Boletim Primeira Infância

Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar

07 a 13 de Maio de 2005

Distrito Federal

Aumenta o número de diagnósticos de câncer infantil

A presidente da Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace), Ilda Peliz, anunciou que entre os novos diagnósticos de câncer, sete mil são de crianças, 240 só no Distrito Federal. “O índice de cura no DF é de 70% e está dentro do padrão internacional. Mas, para nos igualarmos a Curitiba, a São Paulo e ao Rio de Janeiro, ainda precisamos de transplante de medula óssea”, afirmou Ilda. Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a quantidade de pessoas diagnosticadas com câncer deve aumentar. A previsão é de que 500 mil pessoas recebam o diagnóstico neste ano, o que indica um aumento em relação a 2010, quando 489 mil casos foram previstos. (Correio Braziliense – DF, 12/05/2011)

 

Minas Gerais

Nova creche foi inaugurada

Uma nova creche municipal, que vai atender a mais de 70 crianças com idade entre 1 e 3 anos dos bairros Vila Gonçalo, Saudade, Santo Antônio, Novo Horizonte e Praia, foi inaugurada em Itabirito (MG) ontem (10). Com o nome Cantinho Feliz, a estrutura que conta com seis salas de aula, banheiros, cozinha e refeitório foi adaptada para garantir o conforto para a Educação Infantil. A professora Ruthnéia Maia de Deus é mãe de uma menina de três meses e diz que agora vai ter um lugar para deixar a filha quando retornar ao trabalho. “Ficarei mais tranquila, ainda mais que a creche é pertinho aqui de casa”, comemora. Para o vice-prefeito da cidade, Rildo Xavier (Rildox), a unidade representa mais qualidade de vida às mães e um acolhimento digno às crianças. (Aqui BH – Brasil , 11/05/2011)

Mais gestantes atendidas pelo PSF

Um levantamento feito pela Prefeitura de Uberaba (MG) mostra que houve um aumento no número de gestantes em acompanhamento de pré-natal junto às equipes do Programa Saúde da Família (PSF). No ano passado, cerca de 2,2 mil mulheres tiveram a assistência durante a gravidez, contra quase 1,3 mil em 2009. Neste ano, 572 grávidas estão cadastradas e fazendo o pré-natal na rede pública de saúde. “Doenças como hipertensão, diabetes e anemia falciforme podem causar óbito materno e fetal. Queremos cadastrar as gestantes bem cedo para reduzir ainda mais o índice de mortalidade materna e infantil”, explica a referência técnica do Sistema de Acompanhamento do Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (Sisprenatal), Luciana Sueli Cristino. (Aqui BH – Brasil, 11/05/2011)

Paraná

Gravidez precoce está em queda no Brasil

O número de meninas e adolescentes que enfrentam gravidez precoce está diminuindo. Dados do Ministério da Saúde revelam que 23,8% dos partos realizados no País, ano passado, envolviam mães entre 10 e 19 anos. Em 2009, a média era de 24,29% e, em 2008, de 24,66%. O Paraná apresenta um índice mais baixo: 19,92%. Ou seja, a cada cinco mães paranaenses, uma é menor de 19 anos. O analista de projetos do Observatório Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade (Orbis), Ângelo Tadini, acredita que a redução da taxa de gravidez na adolescência pode impactar na queda da mortalidade materna, uma das metas constantes no 8 Jeitos de Mudar o Mundo, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que tem como um dos objetivos reduzir a mortalidade infantil. (Gazeta do Povo – PR, 09/05/2011)

Rio de Janeiro

Ginástica artística gratuita para crianças

Há quase uma década, alunos de escolas públicas de Olaria (RJ) podem fazer, gratuitamente, aulas de ginástica artística na Escola Municipal Brasil. A atividade, criada em 2002 pelo professor de educação física Ronaldo Ardente, atende hoje cerca de 350 crianças de 4 a 10 anos. “Antes organizávamos as olimpíadas internas da escola. Mais tarde, resolvemos acabar com as olimpíadas e iniciar o projeto de ginástica artística”, diz Ardente. Embora tenha ex-alunos que hoje treinam no Flamengo e Fluminense, grandes clubes do esporte, o professor afirma que sua prioridade não é tecer atletas competitivos, mas bons cidadãos. “Com as aulas, os jovens ficam mais disciplinados. Além de enfrentar os desafios da ginástica, eles podem enfrentar os desafios da vida. Eles cultivam valores como disciplina, união e criatividade”. (O Globo – RJ, 09/05/2011)

