Novidades
Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar
Acre
O exame pré-natal é fundamental para reduzir os índices de mortalidade infantil. Apesar isso, o Acre é o campeão brasileiro na não realização do exame em mulheres gestantes. O dado foi divulgado na semana passada pela Síntese dos Indicadores Sociais 2010, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de bebês nascidos vivos que não passaram por nenhum exame de pré-natal no Acre é de 8,9%. A média nacional está abaixo de 2%. A taxa mais próxima da acreana é a de Amapá, onde a falha chega a 8,2%. De acordo com o IBGE, a taxa de mortes após o nascimento é de 42%. As médias do Norte e do País são, respectivamente, 33,6% e 31,4%. A principal causa para o elevado número está relacionada a doenças do aparelho circulatório (23,3%). A melhor taxa está entre as que fazem o pré-natal entre quatro e seis vezes, 39%. (A Gazeta Online (AC) – 22/09/2010)
Mato Grosso
Mortalidade infantil cai em todo o mundo
Estudo divulgado na última sexta-feira (17), pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mostra que caiu o número de crianças que morrem no mundo com menos de cinco anos. No período de 1990 a 2009, o número de mortes caiu de 12,4 milhões para 8,1 milhões. No caso dos recém-nascidos, a redução foi de 89 mortes, em 1990, para 60, em 2009, para cada mil bebês nascidos vivos. As informações estão no relatório denominado 2010 – Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil, elaborado pelo Unicef e pela Agência das Nações Unidas Inter-Grupo de Estimativa de Mortalidade Infantil (IGME). O órgão adverte, no entanto, que aproximadamente 22 mil crianças com menos de cinco anos ainda morrem todos dias no mundo. Pelo menos 70% das mortes ocorrem antes delas completarem um de vida. A taxa entre os países ricos é de uma morte em cada 167 nascimentos. O Unicef alertou que apesar do registro de declínio no número de mortes infantis, o ritmo não é suficiente para atingir as metas do milênio. (A Gazeta (MT) – 19/09/2010)
O índice de nascimentos de crianças com baixo peso em Mato Grosso é mais alto nos municípios onde há maior quantidade de fuligem proveniente das queimadas. Essa é a conclusão de pesquisa apresentada na I Semana Acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que teve início no último dia 21. O estudo foi divulgado no momento em que o Estado sofre um dos períodos mais críticos em relação a queimadas dos últimos anos. O professor, pesquisador e doutor em Saúde e Ambiente, Ageo Mário Cândido da Silva, contou que analisou mais de 3 mil registros oficiais de nascidos vivos a partir de documentos obtidos nas Secretarias Estaduais de Saúde (SES) das cidades de Alta Floresta e Tangará da Serra. O estudo será divulgado na Revista Científica, publicação periódica destinada à promoção e ao progresso da ciência. (Diário de Cuiabá (MT), Alecy Alves – 22/09/2010)
Minas Gerais
Cada vez mais, evidências indicam que o ganho de peso excessivo na gravidez pode resultar em bebês maiores que a média. A questão genética não é mais a causa para crianças que já nascem propensas à obesidade. O Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos relatou em 2009 que mais de um terço das mulheres de peso normal e mais da metade das mulheres obesas ganham mais quilos que o recomendado durante a gravidez nos EUA. Descobertas recentes mostram que ainda na fase pré-natal, os bebês são programados para se tornar crianças acima do peso e, consequentemente, estarão mais suscetíveis a desenvolver diabetes, doenças cardíacas e câncer quando envelhecerem. Outro estudo realizado na Califórnia descobriu que o peso de uma mulher antes da gestação era ainda mais importante do que o peso excessivo ganho durante a gestação para prevenir vários riscos para o bebê. Por outro lado, as crianças cujas mães foram vítimas de desnutrição durante a gravidez sofrem um declínio cognitivo mais rápido durante o envelhecimento e têm o crânio menor. (O Tempo (MG) – 21/09/2010)
ONU anuncia fundo para salvar crianças
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, anunciou a criação de um fundo de 40 bilhões de dólares para melhorar a saúde das mulheres e das crianças, o que permitirá salvar milhões de vidas no mundo. Governos, filantropos e grupos privados se comprometeram a contribuir para o fundo ao fim da reunião de cúpula da ONU dedicada à luta contra a pobreza. A redução da mortalidade durante a gravidez e o parto, assim como das crianças com menos de cinco anos são as duas metas dos Objetivos do Milênio para o Desenvolvimento, que avançam mais lentamente. Com a iniciativa, 120 milhões de meninos e meninas de diversos países do mundo estarão protegidos contra doenças graves, como a pneumonia. O secretário-geral considera que esse plano estratégico global pode salvar 16 milhões de vidas até 2015. (Hoje em Dia – Online (MG) – 22/08/2010)
Paraíba
Crianças estão sem creche e pré-escola
