As Finanças Municipais em 2010

 

Acaba de ser elaborado um estudo sobre As Finanças Municipais em 2010.

O estudo está disponível no Observatório de Informações Municipais, mantido pela ONG Associação Transparência Municipal.

Além do estudo, na seção de Notícias, encontra-se um texto apresentando os resultados da evolução das finanças municipais entre 2009 e 2010, verificando os avanços após o ano da crise econômica.

Clicando em Estudos e selecionando no filtro Finanças Municipais, poderão ser encontrados estudos semelhantes referentes a anos anteriores.

Aos interessados em assuntos municipais, o portal também disponibiliza mensalmente as estimativas trimestrais de repasse do FPM por Município, notícias e informações de interesse dos Municípios.

 

Visite o Observatório!

4º Curso de Atualização em Psiquiatria da Infância e da Adolescência – 2011

 

4º CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM PSIQUIATRIA DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA – 2011
Local: AMRIGS

PROGRAMA

Módulo 1
01/10/2011 (Sábado)
8h30min às 9h15min Psicologia do Desenvolvimento – Dra. Norma Escosteguy
9h15min às 10h TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) – Dr. Luciano Isolan
10h às 10h15min Intervalo

10h15min às 11h TEA (Transtorno de Estresse Agudo) e TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático) – Dr. Renato Piltcher

Módulo 2
08/10/2011 (Sábado)

8h30min às 9h15min Déficit de Atenção e Hiperatividade – Dr. Christian Costa Kieling
9h15min às 10h Transtornos alimentares – Dra. Maria Angélica Nunes
10h às 10h15min Intervalo

10h15min às 11h Suicídio – Dr. Jair Segal

Módulo 3
15/10/2011 (Sábado)

8h30min às 9h15min Transtorno de humor bipolar – Dr. Cristian Patrick Zeni
9h15min às 10h Drogadição – Dra. Carla Bicca
10h às 10h15min Intervalo
10h15min às 11h Tiques e Gilles de la Tourette – Dr. Fábio Brodacz

Módulo 4
22/10/2011 (Sábado)
8h30min às 9h15min Intervenções Pais-Bebês – Dra Flávia Costa
9h15min às 10h Psicoterapia – Dra. Anna Luíza Kauffmann
10h às 10h15min Intervalo
10h15min às 11h Psicofarmacologia – Dra. Gibsi Rocha

Bibliografia sugerida pela ABP:
1. LEWIS, M. Child and Adolescent Psychiatry, 2rd edition, Williams & Wilkins, Baltimore, 1996.
2. KAPLAN, HI. & SADOCK, B. Compêndio de Psiquiatria. 9ª edição. Porto Alegre, Artes Médicas, 2007.
3. PEC – Programa de Educação Continuada da ABP (aulas sobre PIA – diversos autores) 1ª Edição – Rio de Janeiro – Guanabara Koogan 2007.
4. ASSUMPÇÃO JÚNIOR, FB; KUCZYNSKI, E – Tratado da Infância e Adolescência – 1º Edição. São Paulo – Ateneu 2003.
5. BARKLEY, R – TDAH Manual para diagnóstico e tratamento – 3ª Edição Porto Alegre – Artmed 2008.
6. Lee Fu I; Boarati, M – Transtorno Bipolar na Infância e Adolescência – Aspectos Clínicos e Comorbidades – 1ª Edição Porto Alegre – Artmed 2010.
7. Mercadante, M; Conceição, MR – Autismo e Cérebro Social – 1ª Edição São Paulo – Segmento Forma 2009.
8. Stubbe, D – Psiquiatria da Infância e Adolescência – 1ª Edição Porto Alegre – Artmed 2008. Rio de Janeiro

Coordenação: Departamento de Infância e Adolescência da APRS
Dr. Emílio Salle,
Dra. Ana Rosa Bopp Tesheiner
Dra. Anna Luíza Kauffmann
Dr. Fábio Brodacz
Dr. Luciano Isolan

Inscrições na Secretaria da APRS:
Av. Ipiranga 5311/202
90610-001 – Porto Alegre – RS
51 3024.4846 – 8116.5896 – 8116.5901- 8116.5903 – pelo cartão de crédito
Programa disponível www.aprs.org.br

Associados APRS – Porto Alegre e Grande Porto Alegre – R$ 30,00
Associados APRS – Interior - R$ 20,00
Não Associados da APRS – R$ 150,00
Não Associado da APRS – Estudante/Residente – R$ 75,00

O Admirável Novo Pai

 

Imitar ou criticar? Por muito tempo a relação com um pai se restringia a essas duas possibilidades. O pai, até bem recentemente, era tido como uma das principais referências em uma sociedade vertical, marcada por padrões estáveis orientadores. Tínhamos o pai na família, o chefe na empresa, o presidente no país. Essas figuras marcavam o caminho que era seguido ou contestado.

