Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar

30 de agosto a 03 de Setembro de 2010

Alagoas

Mortalidade infantil em alta

Em novo levantamento, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o estado de Alagoas detém os piores índices de assassinato e mortalidade infantil. Os dados foram divulgados ontem (1º) pelos 55 Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010 (IDS 2010). No quesito mortalidade infantil, Alagoas se destaca por ocupar a pior colocação na comparação de números entre 1990 e 2008. Na contramão, o País reduziu a mortalidade infantil em 50%. Ampla cobertura de vacinação contra a poliomielite e tuberculose, redução no número de crianças de até cinco anos de idade desnutridas, e melhoria do nível educacional das mulheres foram alguns dos fatores que contribuíram para isso, informa trecho da pesquisa. Em sua quarta edição, o IDS cruza informações econômicas, sociais e institucionais para analisar de que forma o Brasil segue o rumo ao desenvolvimento sustentável. (Gazeta de Alagoas (AL) – 02/09/2010)

Distrito Federal

Segurança de crianças pede atenção redobrada

O acidente envolvendo a queda de uma menina de 2 anos de um prédio em Brasília acendeu novamente o debate em torno dos cuidados com a segurança de meninos e meninas. As quedas são a principal causa de internação de crianças e adolescentes de 1 a 14 anos no Brasil. Em 2007, segundo o Ministério da Saúde, 73.455 pessoas de até 14 anos foram hospitalizadas vítimas de acidentes ocorridos, muitas vezes, dentro de casa. Algumas características físicas próprias da criança podem favorecer as quedas, como o tamanho e o peso da cabeça em relação ao corpo, que podem facilitar o desequilíbrio. Dicas básicas garantem a segurança. Dentro de casa, o ideal é evitar o uso de beliches e brincadeiras em escadas e sacadas. A proteção de tela nas janelas é fundamental. Na rua, os pais devem sempre observar as condições de parquinhos e colocar equipamento de segurança quando o filho for andar de bicicleta, por exemplo. Um detalhe chama a atenção: o uso de andador não é aconselhado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Além de comprometer o desenvolvimento saudável dos bebês, o equipamento pode causar quedas graves. (Correio Braziliense (DF), Mara Puljiz – 01/08/2010)

Quando a mãe é calma, a criança é feliz

O estresse e a depressão da mulher durante a gravidez podem influenciar de forma negativa a qualidade de vida do bebê. Sabe-se que a comunicação entre mãe e feto ocorre durante todo o período gestacional. Assim como as substâncias ingeridas pela mãe entram em contato com o bebê pelo cordão umbilical e pela corrente sanguínea, os impulsos psíquicos e químicos causados pelo estresse serão sentidos. Isso ocorre porque a instabilidade emocional da mãe provoca alterações neuro-hormonais e na pressão arterial, que provocam um estado de perturbação no feto semelhante ao vivido pela mãe. A psicóloga Helena Morais afirma que a prática de exercícios físicos da mãe é fundamental para que a criança nasça saudável, assim como um simples momento de conversa com o bebê, mesmo ainda estando na barriga. Já a psicóloga e membro da Sociedade Brasileira de Estudos sobre o Bebê (Abebê), Maria Isabel Tafuri, ressalta que é importante também estabelecer um ambiente externo de harmonia para a chegada de uma nova criança. (Correio Braziliense (DF), Rayanne Portugal – 31/08/2010)

Criar sem bater ou castigar? É possível!

Dar ou não palmadas nos filhos como punição é tema discutido há muito tempo entre pais e educadores. No Brasil, o uso dos castigos corporais é uma questão cultural bastante usada. Mas, para alguns especialistas, a boa educação das crianças não precisa, inevitavelmente, de formas de punição. A coordenadora da campanha Não Bata, Eduque, Márcia Oliveira, garante que responsabilizar meninos e meninas por algo errado é diferente de puni-los. Para ela, corrigir um erro, obrigar a criança a pedir desculpas ou limpar uma sujeira que tenha feito são formas de reparação. Ao invés de castigos, Márcia Oliveira fala em limitações de privilégios, que, na prática, são medidas alternativas às palmadas e podem ensinar a criança a pensar nos prós e contras de obedecer ou transgredir os acordos. Outro fator importante, segundo ela, é sempre controlar a raiva no momento de educar o filho, já que a raiva é sinal de que pais e filhos não estão conseguindo entender o ponto de vista um do outro. A coordenadora lembra que o aprendizado mais importante acontece nas situações mais difíceis. (Correio Braziliense (DF) – 29/08/2010)