Cerca de 238 mil crianças paraibanas, entre zero e cinco anos de idade, não conseguem encontrar vagas na creche ou na pré-escola. Conforme dados do Censo Escolar 2009, no ano passado foram realizadas 24.843 matrículas em creches para meninos e meninas com até três anos. Já na pré-escola, para faixa etária de quatro ou cinco anos, foram realizadas 94.256 matrículas. Com base nos dados de contagem da população do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a Paraíba possui 357.163 crianças com idade entre zero e 5 anos. Isto significa que apenas 119.099 delas, 33,34% do total, têm acesso ao ensino infantil. Das matrículas realizadas em 2009 (incluindo creches e de pré-escola), 111.284 foram na rede pública. Conforme o Plano Nacional da Educação (PNE), é uma obrigação do poder público oferecer vagas na educação infantil para as crianças de zero a seis anos. A meta estabelecida pelo PNE é que a oferta atinja 50% da população de até três anos e 80% da população com quatro ou cinco anos. A Secretaria de Educação da capital João Pessoa disse que estão sendo construídas cinco creches e três escolas para atender somente a educação infantil. A entrega está prevista para 2011. (Jornal da Paraíba (PB), Rostand Melo e Natália Xavier – 23/09/2010)
São Paulo
Pediatras não sabem prevenir doenças cardíacas
Pesquisa realizada pelo Instituto do Coração, em São Paulo, avaliou o grau de conhecimento dos pediatras em relação à diretriz que menciona a prevenção de doenças cardiovasculares na infância. O documento de referência, publicado em 2005, estabelece condutas como dosagem de colesterol a partir dos dez anos e medida da pressão arterial a partir dos três. O estudo entrevistou 370 especialistas que atuam na rede pública e em consultórios particulares. Eles responderam a um questionário sobre a diretriz e deram informações sobre suas experiências profissionais. Dos entrevistados, 65,7% afirmaram não ter conhecimento prévio da diretriz. Apenas 136 (36,7%) alcançaram o valor estipulado como nota de corte, tendo 70% de respostas corretas. Enquanto a maior parte dos médicos desconhece o devido tratamento, estudos mostram que a formação de placas de gordura na parede das artérias começa ainda na infância. Só na região metropolitana do Rio de Janeiro, 68,4% das crianças entre cinco e nove anos têm taxas de gordura alteradas, o que pode ocasionar doenças cardiovasculares no futuro. (Folha de S. Paulo (SP), Gabriela Cupani – 21/09/2010)
Normas para adotar
Pela nova lei, as adoções no Brasil só podem ocorrer entre pretendentes e crianças que estejam disponíveis no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), criado em 2008. Mas, na prática, o processo direto ainda é recorrente no País. Com a demora nos trâmites do Cadastro, muitos meninos e meninas são adotados sem que haja participação do CNA. Essas adoções acabam legalizadas graças a algumas brechas existentes na lei. Uma delas é quando um juiz entende que há vínculo afetivo entre a família pretendente e a criança. A diretora do Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância, Irene Rizzini, afirma que muitos pais adotam bebês diretamente porque no CNA os perfis disponíveis são diferentes do que se procura. Dados do Cadastro mostram que enquanto os habilitados preferem filhos brancos e com menos de três anos, a maior parte são pardas e com mais idade. Para evitar essas restrições, a lei de adoção pede que pretendentes participem de grupos de apoio e de orientação. Segundo o vice-presidente de assuntos da Infância e Juventude da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Francisco de Oliveira Neto, o novo sistema pretende evitar casos de arrependimento de ambas as partes e garantir a melhor família para as crianças. (Folha de S. Paulo (SP), Elida Oliveira, Luiza Bandeira – 19/09/2010)
Cadeirinha será obrigatória em van escolar
Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), Alfredo Peres da Silva, disse que regulamentará também o transporte de crianças em veículos escolares. Silva também comentou polêmicas geradas pela obrigação do equipamento. Sobre o uso da cadeirinha no transportes escolar, ele afirmou que será necessário mudar a configuração desses veículos, já que muitos não possuem o cinto de segurança com três pontos para fixar a cadeirinha. O presidente afirmou que o Ministério da Educação convocou uma audiência pública, onde fabricantes, montadoras de veículos, transportadores, ONGs e a comunidade técnica discutirão de que forma serão feitas as definições neste tipo de transporte. Ele afirma ainda que a responsabilidade será do contratado e não dos pais, já que pelo Código Civil é dever do transportador escolar zelar pela segurança da criança que utiliza o serviço. Sobre o uso do equipamento em taxis, Silva afirma que a Justiça entendeu que não dá para obrigar o taxista a possuir o equipamento de retenção, já que este não sabe o tamanho da criança que vai transportar. (Folha de S. Paulo (SP), Fernanda Bassete – 18/09/2010)
Sergipe
Pré-natal masculino pretende envolver os pais na gestação dos filhos
Com o intuito de envolver os pais nos cuidados da gestação dos filhos e fazê-los entender que é importante estar saudável para cuidar da família, o Ministério da Saúde empreendeu essa semana o ‘pré-natal masculino’. A proposta prevê que os futuros pais acompanhem as consultas da parceira grávida e realizem check up’s. Em Aracaju, o trabalho de envolver os pais no processo de acompanhamento do pré-natal da mulher é realizado nas Unidades de Saúde da Família. De acordo com a coordenadora do Programa da Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Cristiani Ludmila Borges, essa ação acarreta impactos positivos para a saúde do homem, da mulher e do bebê. Ela informou que quando o parceiro participa das consultas, possibilita que os profissionais de saúde solicitem exames principalmente de sífilis, HIV, hepatite, colesterol e façam medição da pressão arterial. “Esta participação traz benefícios como o aumento da afetividade do pai pelo bebê e co-responsabilização no cuidado futuro desta criança, estreitando laços familiares e diminuindo as ocorrências de violência domésticas”, ressaltou.