Se uma pessoa tinha um pai muito forte, importante, conhecido, havia quem pensasse o quão duro seria para o filho que podia se sentir pequeno demais, frente a uma barreira muito alta a ser suplantada. Por outro lado, se ocorresse o contrário, se o pai fosse do tipo anônimo e genérico, aí o filho poderia sofrer de culpa, uma vez que bastaria dar um passo para ir além do pai. O primeiro caso era dado como explicação a filhos inibidos, o segundo, a filhos exibidos, analisando superficialmente.

E hoje? A pós-modernidade ao deslocar os padrões verticais da sociedade, ao horizontalizar o laço social, criando a conhecida sociedade em rede, exige uma nova figura de pai, distinta dessa que nos habituamos a conhecer, descrita acima. O pai passa da posição de representar um ideal, um padrão, para a de garantidor da flexibilidade da referência. Um filho tem que encontrar em um pai alguém que lhe garanta a legitimidade da invenção de sua forma de viver. Se uma mãe autoriza a invenção, o pai a legitima. São os dois movimentos necessários para viver na época atual da globalização: invenção e responsabilidade. Inventar uma forma singular de ocupar o seu lugar na vida, uma vez que nada está dado a priori, e ter a coragem de expor essa singularidade, inscrevê-la no mundo se responsabilizando por ela. É o movimento de qualquer artista: Chico escuta uma banda que é só dele e consegue nos convencer da forma que ele a escuta. Jorge Amado faz o mesmo com a Bahia. Impossível ver a Bahia sem os óculos do escritor que transforma cada gingado de uma morena em Gabriela. Não nos exijamos o talento dos artistas, mas sim a coragem desse duplo movimento: inventar e responsabilizar.

Uma mãe autoriza a invenção, desde nossos primeiros balbucios, um pai legitima a sua existência, ou seja, o por fora de si. É o que está na raiz da palavra existir, composta de “ex”, fora, com “sito”, local: ex-sistir quer dizer “colocar fora”. Um detalhe para ser aprofundado em outro artigo: mãe e pai são funções por vezes coincidentes com as pessoas biológicas, mas não necessariamente, para a sorte de todos nós, se não os órfãos estariam fortemente prejudicados.

A partir desse admirável novo pai, admirável por sua novidade, mais que pela sua grandeza, é pouco esclarecedor continuarmos a nos fiar nas análises maniqueístas de pai forte, pai fraco; filho identificado, filho rebelde.

Pai é quem tem um sentimento sagrado por um filho. Sagrado vem de sacrifício. Pai é quem tem um amor radical – sem explicação – e que pode morrer por um filho. É esse ponto de amor radical que é detectado pelo filho e sobre o qual ele se apoia na invenção singular de sua vida. Um filho sabe que ali ele conta, que dali ele pode contar sua vida, dar-se à existência. Não nos surpreendamos que pais e filhos possam trabalhar melhor juntos agora que no passado. Fora do eixo imaginário da dominação, pais e filhos convivem bem como nunca nesse amor radical que possibilita expressões distintas, diversas e divertidas, com a marca de uma mesma família. Não faltam exemplos: Coppolas, Veríssimos, Holandas, Douglas, Cravos e, seguramente, muitos mais.

 

Fonte: Revista Lola

O melhor de todos

 

Camila Molina – O Estado de S.Paulo

Melchior tinha apenas um desejo, o de ser “o mais melhor” em tudo. Ele não era o pior, não era o menor, era o penúltimo a ser escolhido para o time de futebol, mas vivia frustrado pela falta de brilho. Um dia, enfim, o garoto encontrou um gênio gordo da bolinha de pingue-pongue que transformou Melchior no maioral – só que o menino ficou arrogante demais até descobrir que, afinal, não adianta nada ser “o mais melhor” sozinho, sem nenhum amigo.

“Criei essa história para o meu filho Gaspar”, diz o artista Vik Muniz, que lança hoje, na Livraria Cultura do Shopping Market Place, o livro Melchior, O Mais Melhor (Editora Cobogó, 64 págs., R$ 38), sua primeira aventura pela literatura infantil. A obra tem ainda outra presença ilustre, ilustrações a aquarelas criadas especialmente pela cantora e compositora Adriana Calcanhotto. “Vamos fazer uma bagunça no lançamento”, brinca a cantora, que de tão familiarizada com as crianças criou há algum tempo a persona ‘Adriana Partimpim’ para cantar aos pequenos. No lançamento, Vik e Adriana vão ler trechos do livro para o público e serão distribuídas cenas da obra para as crianças colorir.

“Sempre escrevi e hoje escrevo mais do que desenho”, conta Vik Muniz, que acaba de inaugurar no Museu Coleção Berardo, em Portugal, uma grande retrospectiva de sua famosa produção artística. A história de Melchior, como diz o artista, estava guardada há tempos em sua gaveta. “Meu filho Gaspar tinha uns 7 ou 8 anos e era uma época em que vivia querendo me impressionar.”