São Paulo

Miséria atinge mais crianças, indígenas e nordestinos

Aplicando a linha de miséria oficial do País, divulgada na semana passada, dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os grupos mais vulneráveis são as crianças, indígenas e moradores de estados do Nordeste. Na análise por cor ou raça, a maior proporção de miseráveis está entre a população que se autodeclara indígena: 40%. A taxa é bem superior à verificada nos demais grupos: 12% (pardos), 10% (pretos), 9% (amarelos) e 5% (brancos). Outro dado significativo é a maior incidência de miséria entre crianças brasileiras. Como as famílias mais pobres têm em média mais filhos (os dados de fecundidade por renda ainda não foram divulgados), a taxa de pobreza no grupo de 0 a 14 anos é o dobro (14%) da verificada no restante da população (7%). (Folha de S. Paulo – SP, 11/05/2011)

Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar

30 de Abril a 06 de Maio de 2011

Acre

Investimentos na educação infantil

As crianças e os pais da zona rural de Porto Acre (AC) podem comemorar. No próximo domingo, 8 de maio, vai ser inaugurada a Escola Pequeno Príncipe. A unidade é a primeira da região que vai dar exclusividade ao ensino infantil. O investimento foi de aproximadamente R$ 525 mil e envolveu uma parceria entre o Ministério da Educação e a Prefeitura de Porto Acre. O local, com capacidade para cerca de 150 estudantes, tem um estilo arquitetônico parecido com os antigos barracões de seringais e garante a plena ventilação de todas as salas de aula. Além da nova escola, os estudantes ganham, ainda, o reforço de mais três ônibus escolares que farão o transporte de parte dos alunos das 54 escolas da região. (A Gazeta Online (AC) – 05/05/2011)

Paraná

Para acabar com o déficit, Curitiba precisa de 60 creches

Para acabar com o déficit de vagas em creches, Curitiba (PR) teria de implantar 60 novas unidades. Esse seria o número próximo para dar conta da demanda reprimida e conhecida. Como em média as unidades construídas na capital têm capacidade para 150 crianças, são necessários 60 novos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei). Para piorar a situação, algumas unidades que já poderiam ter sido construídas ficam presas a burocracias por anos até saírem do papel. A prefeitura tem o compromisso com o Ministério Público Estadual (MP-PR) de acabar com o déficit de vagas até 2012. Mas, está difícil cumprir a meta. No ano passado, por exemplo, das 18 unidades previstas no orçamento nehuma foi concluída. A maioria foi “empurrada” para este ano e mesmo assim seriam insuficientes para atender à demanda. (Jornal do Estado (PR) – 01/05/2011)

Rio Grande do Norte

Prefeitura transforma 14 creches em centros de educação

As 14 creches repassadas à Prefeitura de Natal (RN) pela organização não-governamental Movimento de Integração Social (Meios) foram transformadas em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI). A promessa é de que comecem a funcionar a partir da próxima segunda feira (09). Cerca de dois mil alunos vão ser beneficiados com a volta às aulas nas antigas creches, que até o momento não iniciaram o ano letivo. O secretário de Educação de Natal, Walter Fonseca, disse as aulas não tinham sido iniciadas ainda devido à falta de criação dos novos CMEIS e as instalações físicas de alguns prédios. “Após a incorporação das unidades ao sistema municipal de ensino, estamos nos esforçando para que os prédios tenham condições mínimas de funcionamento para não prejudicar mais ainda o ano letivo dos alunos”. (Diário de Natal (RN)– 05/05/2011)

Rio Grande do Sul

Governo distribui medicamento para bebês

A distribuição do medicamento Palivizumabe para os hospitais públicos do Rio Grande do Sul teve início dia 02. O remédio é fundamental para a prevenção da infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) que atinge, principalmente, os recém-nascidos. O integrante do Departamento de Saúde da Criança da Secretaria Estadual da Saúde, Werner Fetzner, informa que a imunização é um passo importante para evitar que os recém-nascidos desenvolvam bronquiolite, um tipo de infecção que provoca a morte de mais de 160 mil bebês por ano no mundo. Os problemas respiratórios provocados pelo vírus podem comprometer o estado de saúde dos recém-nascidos e os casos mais graves são os prematuros, que normalmente já nascem com problemas de formação dos sistemas respiratório e cardíaco. (Correio do Povo (RS) – 03/05/2011)