Resistência Masculina - Segundo pesquisas do Ministério da Saúde, os homens têm maior resistência em procurar os cuidados médicos e em praticar alguma atividade preventiva. Os estudos apontam que a população masculina procura muito mais os serviços de atenção especializada quando já estão com o problema de saúde identificado ou em evolução. Para orientar esse público, o Ministério da Saúde criou o Programa de Saúde do Homem, por meio do qual são realizadas atividades em empresas durante as quais são oferecidos testes rápidos de HIV, vacinas e promovidas palestras educativas voltadas para os trabalhadores. (Jornal do Dia, p. Cidades 07, Grazielle Matos, 23/09)
Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar
Nacional
80% das crianças não frequentam creches
Levantamento da Fundação Abrinq, baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, mostra que 80% das crianças brasileiras de zero a três anos estão fora das creches. O número passa longe da meta prevista pelo atual Plano Nacional de Educação (PNE), onde o objetivo era ter, até 2011, 50% das crianças nesta faixa etária matriculadas em creches. A Proposta de Emenda à Constituição, aprovada em 2009, torna obrigatório o ensino para pessoas de quatro a 17 anos, mas não inclui as creches na exigência. Pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os municípios são responsáveis por oferecer educação infantil. No entanto, o Estado tem a obrigação de atender a demanda, assegurada pela Constituição e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Sanches, a situação melhorou com a recente criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação, lembra que é preciso mais recursos devido aos cuidados que as crianças mais novas demandam. (A notícia foi publicada nos principais jornais do País– 16/09/2010)
Distrito Federal
Filmes de super-heróis afetam valores
Estudo conduzido por uma psicóloga da Universidade de Massachusetts (EUA), alerta que filmes de super-heróis estão cada vez mais recheados de cenas de violência, mensagens machistas e antiéticas. De acordo com a autora da análise, Sharon Lamb, as versões mais recentes de clássicos das histórias em quadrinhos não passam mais mensagens fortes de justiça e solidariedade para as crianças, como acontecia antes. O estudo tem o objetivo de alertar os pais para a importância de acompanhar com atenção o conteúdo a que os filhos assistem. A psicóloga explica que, além do problema da excessiva violência, as histórias e heróis atuais reforçam estereótipos, atingindo crianças cuja personalidade ainda está sendo formada. Segundo esses enredos, existem apenas duas maneiras de ser um menino. A primeira é ser um super-herói forte e másculo e a segunda é ser um preguiçoso, que aproveita dos poderes para não estudar e usa a escola só para encontrar garotas. Outros especialistas, porém, dizem que, mesmo mais distantes dos padrões ideais, os super-heróis ainda podem ajudar na educação dos pequenos. (Correio Braziliense (DF), Max Milliano Melo – 14/09/2010)
Minas Gerais
Falta de vitamina B1 na gestação prejudica a criança
A origem da dificuldade de aprendizado e de concentração, vivida por várias crianças no início da fase escolar, pode estar relacionado ao período no qual elas ainda estavam na barriga das mães. Após comprovarem que a falta da tiamina (vitamina B1) em animais causou uma série de danos para os filhotes, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tentam agora avaliar quais problemas ocorrem com as crianças. Outra pesquisa, também realizada na UFMG, mostra que não só a memória é afetada pela falta da vitamina. A coordenadora da pesquisa e professora do Laboratório de Neurociência Comportamental e Molecular (Lanec) do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, Ângela Maria Ribeiro, explica que o déficit da tiamina pode provocar distúrbio motor e fraqueza muscular, problemas que, muitas vezes, passam despercebidos pelos pais. (O Tempo (MG) – 13/09/2010)
Paraná
Desvalorização de pediatras atinge crianças
O papel do pediatra é fundamental no desenvolvimento da criança. O diretor do Departamento de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do Departamento de Pediatria da Associação Médica de Londrina (AML), Milton Macedo, afirma que é importante que meninos e meninas sejam sempre acompanhados pelo mesmo profissional, criando um vínculo capaz de reduzir riscos, proporcionar mais segurança para a família e diminuir as despesas para o sistema de saúde com novos e desnecessários exames. Segundo ele, a falta de valorização devida dos profissionais da pediatria, incluindo a baixa remuneração, acaba atingindo o atendimento oferecido às crianças. Milton Macedo destaca que muitos municípios pequenos, em vez de se preocuparem em organizar um sistema local de assistência, gastam recursos para organizar um sistema de transporte para centros maiores. O diretor afirma ainda que essa estrutura falha prejudica o desenvolvimento de forma adequada, comprometendo aspectos da qualidade e prevenção, primordiais para a saúde de crianças. (Folha de Londrina (PR) – 16/09/2010)
Pernambuco
O fim da desnutrição infantil
Estudo inédito realizado pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), divulgado recentemente em Recife, mostra que a desnutrição infantil vem diminuindo no Nordeste e poderá ser totalmente erradicada num prazo de 10 anos. Segundo a pesquisa, os números vêm caindo de forma constante e regular, em uma proporção sem comparação no mundo. Uma melhoria na renda das famílias, aliada à maior escolaridade das mães e uma política de saneamento básico que ainda não é a ideal, mas tem avançado, são algumas das causas dessa redução. Esse cenário bate com os dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (Pnad). De 2003 a 2008, foram cerca de 20 milhões que deixaram a pobreza, uma condição que sempre explicou os problemas de desnutrição e a que estão atreladas principalmente às regiões Norte e Nordeste. (Jornal do Commercio (PE) – 14/09/2010)
Rio Grande do Sul
Um reforço na saúde do bebê