“Ele foi a uma festinha de aniversário e ficou muito bravo por não chamar a atenção. Agrediu a aniversariante e foi uma coisa muito feia”, conta ainda Vik, que naquele tempo, vivendo em Nova York, escreveu em inglês a história de “Benny, The Bester”. Hoje, enfim, Gaspar tem 21 anos e o livro sobre Melchior – também o nome de um dos Reis Magos – vai ajudar outros meninos e meninas.

Para o lançamento da edição brasileira – outro evento ocorrerá no dia 2, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon do Rio -, Vik adaptou seu texto do inglês para o português, assim como as brincadeiras que aparecem mencionadas na história. “Muitas crianças curtem e acompanham o meu trabalho e é uma audiência muito sofisticada, crítica”, diz o artista, que “adora pesquisar os mais diversos materiais para compor as figuras e paisagens de suas fotografias – sucata, açúcar, chocolate, diamantes e muito mais” tal como é apresentado no livro. Com o texto pronto, convidou Adriana que, além de também ser Partimpim, “gosta de brinquedos que tocam música e de instrumentos que fazem barulho, e adora desenhar e fazer colagens”. Foi a parceria perfeita, os dois autores.

Por causa de uma lesão na mão, Adriana Calcanhotto fez cerca de 40 desenhos bem lentamente e leves, numa escala pequena – curiosamente, no autorretrato que está no fim do livro, ela está com uma tala no braço. Em seu traço, Melchior é um menino de cabelos castanhos, que veste sempre uma camiseta com uma caveirinha. “A caveira é como uma orelha de cachorro que vai tendo emoções e expressando opiniões sobre os acontecimentos da história”, diz a cantora-ilustradora. “Não saberia ilustrar um livro que escrevi, não sei por quê”, conta Vik.

Brincadeiras na frente do espelho

 

Objetivos 
- Familiarizar-se com a imagem do corpo.
- Trabalhar imitações, gestos e expressões.
- Construir a identidade.

Tempo estimado 
De 15 a 20 minutos por dia.

Material necessário 

Dois espelhos grandes (de preferência presos à parede), cartazetes com fotos de diferentes expressões faciais retiradas de revistas ou da internet, aparelho de som, fantasias, bijuterias, chapéus, maquiagem infantil e colchonete.

Flexibilização
Para crianças com deficiência visual
Tocar as diferentes partes do corpo é muito importante para a criança com deficiência visual. Descreva os gestos feitos pelas outras crianças e, nas primeiras vezes, ajude a criança a imitar. Você também pode ampliar o tempo de realização das atividades propostas, permitindo que a criança toque nos colegas. O estímulo auditivo também é fundamental. Músicas, barulhos e comandos sonoros podem ajudar. Na atividade das caretas, você pode trabalhar com sons (todo mundo faz barulho de riso, todo mundo imita choro). Oferecer um espaço adequado para que esta criança também possa desenvolver a sua mobilidade é outra ação fundamental. Organize os cantos da creche de modo que o bebê possa explorar os espaços e localizar-se no ambiente, garantindo a sua progressiva autonomia.

Desenvolvimento 
Todas as atividades devem ser feitas em frente aos espelhos, sempre estimulando a observação.

Atividade 1 
Incentive os pequenos a observar a própria imagem. Peça que eles toquem diferentes partes do corpo. Proponha brincadeiras como balançar os cabelos, levantar os ombros e cruzar os braços. Estimule-os a imitar os gestos dos colegas: Vejam a careta do João! Vamos fazer igual?

Atividade 2 
Coloque músicas do cancioneiro popular (Caranguejo Não É Peixe, Cabeça, Ombro, Perna e Pé etc.) que abordem partes do corpo ou sugiram movimentos. O objetivo é se aventurar em novos gestos e imitar os colegas.

Atividade 3 
Proponha agora a brincadeira seu-mestre-mandou. Com todos em pé, dê os comandos: Cruzar as pernas!, Ajoelhar-se!. A cada posição, estimule-os a se observar e testar possibilidades de movimento.

Atividade 4 
Para brincar com expressões faciais, mostre cartazetes com diversas fisionomias. Depois, sugira que a garotada faça caretas variadas.

Atividade 5 
Hora do faz-de-conta: sugira que cada um escolha se quer brincar de casinha, fantasiar-se ou maquiar-se. Ofereça novas possibilidades de acessórios e de brincadeiras.

Avaliação 
Observe se houve concentração, interação com o espelho e com os colegas e exploração dos gestos e materiais. Sempre que possível, repita a seqüência com outras propostas e brincadeiras.

Consultoria: Caroline Folgar
Coordenadora pedagógica da Creche Gota de Leite, em Santos.

 

Fonte: Revista Nova Escola