Santa Catarina

Hospital infantil volta para prefeitura

A parceria de um ano e meio entre os hospitais São José e Materno Infantil Santa Catarina, em Criciúma (SC), chegou ao dia 03. A direção do São José notificou a rescisão do contrato de administração do Materno Infantil à prefeitura, que retoma o comando da unidade a partir de junho. A diretora-geral do São José, irmã Cecília Martinello, justificou a medida pelo descumprimento de cláusulas contratuais. Segundo ela, o fim da parceria não tem relação com o fato de a Secretaria de Saúde ter restringido, há um mês, os atendimentos de crianças de municípios vizinhos no Materno Infantil. Entre os itens descumpridos estariam a não abertura da pediatria, maternidade, centros obstétrico e cirúrgico e clínica da mulher. “A prefeitura não manteve financeiramente o Materno Infantil para que nosso trabalho fosse possível”, afirmou. (Diário Catarinense (SC), Ana Paula Cardoso – 04/05/2011)

Faltam UTIs pediátricas

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que os hospitais ofereçam quatro leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para cada mil bebês nascidos vivos. Porém, a orientação não condiz com a realidade em Santa Catarina. Segundo o chefe do setor de Pediatria do Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, Ani Werlang, às vezes, é preciso esperar morrer um paciente para abrir vaga em uma UTI e, quando não há leito, o improviso em outro quarto ou sala é a solução. Nascem, em média, 84 mil crianças por ano no estado. Por isso, a rede hospitalar deveria contar com 336 vagas, mas hoje são apenas 215 (dois terços do ideal). O secretário de Estado de Saúde, Dalmo de Oliveira, reconhece que a situação é crítica e diz que projetos já estão encaminhados para solucioná-la, mas sem previsão para ampliar as UTIs. (A Notícia (SC); Diário Catarinense (SC) – 03/05/2011)

São Paulo

Estado registra alto índice de abandono de bebês

O Código Penal prevê pena de até três anos de prisão para os casos de abandono de incapaz. Apesar disso, foram pelo menos 13 casos envolvendo recém-nascidos em todo o País, desde o ano passado, segundo levantamento do UOL Notícias. Mais da metade desse total foi registrada no estado de São Paulo, onde foram sete ocorrências – seis delas apenas no mês passado. Apesar da estatística, o Condeca (Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente) não tem um diagnóstico tanto dos casos de abandono como de qualquer outro tipo de vulnerabilidade de crianças. Para o titular da Vara de Infância e Juventude de São Paulo, o juiz Raul José de Felice, a ausência de estatísticas sobre quantas crianças são abandonadas, em que locais e por quais motivos, por exemplo, é prejudicial no combate a essas práticas. (UOL Notícias (SP), Janaina Garcia – 02/05/2011)

Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar

18 a 29 de Abril de 2011

Ceará

Brasil precisa de 12 mil novas creches

Se todas as crianças com até três anos de idade estivessem matriculadas em creches, seriam necessárias 12 mil novas unidades para dar conta da demanda no País. Os números foram apresentados em relatório da Fundação Abrinq – Save the Children. O documento mostra também que 1,8 milhões de crianças entre sete e 14 anos ainda precisam aprender a ler e a escrever, e que 51% dos adolescentes de 15 a 17 estão fora do ensino médio. O lançamento do terceiro relatório “Um Brasil para as crianças e os adolescentes” aconteceu em evento que reuniu representantes do Governo Federal e membros de organizações não governamentais. O relatório faz parte do Projeto Presidente Amigo da Criança e traz um balanço dos avanços e desafios em temas como saúde e educação de crianças e adolescentes no País. (O Povo – CE 18/04/2011)

Minas Gerais

Sobrecarga na pediatria

A falta de pediatras, aliada a demanda infantil por atendimento em Belo Horizonte (MG), tem gerado um  caos histórico no setor, segundo especialistas. Nos últimos três anos, 17 hospitais fecharam a pediatria na capital e outras unidades seguem o mesmo caminho. Exemplo disso é o Hospital Júlia Kubitschek (HJK), da Fundação Hospitalar do Estado (Fhemig) que, ao encerrar em 2010 o pronto-atendimento infantil, por falta de profissional, sobrecarregou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Barreiro, referência para o socorro de 59 mil jovens da região. “Não tem como atender como deveria ser. Isso é uma vergonha”, desabafa uma pediatra da unidade, que teme se identificar. Na Região do Barreiro, os moradores procuraram a Câmara Municipal de Belo Horizonte e agendaram uma audiência pública com a Comissão de Saúde e recolheram mil assinaturas na região para pedir a reabertura do pronto-atendimento pediátrico do HJK. (Aqui BH (MG) – 28/04/2011)