Crianças que nascem prematuras são mais suscetíveis a doenças, principalmente as respiratórias. Uma das explicações para as infecções mais sérias está na imaturidade do sistema imunológico, causada pelo fato de os anticorpos maternos serem transferidos no terceiro trimestre da gravidez, justamente quando a mãe dá à luz um prematuro. Além disso, a dificuldade de mamar no peito, devido às condições da criança e à internação na UTI também comprometem a proteção. Vírus e bactérias, doenças pneumocócicas, gripe e o vírus sincicial respiratório são as doenças que mais preocupam em bebês prematuros, explica o neonatologista Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim). Para amenizar os riscos, além de seguir à risca a vacinação desses recém nascidos, os adultos também devem se proteger. Cuidados simples como evitar o fumo perto das crianças, lavar as mãos antes de entrar em contato com elas e mantê-las sempre bem nutridas, com alimentação rica em vitaminas e minerais, amenizam os problemas da prematuridade. (Zero Hora (RS) – 13/09/2010)
Pediatra na hora certa
Fazer uma visita ao pediatra é assustador para algumas crianças que, muitas vezes, são submetidas a exames desnecessariamente. Até completar um ano, elas devem ir ao pediatra ao menos uma vez por mês e, com um quadro de saúde normal, não é necessário submetê-los a baterias de procedimentos com frequência. Porém, a partir de sintomas apresentados, principalmente em consultas de emergência, a necessidade de exames pode aparecer. É nesse momento que a dor de cabeça da maioria dos pais começa. De acordo com a psicóloga infantil, Giovanna Guiotti, os pais devem descrever a situação com o máximo de realismo para a criança, para conquistar sua confiança e evitar sustos ou medo na hora de ir ao médico. Para a psicóloga, duas técnicas fazem diferença. No caso das crianças com até 6 anos, os pais podem simular o momento do exame com o filho uma noite antes, usando um brinquedo como paciente. Com os maiores, de até 10 anos, é recomendado descrever com detalhes e tranquilidade como será o procedimento. (Zero Hora (RS) – 13/09/2010)
Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar
Nacional
Certidão pode sair na hora do parto
Todas as maternidades do sistema público e privado do País poderão emitir certidões de nascimento de forma rápida e segura a partir de outubro deste ano. Um sistema unificado e online fará a ligação entre as unidades de atendimento materno e os cartórios, possibilitando a geração de um documento digital que poderá ser impresso gratuitamente no mesmo dia do nascimento da criança. A Secretaria Especial de Direitos Humanos (SDH) estima que cerca de 12,2% dos bebês brasileiros não são registrados até o primeiro ano de idade. As razões variam da distância dos cartórios ao desconhecimento da população sobre os seus direitos. Em alguns estados, como Pernambuco e Mato Grosso, esse serviço já existe e visa facilitar a vida dos pais na hora de emitir o registro civil de nascimento. A medida do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), publicada ontem (6) no Diário Oficial da União, dá prazo de um ano para que maternidades e cartórios se adaptem. (Folha de S. Paulo (SP); Jornal de Brasília (DF); Correio Braziliense, Carolina Khodr (DF) – 07/09/2010)
Ceará
Universidade produzirá leite para combater diarreia
A diarreia ainda mata muitas crianças no País. No Ceará, trata-se da terceira causa da mortalidade infantil, o que ainda é muito significativo, apesar da redução nos últimos anos. Para combater este mal, a Universidade de Fortaleza (Unifor) vai produzir um tipo de leite enriquecido com proteínas humanas. O projeto consiste em usar cabras transgênicas para obter o alimento rico em lisozima e lactoferrina, proteínas existentes no leite materno que têm propriedades antibióticas e antimicrobianas. De acordo com a bióloga da Unifor, Luciana Bertolini, o leite pode atuar como fonte extranutricional de resistência a infecções, ativando o sistema imunológico da criança que não mamou. Ela espera que em cinco anos, o alimento já possa ser distribuído para a população pelo Ministério da Saúde. O projeto teve início no Ceará e percorrerá outros estados do semiárido. Segundo o coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Manoel Fonseca, a causa da diarreia está ligada à falta de saneamento. Para ele, essa é a origem da doença que precisa ser combatida. (Diário do Nordeste (CE), Lina Moscoso – 10/09/2010)
Distrito Federal
Poucas crianças estão em creches públicas
Segundo o Censo Escolar 2009, no Distrito Federal, as creches credenciadas recebem 16.620 crianças. A maioria (67%) está matriculada em instituições particulares. Em segundo lugar, estão as creches mantidas por entidades sem fins lucrativos que contam com verba do Governo do Distrito Federal (27%). Apenas 5,5% desses meninos e meninas estão em creches públicas, número considerado baixo para um País que considera crianças e adolescentes prioridade na implementação de políticas públicas. Diante disso, as creches em situação irregular se beneficiam da falta de unidades do governo, já que muitas famílias ficam sem escolha de onde deixarem os filhos. O quadro no DF não é diferente do restante do País. O Plano Nacional de Educação (PNE), que estabeleceu metas para a educação no Brasil entre 2001 e 2010, determinou como objetivo que 30% das crianças de zero até 3 anos deveriam estar matriculadas em creches até o fim de 2010. Mas a meta não foi cumprida. Segundo informações do Plano Nacional por amostra de Domicílios (Pnad), a taxa é de apenas 18%. (Jornal de Brasília (DF) – 05/09/2010)
Minas Gerais
Justiça tentará localizar pais que não registraram os filhos
Os Tribunais de Justiça, incluído o de Minas Gerais, receberam uma nova incumbência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ): organizarem mutirões para a identificação dos pais que não aparecem nas certidões de nascimento de jovens brasileiros. O censo escolar de 2009 mostrou que existem em todo o Brasil 3,8 milhões de filhos que não possuem o nome do pai no registro de nascimento.
