Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar

10 a 17 de Setembro de 2010

Nacional

80% das crianças não frequentam creches

Levantamento da Fundação Abrinq, baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, mostra que 80% das crianças brasileiras de zero a três anos estão fora das creches. O número passa longe da meta prevista pelo atual Plano Nacional de Educação (PNE), onde o objetivo era ter, até 2011, 50% das crianças nesta faixa etária matriculadas em creches. A Proposta de Emenda à Constituição, aprovada em 2009, torna obrigatório o ensino para pessoas de quatro a 17 anos, mas não inclui as creches na exigência. Pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os municípios são responsáveis por oferecer educação infantil. No entanto, o Estado tem a obrigação de atender a demanda, assegurada pela Constituição e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Sanches, a situação melhorou com a recente criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação, lembra que é preciso mais recursos devido aos cuidados que as crianças mais novas demandam. (A notícia foi publicada nos principais jornais do País– 16/09/2010)

Distrito Federal

Filmes de super-heróis afetam valores

Estudo conduzido por uma psicóloga da Universidade de Massachusetts (EUA), alerta que filmes de super-heróis estão cada vez mais recheados de cenas de violência, mensagens machistas e antiéticas. De acordo com a autora da análise, Sharon Lamb, as versões mais recentes de clássicos das histórias em quadrinhos não passam mais mensagens fortes de justiça e solidariedade para as crianças, como acontecia antes. O estudo tem o objetivo de alertar os pais para a importância de acompanhar com atenção o conteúdo a que os filhos assistem. A psicóloga explica que, além do problema da excessiva violência, as histórias e heróis atuais reforçam estereótipos, atingindo crianças cuja personalidade ainda está sendo formada. Segundo esses enredos, existem apenas duas maneiras de ser um menino. A primeira é ser um super-herói forte e másculo e a segunda é ser um preguiçoso, que aproveita dos poderes para não estudar e usa a escola só para encontrar garotas. Outros especialistas, porém, dizem que, mesmo mais distantes dos padrões ideais, os super-heróis ainda podem ajudar na educação dos pequenos. (Correio Braziliense (DF), Max Milliano Melo – 14/09/2010)

Minas Gerais

Falta de vitamina B1 na gestação prejudica a criança

A origem da dificuldade de aprendizado e de concentração, vivida por várias crianças no início da fase escolar, pode estar relacionado ao período no qual elas ainda estavam na barriga das mães. Após comprovarem que a falta da tiamina (vitamina B1) em animais causou uma série de danos para os filhotes, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tentam agora avaliar quais problemas ocorrem com as crianças. Outra pesquisa, também realizada na UFMG, mostra que não só a memória é afetada pela falta da vitamina. A coordenadora da pesquisa e professora do Laboratório de Neurociência Comportamental e Molecular (Lanec) do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, Ângela Maria Ribeiro, explica que o déficit da tiamina pode provocar distúrbio motor e fraqueza muscular, problemas que, muitas vezes, passam despercebidos pelos pais. (O Tempo (MG) – 13/09/2010)

Paraná

Desvalorização de pediatras atinge crianças

O papel do pediatra é fundamental no desenvolvimento da criança. O diretor do Departamento de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do Departamento de Pediatria da Associação Médica de Londrina (AML), Milton Macedo, afirma que é importante que meninos e meninas sejam sempre acompanhados pelo mesmo profissional, criando um vínculo capaz de reduzir riscos, proporcionar mais segurança para a família e diminuir as despesas para o sistema de saúde com novos e desnecessários exames. Segundo ele, a falta de valorização devida dos profissionais da pediatria, incluindo a baixa remuneração, acaba atingindo o atendimento oferecido às crianças. Milton Macedo destaca que muitos municípios pequenos, em vez de se preocuparem em organizar um sistema local de assistência, gastam recursos para organizar um sistema de transporte para centros maiores. O diretor afirma ainda que essa estrutura falha prejudica o desenvolvimento de forma adequada, comprometendo aspectos da qualidade e prevenção, primordiais para a saúde de crianças. (Folha de Londrina (PR) – 16/09/2010)

Pernambuco

O fim da desnutrição infantil

Estudo inédito realizado pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), divulgado recentemente em Recife, mostra que a desnutrição infantil vem diminuindo no Nordeste e poderá ser totalmente erradicada num prazo de 10 anos. Segundo a pesquisa, os números vêm caindo de forma constante e regular, em uma proporção sem comparação no mundo. Uma melhoria na renda das famílias, aliada à maior escolaridade das mães e uma política de saneamento básico que ainda não é a ideal, mas tem avançado, são algumas das causas dessa redução. Esse cenário bate com os dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (Pnad). De 2003 a 2008, foram cerca de 20 milhões que deixaram a pobreza, uma condição que sempre explicou os problemas de desnutrição e a que estão atreladas principalmente às regiões Norte e Nordeste. (Jornal do Commercio (PE) – 14/09/2010)

Rio Grande do Sul

Um reforço na saúde do bebê

Crianças que nascem prematuras são mais suscetíveis a doenças, principalmente as respiratórias. Uma das explicações para as infecções mais sérias está na imaturidade do sistema imunológico, causada pelo fato de os anticorpos maternos serem transferidos no terceiro trimestre da gravidez, justamente quando a mãe dá à luz um prematuro. Além disso, a dificuldade de mamar no peito, devido às condições da criança e à internação na UTI também comprometem a proteção. Vírus e bactérias, doenças pneumocócicas, gripe e o vírus sincicial respiratório são as doenças que mais preocupam em bebês prematuros, explica o neonatologista Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim). Para amenizar os riscos, além de seguir à risca a vacinação desses recém nascidos, os adultos também devem se proteger. Cuidados simples como evitar o fumo perto das crianças, lavar as mãos antes de entrar em contato com elas e mantê-las sempre bem nutridas, com alimentação rica em vitaminas e minerais, amenizam os problemas da prematuridade. (Zero Hora (RS) – 13/09/2010)

Pediatra na hora certa

Fazer uma visita ao pediatra é assustador para algumas crianças que, muitas vezes, são submetidas a exames desnecessariamente. Até completar um ano, elas devem ir ao pediatra ao menos uma vez por mês e, com um quadro de saúde normal, não é necessário submetê-los a baterias de procedimentos com frequência. Porém, a partir de sintomas apresentados, principalmente em consultas de emergência, a necessidade de exames pode aparecer. É nesse momento que a dor de cabeça da maioria dos pais começa. De acordo com a psicóloga infantil, Giovanna Guiotti, os pais devem descrever a situação com o máximo de realismo para a criança, para conquistar sua confiança e evitar sustos ou medo na hora de ir ao médico. Para a psicóloga, duas técnicas fazem diferença. No caso das crianças com até 6 anos, os pais podem simular o momento do exame com o filho uma noite antes, usando um brinquedo como paciente. Com os maiores, de até 10 anos, é recomendado descrever com detalhes e tranquilidade como será o procedimento. (Zero Hora (RS) – 13/09/2010)

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