Rio de Janeiro

Rede pública tem 101 leitos de UTI infantil

A rede pública e conveniada de saúde do Rio de Janeiro (RJ) tem menos de um terço dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) pediátricas existentes no sistema privado. Segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, do Ministério da Saúde, as crianças que dependem de uma UTI pública estadual, municipal e federal precisam disputar 101 vagas. Enquanto isso, unidades particulares contam com 364. A carência de leitos deste tipo no Sistema Único de Saúde (SUS) tem gerado um quadro dramático. Crianças em estado grave chegam a esperar dias na fila da Central Estadual de Regulação de Leitos pela chance de recuperar-se na UTI. “Isso é inaceitável. Vou dar entrada em uma ação civil pública para pleitear aumento do número de leitos e, enquanto isso não ocorrer, as crianças precisam ser transferidas para UTIs de unidades públicas ou privadas”, diz o Defensor Público da União André Ordacgy. (O Dia (RJ), Pâmela Oliveira – 28/04/2011)

Mais creches em regiões estratégicas da capital

Os bairros de Barra, Recreio e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (RJ), ganharão 11 creches municipais. Algumas estão em fase de licitação, enquanto outras já em construção. Elas funcionarão nas áreas do Recreio, Colônia Juliano Moreira, Cidade de Deus, Curicica, Gardênia Azul, Anil, Rio das Pedras e Taquara. “Estes locais foram escolhidos por sua carência econômica e, principalmente, pelo déficit de creches existente neles”, explica Tiago Mohamed, subprefeito da Barra e Jacarepaguá. Os moradores, em sua maioria, estão empolgados e aprovam o projeto. “Aqui antes era um lixão e agora será um espaço importante para a população. Temos muitas crianças”, diz Walter Amaral, dono de uma mercearia próxima a uma das creches que funcionará na Cidade de Deus. (O Globo (RJ), André Teixeira e Amanda Moura – 28/04/2011)

Rio Grande do Norte

MP quer melhorias em maternidade

Os problemas estruturais e a ausência de serviços às mulheres gestantes e crianças recém-nascidas, na maternidade Divino Amor, em Parnamirim (RN), colocou o município no alvo do Ministério Público Estadual (MP). O órgão, por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde da Comarca de Parnamirim, publicou dia 19 no Diário Oficial do Estado, uma série de recomendações ao prefeito Maurício Marques e ao secretário municipal de Saúde, Marciano Paizinho, para que sejam tomadas providências quanto à superlotação da maternidade, as condições da UTI neonatal, implantação de Banco de Leite Humano e necessidade de adequação da estrutura física do local. O órgão deu um prazo máximo de 60 dias para que a situação da unidade seja resolvida. (Diário de Natal – RN 20/04/2011)

Rede de pediatria encolhe na capital

O atendimento pediátrico no Rio Grande do Norte se torna mais crítico a cada dia que passa para quem necessita utilizar as redes pública e privada. O principal exemplo encontra-se em Natal (RN). Excluindo o Hospital Infantil Maria Alice, que teve o atendimento fechado nesta semana, o natalense que procurar o serviço só irá encontrar cinco unidades de saúde, que em breve podem se transformar em apenas quatro. O Governo do Estado tem, em seus quadros médicos, 96 pediatras para atender a toda a região. “Espero que os que estão no interior estejam atendendo na área pediátrica”, afirma Domício Arruda, titular da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). Segundo ele, não há como precisar a quantidade de pediatras que estão trabalhando na área. (Diário de Natal (RN) – 28/04/2011)

Santa Catarina

Pelo menos mais 30 dias sem vacina Anti-Rh

A Maternidade Darcy Vargas, em Joinville (SC), deve ficar pelo menos mais um mês sem vacinas Anti-Rh. Este tipo de medicamento é usado para evitar a rejeição do bebê que tenha sangue Rh positivo com o Rh negativo da mãe. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o prazo é necessário porque a vacina é importada. Para adquiri-las, o órgão precisa de uma licença de importação emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deve sair até o fim desta semana. Daí em diante, são pelo menos duas semanas entre a compra e a chegada do medicamento ao Brasil. O único fornecedor deste tipo de vacina fica em Miami, nos Estados Unidos. A falta do medicamento pode gerar transtornos porque a incompatibilidade entre os sangues da mãe e do bebê na primeira gestação podem fazer com que a mãe produza anticorpos contra as hemácias do bebê. (A Notícia (SC) – 27/04/2011)