Implementação – Os juízes terão acesso aos dados disponibilizados pelo censo escolar e serão orientados a chamar a mãe de cada jovem para que ela indique o nome do pai que não quis assumir o seu filho. A partir daí, o magistrado chamará o indicado à sua presença. Se o homem se negar a assumir a paternidade, ou tiver dúvida, poderá ser obrigado a fazer o teste de DNA. (Jornal da Manhã, p.4 – Wellington Cardoso Ramos,08/09/2010)
Contran publica alteração nas regras para o transporte de crianças
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu flexibilizar as regras de transporte de crianças em veículos que tenham sido fabricados originalmente com cinto de segurança de dois pontos no banco traseiro. O transporte de crianças com menos de 10 anos nos carros que possuem apenas este tipo de cinto de segurança poderá ser feito no banco dianteiro, com o uso do dispositivo de retenção adequado para ao peso e altura da criança (bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação). Crianças entre 4 a 7 anos e meio de idade também poderão ser transportadas no banco traseiro utilizando o cinto de segurança de dois pontos sem o assento de elevação, quando o carro possuir apenas esse cinto. De acordo com o Contran, as alterações foram baseadas na atual indisponibilidade de equipamentos para transporte de crianças em veículos fabricados com o cinto de segurança de dois pontos. Em veículos equipados com cinto de três pontos, as regras continuam as mesmas. (Hoje em Dia, p. 12 – Jáder Rezende; Jornal de Uberaba – Daniela Brito, 07/09/2010)
Maternidade registra morte de sete bebês em uma semana
As mortes de sete bebês em apenas uma semana na Maternidade Municipal de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, são alvo de investigação do Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG). Uma sindicância foi aberta no dia 3 de setembro pelo órgão para apurar se as causas dos óbitos têm relação com falhas médicas, com problemas estruturais e de atendimento no hospital ou se foram consequências de complicações das gestações. Os registros das mortes aconteceram entre 24 e 31 de agosto. A diretora do complexo hospitalar de Contagem, Renata Soares, que falou em nome da prefeitura da cidade, afirmou que a maternidade é referência em gestações de alto risco e que a sequência de mortes não passou de uma coincidência. Segundo o secretário do CRM-MG, o pediatra João Batista Gomes, a última vistoria feita pela entidade na maternidade, em maio deste ano, consta tou insuficiência de estrutura física para atender à demanda. (O Tempo, p. 30 – Carolina Coutinho e Jeferson Lorentz; Hoje em Dia, p. 25 – Celso Martins, 04/09/2010)
Rio de Janeiro
Presidente do Contran defende lei da cadeirinha
Em artigo publicado no jornal O Dia, o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e presidente do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), Alfredo Peres da Silva, defendeu a polêmica Resolução 277, conhecida como Lei da Cadeirinha. Segundo ele, a norma não veio punir, mas para garantir que o transporte seja feito da forma mais segura possível. Ele argumenta que em 2008, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou relatório no qual ficou constatado que o uso dos dispositivos de retenção reduz o risco de morte de bebês em 70% e de crianças pequenas entre 54% e 80% no caso de colisão. Para o presidente do Contran, a adoção dos equipamentos para o transporte de crianças é um marco na história da segurança no trânsito brasileiro. No artigo, ele cita o caso de uma criança de cinco meses, do Rio de Janeiro, que saiu ilesa de um acidente de trânsito por estar acomodada no bebê conforto. E sugere ainda aos pais que prezem pela proteção e bem-estar dos filhos buscando esse cuidado no trânsito. (O Dia (RJ), Alfredo Peres da Silva – 10/09/2010)
São Paulo
Qual a melhor idade para aprender um novo idioma?