Rio de Janeiro

Bebês são abandonados nas maternidades

Em vez de abandonar nas ruas, as mães que querem abrir mão da guarda dos filhos estão deixando as crianças nos próprios hospitais. Em Belo Horizonte (MG), dos 94 recém-nascidos deixados pelas mães nos últimos três anos, 87 ficaram na maternidade. Os juristas alegam que esse tipo de comportamento vem aumentando pelo fato de não haver punição para a mãe que tomou esta decisão. A Lei federal 12.010, de 4 de novembro de 2009, não prevê punição para a mãe que decide entregar a criança para adoção. Para a promotora da Infância e da Juventude, Matilde Fazendeiro Patente, tal lei evita que os recém-nascidos sejam abandonados nas ruas, onde podem até morrer de fome ou por ataques de animais e doenças. A promotora afirma que o bebê deixado na maternidade é encaminhado para o primeiro casal ou pessoa inscrita no programa de adoção. A criança sai da maternidade e vai direto para o novo lar, onde é acompanhada por uma equipe do juizado. Após 60 dias, o interessado em ficar com o bebê precisa entrar com o processo na Justiça requerendo a guarda definitiva. (Hoje em Dia (RJ) – 28/08/2010)

São Paulo

Pais reclamam da lei da cadeirinha

Em vigor a partir de hoje (1º), a lei que obriga o uso da cadeirinha no transporte de crianças em veículos faz surgir uma série de questionamentos. Levantamento feito no estado de São Paulo mostra que maioria aprova a proteção, mas acha difícil usá-la em carros de parente e amigos. De 100 pais entrevistados, 88 afirmaram que não usam a cadeirinha quando estão com o filho de carona no veículo de algum conhecido. O esquema de carona solidária, onde vizinhos revezam para buscar e levar os filhos um do outro na escola, está comprometido com a nova lei, afirma os pais. Além do carro de amigos e parentes, outro problema para a adaptação à nova regra é a resistência das crianças ao uso da cadeirinha. A metade dos pais entrevistados disse que os filhos costumam reclamar do equipamento, principalmente por ser apertado. Alguns ainda temem que o uso seja prejudicial em casos extremos, como um assalto. (O Estado de S. Paulo (SP), Nataly Costa e Rodrigo Burgarelli – 01/08/2010)

Combate à meningite C será intensificado

O estado do Rio de Janeiro se prepara para a vacinação contra a meningite C. A campanha, que passa a fazer parte do calendário do Sistema Único de Saúde (SUS), começa no dia 8 deste mês. A vacina conjugada contra o meningococo C, causador de uma das formas mais graves de meningite bacteriana, será oferecida gratuitamente em toda a rede pública estadual. As primeiras 600 mil doses deverão estar nos postos de saúde de todos os municípios na próxima quarta-feira. Inicialmente, serão imunizadas as crianças entre 1 ano e 1 ano e 11 meses de idade. Para essa faixa etária, basta apenas uma dose da vacina. Em novembro, a Secretaria vai oferecer a vacina contra o meningococo C também às crianças com menos de 1 ano, que deverão tomar duas doses e uma dose de reforço quando completarem 1 ano de idade. (O Estado de S. Paulo (SP) – 01/08/2010)

Sergipe

Contran estuda alteração na lei da cadeirinha

A lei que exige o uso de cadeirinhas para crianças adequadas para idade e peso entrou em vigor ontem (1º), mas a resolução não prevê diferenciação no uso do acessório nos carros com cintos de dois e três pontos. As dúvidas dos motoristas que possuem carros com cinto de dois pontos – cinto abdominal no banco traseiro – fizeram com que o Ministério Público Federal (MPF) recomendasse que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) se manifeste sobre o caso. O órgão informou que ainda não foi notificado pela Justiça, mas que irá se posicionar até o fim desta semana quanto ao uso do equipamento de retenção em veículos com essas características e estuda a possibilidade de utilização do equipamento de retenção de crianças no banco dianteiro, quando o veículo dispuser apenas de cintos abdominais no banco traseiro. Nesse caso, o Contran avaliará também a possibilidade de que o transporte de crianças de 4 a 7 anos e meio seja realizado no banco traseiro usando o cinto de segurança abdominal sem a necessidade do uso do assento. (Jornal da Cidade (SE) – 02/09/2010)

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