São Paulo

Vacinação contra rotavírus diminui mortalidade infantil

A vacinação contra o rotavírus reduziu o número de mortes e internações de crianças por diarreia no Brasil. O dado é de um estudo publicado ontem no periódico médico PLoS Medicine. Segundo a pesquisa, a campanha nacional de vacinação contra o vírus, implantada pelo Ministério da Saúde em 2006, reduziu em 22% as mortes por diarreia em crianças de até cinco anos. Também houve queda de 17% nas internações causadas pela doença no País. As informações foram levantadas por técnicos da Secretaria de Vigilância em Saúde, ligada ao ministério, e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, dos EUA. Foram comparados dados de mortes e internações de 2002 a 2005, antes da vacinação, às taxas de 2007 a 2009. Nesse período, segundo o estudo, 1.500 mortes e 130 mil internações foram evitadas. (Folha de S. Paulo – SP 20/04/2011)

Alimentação da mãe altera o DNA do bebê

Pela primeira vez, um estudo mostrou que uma dieta pobre em verduras e rica em alimentos industrializados, açúcar e gorduras, durante a gravidez, levam a alterações no material genético da criança, aumentando o risco de obesidade. O grupo de pesquisadores, sob orientação de Keith Godfrey, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, descobriu que as mudanças nos genes acontecem mesmo se a mãe for magra. Para chegar a essas conclusões, os cientistas estudaram as mutações chamadas epigenéticas, causadas pelo ambiente, em cerca de 300 recém-nascidos e as compararam com as taxas de obesidade dessas crianças aos três e aos seis anos. (Folha de S. Paulo – SP 20/04/2011)

Cientistas identificam fator genético materno ligado ao parto prematuro

Pesquisadores americanos e escandinavos identificaram um gene relacionado ao nascimento prematuro. A descoberta pode levar a tratamentos para um problema que afeta uma em cada oito gestações. Os cientistas partiram da premissa que a linhagem humana teve pouco tempo para se adaptar a processos evolutivos que podem dificultar o parto: o aumento do crânio para acomodar um cérebro maior e o estreitamento da bacia pélvica para facilitar andar sobre dois pés. Partindo desta convicção, procuraram genes que passaram por um processo de evolução acelerada na espécie humana e identificaram variações no responsável pela produção do receptor do hormônio folículo-estimulante. Depois, confirmaram a presença das mesmas variações associadas à prematuridade em mulheres africanas. O grupo pretende identificar outras relações. (O Estado de S. Paulo (SP), Alexandre Gonçalves – 25/04/2011)

Kassab não vai zerar déficit de vagas nas creches

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012 indica que o prefeito de São Paulo (SP) Gilberto Kassab não vai cumprir seis metas previstas para melhorar a vida do paulistano. Entre elas, está zerar o déficit de vagas nas creches, promessa de campanha feita em 2008. Outras bandeiras, como a construção de três hospitais na periferia, vão ficar para o próximo prefeito. No caso das creches, a Meta 12, entre as 223 listadas, prevê 100% das crianças de até 3 anos atendidas. Levantamento de dezembro da Secretaria Municipal de Educação mostra um déficit de 100 mil vagas. Entre 2009 e 2010, foram criadas 20.699 vagas. Mas, a LDO de 2011 prevê a criação de 20 mil vagas e a de 2012 outras 33.290 vagas. Ou seja, o governo deve abrir 73.989 vagas até dezembro de 2012, o que equivale a 74% da meta. (O Estado de S. Paulo (SP), Diego Zanchetta Vitor Hugo Brandalise – 27/04/2011)

Blog alerta sobre importância de vacinar prematuros

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim) lançou esta semana um blog com informações e vídeos de especialistas sobre cuidados com bebês prematuros. O lançamento faz parte de uma campanha para alertar sobre a importância da vacinação, principalmente contra o VSR (vírus sincicial respiratório), maior causa de internações e mortes entre esses bebês. “Eles são estão no grupo de risco para esse vírus. Todos os recém-nascidos com menos de 32 semanas deveriam ser imunizados”, diz o neonatologista Renato Kfouri, presidente da SBim. No site da sociedade há um calendário com informações sobre outras vacinas que devem ser tomadas, como de hepatite B, tuberculose e poliomielite. O blog também vai incentivar a troca de experiências entre pais. O site é www.prematuroimunizado.com.br/blog. (Folha de S. Paulo (SP) – 27/04/2011)