Especialistas divergem sobre a melhor idade para que crianças comecem a aprender um novo idioma. Mas concordam que é necessário que os primeiros contatos aconteçam logo que a criança comece a falar e entender a língua materna. Vital Didonet, da Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar, indica como melhor época a idade entre 2 e 3 anos. O caminho mais indicado, segundo especialistas, é que o aprendizado de idiomas na infância aconteça de forma lúdica, durante as brincadeiras. Além disso, o ensino de uma nova língua deve estimular formas múltiplas de inteligência e respeitar o desenvolvimento infantil. Outro ponto importante é o estímulo dentro da própria casa, que pode ser mais eficiente se os pais também falam o outro idioma. Já a educadora e pedagoga Coli Casanta, concorda com o ensino de uma segunda língua para crianças de família bilíngues. Mas, nos demais casos, a educadora ressalta que os meninos e meninas devem ser preservados deste tipo de estímulos, já que o tempo na infância deve ser usado, prioritariamente, como base da personalidade. (O Estado de S. Paulo (SP), Paula Moura – 05/09/2010)
Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar
30 de agosto a 03 de Setembro de 2010
Alagoas
Em novo levantamento, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o estado de Alagoas detém os piores índices de assassinato e mortalidade infantil. Os dados foram divulgados ontem (1º) pelos 55 Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010 (IDS 2010). No quesito mortalidade infantil, Alagoas se destaca por ocupar a pior colocação na comparação de números entre 1990 e 2008. Na contramão, o País reduziu a mortalidade infantil em 50%. Ampla cobertura de vacinação contra a poliomielite e tuberculose, redução no número de crianças de até cinco anos de idade desnutridas, e melhoria do nível educacional das mulheres foram alguns dos fatores que contribuíram para isso, informa trecho da pesquisa. Em sua quarta edição, o IDS cruza informações econômicas, sociais e institucionais para analisar de que forma o Brasil segue o rumo ao desenvolvimento sustentável. (Gazeta de Alagoas (AL) – 02/09/2010)
Distrito Federal
Segurança de crianças pede atenção redobrada
O acidente envolvendo a queda de uma menina de 2 anos de um prédio em Brasília acendeu novamente o debate em torno dos cuidados com a segurança de meninos e meninas. As quedas são a principal causa de internação de crianças e adolescentes de 1 a 14 anos no Brasil. Em 2007, segundo o Ministério da Saúde, 73.455 pessoas de até 14 anos foram hospitalizadas vítimas de acidentes ocorridos, muitas vezes, dentro de casa. Algumas características físicas próprias da criança podem favorecer as quedas, como o tamanho e o peso da cabeça em relação ao corpo, que podem facilitar o desequilíbrio. Dicas básicas garantem a segurança. Dentro de casa, o ideal é evitar o uso de beliches e brincadeiras em escadas e sacadas. A proteção de tela nas janelas é fundamental. Na rua, os pais devem sempre observar as condições de parquinhos e colocar equipamento de segurança quando o filho for andar de bicicleta, por exemplo. Um detalhe chama a atenção: o uso de andador não é aconselhado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Além de comprometer o desenvolvimento saudável dos bebês, o equipamento pode causar quedas graves. (Correio Braziliense (DF), Mara Puljiz – 01/08/2010)
Quando a mãe é calma, a criança é feliz
O estresse e a depressão da mulher durante a gravidez podem influenciar de forma negativa a qualidade de vida do bebê. Sabe-se que a comunicação entre mãe e feto ocorre durante todo o período gestacional. Assim como as substâncias ingeridas pela mãe entram em contato com o bebê pelo cordão umbilical e pela corrente sanguínea, os impulsos psíquicos e químicos causados pelo estresse serão sentidos. Isso ocorre porque a instabilidade emocional da mãe provoca alterações neuro-hormonais e na pressão arterial, que provocam um estado de perturbação no feto semelhante ao vivido pela mãe. A psicóloga Helena Morais afirma que a prática de exercícios físicos da mãe é fundamental para que a criança nasça saudável, assim como um simples momento de conversa com o bebê, mesmo ainda estando na barriga. Já a psicóloga e membro da Sociedade Brasileira de Estudos sobre o Bebê (Abebê), Maria Isabel Tafuri, ressalta que é importante também estabelecer um ambiente externo de harmonia para a chegada de uma nova criança. (Correio Braziliense (DF), Rayanne Portugal – 31/08/2010)
Criar sem bater ou castigar? É possível!
Dar ou não palmadas nos filhos como punição é tema discutido há muito tempo entre pais e educadores. No Brasil, o uso dos castigos corporais é uma questão cultural bastante usada. Mas, para alguns especialistas, a boa educação das crianças não precisa, inevitavelmente, de formas de punição. A coordenadora da campanha Não Bata, Eduque, Márcia Oliveira, garante que responsabilizar meninos e meninas por algo errado é diferente de puni-los. Para ela, corrigir um erro, obrigar a criança a pedir desculpas ou limpar uma sujeira que tenha feito são formas de reparação. Ao invés de castigos, Márcia Oliveira fala em limitações de privilégios, que, na prática, são medidas alternativas às palmadas e podem ensinar a criança a pensar nos prós e contras de obedecer ou transgredir os acordos. Outro fator importante, segundo ela, é sempre controlar a raiva no momento de educar o filho, já que a raiva é sinal de que pais e filhos não estão conseguindo entender o ponto de vista um do outro. A coordenadora lembra que o aprendizado mais importante acontece nas situações mais difíceis. (Correio Braziliense (DF) – 29/08/2010)
Rio de Janeiro
Bebês são abandonados nas maternidades
