Neris, a expectativa é fomentar nos municípios uma mudança do modelo institucional – em abrigos ou casas lares – para o modelo familiar de acolhimento, de forma a reconhecer os impactos positivos ao desenvolvimento infantil. “Pesquisas mostram que cada ano de institucionalização reduz em quatro meses o desenvolvimento infantil de forma geral na vida de uma criança”, afirma. “Queremos evitar que essas crianças sejam institucionalizadas e, caso elas precisem de uma medida protetiva do Estado, que elas sejam acolhidas em famílias acolhedoras e não em abrigos. Entendemos que a família é o melhor lugar para essa criança”, enfatiza.

Como funciona?

As cidades que aderem ao serviço fazem campanha para chamar as famílias que querem, voluntariamente, participar dessa medida. Elas então passam por processo seletivo para identificar os seus perfis e, depois, são capacitadas para exercerem o serviço. Durante o processo, elas são monitoradas e acompanhadas por equipes, compostas por assistentes sociais e psicólogos. Cada equipe acompanha até 15 famílias acolhedoras. Cada família pode ter uma criança ou um grupo de irmãos.

De acordo com a Secretaria Nacional de Assistência Social, em todo o Brasil, são cerca de 2,8 mil unidades de acolhimento institucional, ou seja, abrigos ou casas lares, com mais de 31,7 mil crianças e adolescentes acolhidos. Já em relação às famílias acolhedoras, 322 municípios contam com a iniciativa e atendem mais de 1,3 mil crianças. São, no total, 1.625 famílias acolhedoras, considerando as que estão em fase de capacitação ou em aguardo de demanda de acolhimento.

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