Teste rápido detecta autismo em bebês aos 12 meses

Um teste com 24 perguntas, que pode ser respondido em cinco minutos, identifica os primeiros sinais de autismo em crianças de um ano. É o que propõe um estudo financiado pelo National Institutes of Health dos Estados Unidos, publicado hoje (28) no Journal of Pediatrics. A pesquisa, feita por neurocientistas da Universidade da Califórnia, recrutou 137 pediatras para aplicar o teste em 10 mil crianças na consulta aos 12 meses de idade. Os pais responderam ao questionário, com perguntas sobre gestos, compreensão e comunicação, e os pediatras avaliavam as respostas. Ao todo, 184 das crianças que pontuaram abaixo da média foram acompanhadas nos meses seguintes. Delas, 32 receberam o diagnóstico precoce de autismo. Segundo a pesquisa, isso corresponde a 75% de acerto no diagnóstico, levando em conta outros distúrbios. (Folha de S. Paulo (SP), Guilherme Genestreti – 28/04/2011)

Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar

09 a 15 de Abril de 2011

Nacional

Brasil tem natalidade menor que países ricos

O Brasil já tem uma taxa de natalidade mais baixa que a dos países escandinavos e outras nações ricas do mundo. A constatação é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que alerta para um rápido envelhecimento da população brasileira. Pelos dados da entidade, cada mulher brasileira tem em média 1,8 filho. Entre os maiores países emergentes, apenas a China tem uma taxa inferior, mas graças a um controle de natalidade rígido que permite apenas 1,5 filho por mulher. Em comparação a outros países emergentes, o cenário brasileiro é radicalmente diferente. Na Índia, por exemplo, ainda são 2,7 filhos. Entre 1984 e 2009, o Brasil foi o segundo país que sofreu a maior queda na taxa de natalidade entre as 30 principais economias do mundo. (Notícia publicada nos principais jornaos do país, 13/04/2011)

Acre

Vegetarianismo infantil sem riscos

O médico Eric Slywitch, especialista em nutrologia e autor do livro Alimentação sem Carne – Guia Prático, lembra que alguma fonte protéica de origem animal é necessária até 1 ano, pois o bebê tem dificuldade de produzir a taurina, um aminoácido presente no leite materno. Depois, pais vegetarianos devem seguir recomendações específicas para a criança. Para ele, a retirada da carne só traz problemas quando a substituição por outros alimentos é inadequada. Mas nem todos pensam assim. O pediatra Francisco Lembo Neto, do Hospital Samaritano de São Paulo, acredita que a dieta ovolactovegetariana, menos restritiva, seria menos prejudicial. Para ele, a criança precisa da carne vermelha e a restrição pode levar a atraso no crescimento e desenvolvimento, alterações funcionais graves de vários órgãos e anemia. (O Rio Branco – AC, 14/04/2011)

Mato Grosso

Relatório aponta queda na mortalidade infantil

A taxa de mortalidade infantil em crianças com menos de 1 ano teve redução de 30%, de 2000 a 2009, tendo passado de 21,2 óbitos por mil nascidos vivos para 14,8, em 2008. Os dados são do 3º Relatório Um Brasil para as Crianças e Adolescentes, da Fundação Abrinq – Save the Children. O relatório mostra ainda que, no período, houve uma redução de 29,7% nos óbitos de crianças menores de 5 anos, já que, em 2000, foram registrados 24,7 óbitos por mil nascidos vivos e, em 2008, essa taxa declinou para 17,4. Tanto na taxa de mortalidade de crianças com menos de 1 ano, como na de crianças com menos de 5 anos, seria necessário que a redução tivesse alcançado o percentual de 66% para se adequar às metas do documento Um Mundo para as Crianças, assumido pelo Brasil, em 2002, na Assembleia Geral das Nações Unidas. (A Gazeta – MT, 12/04/2011)

Paraíba

Falta vistoriar 20% das creches

Duas semanas depois do fim do prazo dado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) para que os Conselhos Tutelares fiscalizassem todas as creches e escolas públicas de João Pessoa, 20% das instituições (58 unidades) ainda não foram visitadas. É a segunda vez que o prazo é adiado. Agora, a previsão é para o dia 23 deste mês. Conforme a Promotora da Educação, Fabiana Lobo, os próprios conselheiros entraram em contato alegando que tinham dificuldades para concluir o trabalho devido à demanda. As visitas começaram em março do ano passado e o objetivo é fazer um diagnóstico das mais de 290 escolas e creches da capital. “Cada visita gera um procedimento administrativo na promotoria e, no caso de serem constatadas irregularidades, as secretarias responsáveis são chamadas”, conta Fabiana.  (Jornal da Paraíba – PB 12/04/2011)