Em vez de abandonar nas ruas, as mães que querem abrir mão da guarda dos filhos estão deixando as crianças nos próprios hospitais. Em Belo Horizonte (MG), dos 94 recém-nascidos deixados pelas mães nos últimos três anos, 87 ficaram na maternidade. Os juristas alegam que esse tipo de comportamento vem aumentando pelo fato de não haver punição para a mãe que tomou esta decisão. A Lei federal 12.010, de 4 de novembro de 2009, não prevê punição para a mãe que decide entregar a criança para adoção. Para a promotora da Infância e da Juventude, Matilde Fazendeiro Patente, tal lei evita que os recém-nascidos sejam abandonados nas ruas, onde podem até morrer de fome ou por ataques de animais e doenças. A promotora afirma que o bebê deixado na maternidade é encaminhado para o primeiro casal ou pessoa inscrita no programa de adoção. A criança sai da maternidade e vai direto para o novo lar, onde é acompanhada por uma equipe do juizado. Após 60 dias, o interessado em ficar com o bebê precisa entrar com o processo na Justiça requerendo a guarda definitiva. (Hoje em Dia (RJ) – 28/08/2010)
São Paulo
Pais reclamam da lei da cadeirinha
Em vigor a partir de hoje (1º), a lei que obriga o uso da cadeirinha no transporte de crianças em veículos faz surgir uma série de questionamentos. Levantamento feito no estado de São Paulo mostra que maioria aprova a proteção, mas acha difícil usá-la em carros de parente e amigos. De 100 pais entrevistados, 88 afirmaram que não usam a cadeirinha quando estão com o filho de carona no veículo de algum conhecido. O esquema de carona solidária, onde vizinhos revezam para buscar e levar os filhos um do outro na escola, está comprometido com a nova lei, afirma os pais. Além do carro de amigos e parentes, outro problema para a adaptação à nova regra é a resistência das crianças ao uso da cadeirinha. A metade dos pais entrevistados disse que os filhos costumam reclamar do equipamento, principalmente por ser apertado. Alguns ainda temem que o uso seja prejudicial em casos extremos, como um assalto. (O Estado de S. Paulo (SP), Nataly Costa e Rodrigo Burgarelli – 01/08/2010)
Combate à meningite C será intensificado
O estado do Rio de Janeiro se prepara para a vacinação contra a meningite C. A campanha, que passa a fazer parte do calendário do Sistema Único de Saúde (SUS), começa no dia 8 deste mês. A vacina conjugada contra o meningococo C, causador de uma das formas mais graves de meningite bacteriana, será oferecida gratuitamente em toda a rede pública estadual. As primeiras 600 mil doses deverão estar nos postos de saúde de todos os municípios na próxima quarta-feira. Inicialmente, serão imunizadas as crianças entre 1 ano e 1 ano e 11 meses de idade. Para essa faixa etária, basta apenas uma dose da vacina. Em novembro, a Secretaria vai oferecer a vacina contra o meningococo C também às crianças com menos de 1 ano, que deverão tomar duas doses e uma dose de reforço quando completarem 1 ano de idade. (O Estado de S. Paulo (SP) – 01/08/2010)
Sergipe
Contran estuda alteração na lei da cadeirinha
A lei que exige o uso de cadeirinhas para crianças adequadas para idade e peso entrou em vigor ontem (1º), mas a resolução não prevê diferenciação no uso do acessório nos carros com cintos de dois e três pontos. As dúvidas dos motoristas que possuem carros com cinto de dois pontos – cinto abdominal no banco traseiro – fizeram com que o Ministério Público Federal (MPF) recomendasse que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) se manifeste sobre o caso. O órgão informou que ainda não foi notificado pela Justiça, mas que irá se posicionar até o fim desta semana quanto ao uso do equipamento de retenção em veículos com essas características e estuda a possibilidade de utilização do equipamento de retenção de crianças no banco dianteiro, quando o veículo dispuser apenas de cintos abdominais no banco traseiro. Nesse caso, o Contran avaliará também a possibilidade de que o transporte de crianças de 4 a 7 anos e meio seja realizado no banco traseiro usando o cinto de segurança abdominal sem a necessidade do uso do assento. (Jornal da Cidade (SE) – 02/09/2010)
Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar
Nacional
Campanha contra a pólio continua em 15 estados
A segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite continua em pelo menos 15 estados que ainda não atingiram a meta de imunizar 95% das crianças de até 5 anos. Levantamento parcial do Ministério da Saúde indica que cerca de 10 milhões de meninos e meninas foram vacinados em todo o País até às 15h de ontem (16). A meta é imunizar 14,6 milhões. Os estados que decidiram não prorrogar a vacinação são Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pará, Rio Grande do Norte e Maranhão. Mas, mesmo com o fim da campanha oficial, a vacina continua disponível em postos de saúde da rede pública de todo o País. O prazo da prorrogação tem datas diferentes nos 15 estados que não atingiram a meta. (A matéria foi publicada nos principais jornais do País – 17/08/2010)
Mais de 7 milhões de crianças vacinadas
Dados preliminares do Ministério da Saúde mostraram que mais de 7 milhões de crianças com menos de 5 anos foram vacinadas contra a poliomielite no último sábado (14). Cerca de 115 mil postos de vacinação participaram da campanha em todo o País. Os números ficaram abaixo da meta esperada pelo governo, que é de 14,6 milhões de crianças imunizadas. A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carmem Osterno, explica que alguns profissionais de saúde digitam os dados somente após o término da vacinação. Com isso, o Ministério deve divulgar o balanço geral da campanha em duas semanas. Ao todo, foram investidos R$ 40,9 milhões. (A notícia foi publicada nos principais jornais do País – 16/08/2010)