São Paulo

Pesquisa aponta 2,6 milhões de natimortos por ano no mundo

Há mais de 2,6 milhões de natimortos por ano no mundo e pelo menos metade dessas mortes poderia ser evitada, de acordo com pesquisas publicadas dia 14 no Lancet (publicação americana na área de saúde). O levantamento traz números de 193 países em 1995 e 2009. Foram considerados natimortos fetos com mais de 28 semanas ou mais de 1kg. O Brasil ficou em 79º lugar, com dez natimortos por mil nascimentos, uma queda de 27% em relação a 1995. A principal causa de mortes nos países pobres está relacionada à falta de atendimento de emergência, complicações no parto e infecções maternas. O trabalho foi financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates e pela Organização Mundial da Saúde. A epidemiologista, Marcia Furquim de Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), diz que apesar da taxa ter caído ainda está longe do ideal. (Folha de S. Paulo – SP, 14/04/2011)

Santa Catarina

Crianças perdem prédio para deputados

Reunião a ser realizada dia 13 com deputados estaduais de Santa Catarina começa a definir como a comunidade do Maciço do Morro da Cruz será indenizada, depois que o prédio da Escola Estadual Celso Ramos foi doado para a Assembleia Legislativa. O espaço era cogitado para se tornar uma creche. Desde o final de 2010, comunidade, trabalhadores da educação e da prefeitura vinham conversando para realizar a mudança necessária para a região, que precisa de pelo menos 500 vagas na educação infantil. A fila de espera por uma creche na capital passou de 1,2 mil, no final do ano passado, para 2,5 mil. O governador Raimundo Colombo afirmou que a Assembleia será obrigada a indenizar a comunidade, construindo uma creche na região, com espaço para esporte e lazer. (Diário Catarinense – SC, 13/04/2011)

Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar

02 a 08 de Abril de 2011

Acre

Maternidade recebe prêmio por qualidade no atendimento

A Maternidade Bárbara Heliodora, no Rio Branco (AC), foi escolhida ontem (06) para receber o Prêmio Dr. Pinotti – Hospital Amigo da Mulher, pela Câmara dos Deputados. O prêmio foi criado para valorizar instituições que se destacam nos serviços de saúde para mulheres. Nos últimos anos, o prédio da maternidade foi reformado e o atendimento reestruturado. Agora, é um hospital de alta complexidade, especializado em pré-natais de alto risco, unidades de tratamento semi-intensivo para mulheres, além de leitos para tratamento intensivo para recém-nascidos e crianças. Outra novidade é que o parto é humanizado, com a presença dos pais. ( A Gazeta Online, 07/04)

Paraíba

Estado só recebeu 136 mil doses da vacina contra gripe

Faltando menos de 20 dias para o início da campanha nacional contra a gripe, o Ministério da Saúde só enviou, até o momento, 20% das doses destinadas à Paraíba. A meta é imunizar 496 mil paraibanos, entre gestantes, crianças entre 6 meses e 2 anos e idosos acima de 70 anos. A vacina protege contra a gripe comum e contra a Gripe do tipo A. Chefe do Núcleo de Imunização do Estado, Missânia Moreira chama a atenção dos pais para a vacinação dos filhos, que será feita em duas etapas. “Primeiro vão receber uma meia dosagem e, 30 dias, depois uma segunda dose”. Ela alerta para que os pais não deixem de voltar com os filhos para a segunda aplicação, pois apenas assim eles estarão imunizados. Quanto às doses, Missânia informa que elas devem chegar por etapas e descarta a hipótese de que a imunização venha a ser prejudicada. (Jornal da Paraíba, 07/04)

Falta vacina pneumocócica

Unidades de Saúde da Família de João Pessoa (PB) não estão ministrando a vacina pneumocócica 10 por estarem sem abastecimento das doses. O Jornal da Paraíba procurou nove unidades de saúde do município e constatou que quatro estavam desabastecidas da vacina e uma contava com apenas três doses para atender toda a demanda do bairro. A pneumocócica 10 deve ser aplicada em três etapas nas crianças com menos de dois anos e protege contra sete sorotipos da pneumonia, otite média e meningite bacteriana. De acordo com o Núcleo de Imunização do Estado, responsável pela distribuição da vacina para o município, as doses não estão em falta. A técnica da Coordenação do Núcleo de Imunização Maria do Carmo Guedes afirmou que a entrega está acontecendo normalmente. (Jornal da Paraíba, 06/04)