Bahia
Orfanato interditado deve apresentar sua defesa
Na última quinta-feira (12), o Orfanato Associação Cristã Nacional (ACN), em Feira de Santana (BA), foi interditado por falta de prestação de contas. A justiça usou como base para a intervenção a nova lei de adoção (Lei 12010 de 2009), que estabelece a necessidade de uma reavaliação a cada seis meses de crianças e adolescentes que estejam em sistema de abrigo. A instituição tem até a próxima segunda-feira (23) para apresentar à justiça sua defesa. Foi determinada, a princípio, a transferência dos internos para outro orfanato, tendo em vista que a instituição é reincidente em um processo fiscalizatório. Porém, o juiz da Vara da Infância e Juventude, Walter Ribeiro Costa Júnior, entendeu que não poderia transferir de imediato os meninos e meninas visando a preservação psicológica. Para ele, só depois da defesa apresentada pelo orfanato será possível traçar o caminho dos abrigados. (Folha do Estado (BA) – 18/08/2010)
Paraná
Exame do olhinho ainda é desconhecido
O teste do olhinho, também chamado de Reflexo Vermelho, ainda é desconhecido pela maior parte da população, mas é indispensável para se evitar a cegueira infantil. A catarata congênita, que atinge uma em cada 300 crianças nascidas, é uma das principais doenças detectadas por meio do teste. Em alguns municípios, o exame tem mostrado crescimento. Na Maternidade Municipal de Londrina (PR), de março até o fim de 2008, foram feitos 3.098 procedimentos. Em 2009, o número saltou para 3.564. Até julho deste ano, 2.107 crianças foram examinadas. Do total da triagem feita todo mês na maternidade, de 10% a 12% dos bebês apresentam algum problema na visão. Os diagnosticados são encaminhados para o Hospital de Olhos, onde passam por exames com especialistas. A pediatra Rosana Hashimoto explica que o teste dura apenas cinco minutos e deve ser feito ainda na maternidade ou no prazo de trinta dias após o nascimento do bebê. (Folha de Londrina (PR) – 17/08/2010)
Rio Grande do Sul
Protestos contra mudanças na educação infantil
Representantes da educação infantil do Rio Grande do Sul protestaram ontem (17) contra projeto de lei que propõe alterações à Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LBD), antecipando para 5 anos de idade o ingresso no ensino fundamental. O assunto foi tratado durante a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, com plenário lotado. Diversos especialistas ligados à educação infantil criticaram o projeto. A vereadora Sofia Cavedon protocolou moção de repúdio justificando que a proposta desconsidera a história da conquista do direito à educação para crianças de até 6 anos, bem como atuais estudos sobre desenvolvimento infantil. O PL 6755/2010, do senador Flávio Arns (PSDB/PR), tramita no Congresso Nacional sem data para ser votado. (Correio do Povo (RS) – 18/08/2010)
Crack dobra número de bebês abandonados
Nos últimos cinco anos, o crescimento do uso de crack no Rio Grande do Sul fez com que dobrasse o número de crianças com menos de 3 anos nas instituições mantidas pela Fundação de Proteção Especial do Estado. Em 2005, das 809 crianças e adolescentes protegidos pela Fundação, 51 (6,91%) tinham menos de 3 anos. Hoje, eles somam 97 (15,8%) dos 695 abrigados. Segundo a presidente da instituição, Marlene Sauer Wiechoreki, muitos desses bebês chegam às unidades com quadros de abstinência herdados da mãe. Segundo a assistente social Tatiane Tonetto Pacheco, o maior agravante para os filhos de usuários de crack é a dificuldade em encontrar os pais. Sem eles, o processo de destituição familiar, requisito indispensável para que alguém possa adotar uma criança, leva anos na Justiça. (Zero Hora (RS) – 15/08/2010)
São Paulo
Anac muda regras para embarque de bebês
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou ontem (18) novas regras para passageiros que viajam com crianças de colo. Agora, os bebês terão que ser retirados dos carrinhos para passar individualmente pelo detector de metais. Eles também não podem mais ser carregados no colo dos pais ao passar pelo equipamento e terão que ser examinados longe do corpo do adulto. Já o carrinho deve ser dobrado e colocado na esteira para passar pelo raio-X. Na visão da Anac, a nova medida visa diminuir burocracias, simplificar o processo e agilizar o embarque dentro dos padrões de segurança internacionais. De acordo com a Agência, a norma vale para todos os aeroportos brasileiros. (Folha de S. Paulo (SP), Eduardo Geraque e Fernanda Bassette; Jornal de Brasília (DF) – 19/08/2010)
Mães não sabem alimentar seus bebês
Pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) concluiu que a maioria das mães não sabe alimentar corretamente seus bebês, o que aumenta o risco de carências nutricionais e de doenças crônicas no futuro. O estudo avaliou quase 200 bebês de todas as classes sociais, com idades entre 4 e 12 meses. Metade já não recebia aleitamento materno exclusivo. Outro problema apontado pelo estudo é o alto consumo de leite de vaca integral, contra indicado antes de a criança completar 1 ano. Dos bebês avaliados, apenas 12% dos bebês com menos de 6 meses e 6% dos acima dessa idade recebiam as fórmulas infantis à base de leite apropriadas para a faixa etária. A pesquisa também revelou que as crianças recebem muito cedo alimentos inadequados, como doces industrializados, biscoitos recheados e até refrigerantes. Para elaborar o cardápio dos filhos, a grande maioria das mães (67,7%) segue a própria experiência ou da família. As orientações passadas pelo pediatra ficam em segundo plano. (Folha de S. Paulo (SP), Gabriela Cupani – 19/08/2010)