Pernambuco

Teste do pezinho esquecido pelos pais

Um furinho no calcanhar, algumas gotinhas de sangue e basta. É o suficiente para a realização da triagem neonatal, vulgo teste do pezinho. O exame, que deve ser feito nos primeiros dias de vida, é importante para identificar doenças que podem, inclusive, comprometer o sistema nervoso central e provocar alguns tipos de deficiência, inclusive mental. Obrigatório no País desde 1992, em Pernambuco é realizado em 191 postos de coleta espalhados pelo estado, sendo sete no Recife. Mas tem muitos pais que sequer vão buscar o resultado. Nas unidades estaduais, há exames do ano 2000. No Hospital Agamenon Magalhães (HAM), são tantos exames, datados desde 2002, que as funcionárias sequer conseguem contar. Em função desse esquecimento, a Secretaria Estadual de Saúde está convocando os responsáveis a ir buscar os resultados. (Diário de Pernambuco, 07/04)

Santa Catarina

UTI neonatal vai voltar a funcionar

A desinfecção, pintura e manutenção dos equipamentos foram exigências da Vigilância Sanitária para que a UTI Neonatal do Hospital Santa Inês, no Balneário Camboriú (SC), voltasse a funcionar. Agora, a direção precisa fechar o contrato com a equipe médica que prestará o serviço. Segundo o hospital, os profissionais já foram selecionados. “Se tudo der certo, acredito que logo depois do dia 5 de abril reabriremos a UTI neonatal” afirma o diretor, Eroni Foresti. De acordo com Foresti, são necessários pelo menos seis neonatologistas. As negociações estão sendo feitas com médicos de Itajaí e São Paulo. A suspensão das atividades ocorreu depois que a empresa que prestava os serviços no hospital se desligou. (Diário Catarinense, 04/04)

São Paulo

Kassab cumpriu apenas 10% das metas

Restando 21 meses para deixar o cargo, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab concluiu apenas 24 das 223 metas previstas na Agenda 2012. Obras importantes como a construção de hospitais ainda nem saíram do papel. Ele também tinha prometido colocar 100% das crianças cadastradas em creches, o que ainda está longe de ser cumprido. Segundo o levantamento do Nossa São Paulo, apenas 56% da demanda foi atendida em 2010. A prefeitura também não atendeu plenamente a procura por vaga nas pré-escolas (93,55% das crianças matriculadas). Mesmo ainda insuficiente, a existência de vagas para quase a totalidade dos alunos pode ser explicada pelo fato de crianças de 6 anos, que eram do ensino infantil, passaram a ser atendidas pelo ensino fundamental. ( O Estado de S. Paulo, 07/04)

Sutiã aos 6 anos reabre polêmica da “adultização” de crianças

Depois de maquiagens e sapatos de salto, crianças de seis anos agora têm à disposição sutiãs com enchimento. Lojas de departamentos passaram a vender peças com bojos que imitam o formato dos seios. Fábricas de Franca (SP) afirmam que o pedido partiu de mães cujas filhas disseram querer imitá-las. Uma funcionária das lojas Pernambucanas afirma vender cerca de 30 sutiãs infantis com enchimento por dia. Ontem (06), contudo, só eram encontradas peças com numeração maior. Segundo a loja, os produtos com numerações infantis foram retirados “por demanda do licenciador”. A venda desses itens para meninas reabre a discussão sobre a “adultização” precoce. Vestir criança como adultos, afirma Maria Gonçalves, psicóloga da PUC-SP, é deslocá-la da fase que ela deveria viver e jogá-la para um universo adulto. (Folha de S.Paulo, 07/04)

Creches municipais atraem crianças da rede privada

Crianças de zero a 3 anos migraram das creches particulares para as municipais, nos últimos cinco anos, em todos os bairros de São Paulo (SP) onde moram famílias com renda de até três salários mínimos. Isso é o que revela estudo inédito da Secretaria Municipal de Educação feito para entender o motivo pela qual a demanda não para de crescer. Para cada vaga aberta e preenchida restam 2,7 crianças na fila. Para zerar o déficit de 104.401 vagas, constatado em dezembro de 2010, seriam necessários cerca de R$ 2 bilhões. O levantamento mostra que o maior índice de migração aconteceu em bairros com mais famílias de baixa renda. O secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, diz que entre os motivos estão a qualidade do atendimento e as proximidades com o local onde moram ou do trabalho dos pais. (Diário de S. Paulo, 04/04)