Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar

18 a 24 de Setembro de 2010

Acre

Mães não realizam pré-natal

O exame pré-natal é fundamental para reduzir os índices de mortalidade infantil. Apesar isso, o Acre é o campeão brasileiro na não realização do exame em mulheres gestantes. O dado foi divulgado na semana passada pela Síntese dos Indicadores Sociais 2010, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de bebês nascidos vivos que não passaram por nenhum exame de pré-natal no Acre é de 8,9%. A média nacional está abaixo de 2%. A taxa mais próxima da acreana é a de Amapá, onde a falha chega a 8,2%. De acordo com o IBGE, a taxa de mortes após o nascimento é de 42%. As médias do Norte e do País são, respectivamente, 33,6% e 31,4%. A principal causa para o elevado número está relacionada a doenças do aparelho circulatório (23,3%). A melhor taxa está entre as que fazem o pré-natal entre quatro e seis vezes, 39%. (A Gazeta Online (AC) – 22/09/2010)

Mato Grosso

Mortalidade infantil cai em todo o mundo

Estudo divulgado na última sexta-feira (17), pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mostra que caiu o número de crianças que morrem no mundo com menos de cinco anos. No período de 1990 a 2009, o número de mortes caiu de 12,4 milhões para 8,1 milhões. No caso dos recém-nascidos, a redução foi de 89 mortes, em 1990, para 60, em 2009, para cada mil bebês nascidos vivos. As informações estão no relatório denominado 2010 – Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil, elaborado pelo Unicef e pela Agência das Nações Unidas Inter-Grupo de Estimativa de Mortalidade Infantil (IGME). O órgão adverte, no entanto, que aproximadamente 22 mil crianças com menos de cinco anos ainda morrem todos dias no mundo. Pelo menos 70% das mortes ocorrem antes delas completarem um de vida. A taxa entre os países ricos é de uma morte em cada 167 nascimentos. O Unicef alertou que apesar do registro de declínio no número de mortes infantis, o ritmo não é suficiente para atingir as metas do milênio. (A Gazeta (MT) – 19/09/2010)

Fuligem prejudica bebês

O índice de nascimentos de crianças com baixo peso em Mato Grosso é mais alto nos municípios onde há maior quantidade de fuligem proveniente das queimadas. Essa é a conclusão de pesquisa apresentada na I Semana Acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que teve início no último dia 21. O estudo foi divulgado no momento em que o Estado sofre um dos períodos mais críticos em relação a queimadas dos últimos anos. O professor, pesquisador e doutor em Saúde e Ambiente, Ageo Mário Cândido da Silva, contou que analisou mais de 3 mil registros oficiais de nascidos vivos a partir de documentos obtidos nas Secretarias Estaduais de Saúde (SES) das cidades de Alta Floresta e Tangará da Serra. O estudo será divulgado na Revista Científica, publicação periódica destinada à promoção e ao progresso da ciência. (Diário de Cuiabá (MT), Alecy Alves – 22/09/2010)

Minas Gerais

Obesidade que vem do útero

Cada vez mais, evidências indicam que o ganho de peso excessivo na gravidez pode resultar em bebês maiores que a média. A questão genética não é mais a causa para crianças que já nascem propensas à obesidade. O Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos relatou em 2009 que mais de um terço das mulheres de peso normal e mais da metade das mulheres obesas ganham mais quilos que o recomendado durante a gravidez nos EUA. Descobertas recentes mostram que ainda na fase pré-natal, os bebês são programados para se tornar crianças acima do peso e, consequentemente, estarão mais suscetíveis a desenvolver diabetes, doenças cardíacas e câncer quando envelhecerem. Outro estudo realizado na Califórnia descobriu que o peso de uma mulher antes da gestação era ainda mais importante do que o peso excessivo ganho durante a gestação para prevenir vários riscos para o bebê. Por outro lado, as crianças cujas mães foram vítimas de desnutrição durante a gravidez sofrem um declínio cognitivo mais rápido durante o envelhecimento e têm o crânio menor. (O Tempo (MG) – 21/09/2010)

ONU anuncia fundo para salvar crianças

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, anunciou a criação de um fundo de 40 bilhões de dólares para melhorar a saúde das mulheres e das crianças, o que permitirá salvar milhões de vidas no mundo. Governos, filantropos e grupos privados se comprometeram a contribuir para o fundo ao fim da reunião de cúpula da ONU dedicada à luta contra a pobreza. A redução da mortalidade durante a gravidez e o parto, assim como das crianças com menos de cinco anos são as duas metas dos Objetivos do Milênio para o Desenvolvimento, que avançam mais lentamente. Com a iniciativa, 120 milhões de meninos e meninas de diversos países do mundo estarão protegidos contra doenças graves, como a pneumonia. O secretário-geral considera que esse plano estratégico global pode salvar 16 milhões de vidas até 2015. (Hoje em Dia – Online (MG) – 22/08/2010)

Paraíba

Crianças estão sem creche e pré-escola

Cerca de 238 mil crianças paraibanas, entre zero e cinco anos de idade, não conseguem encontrar vagas na creche ou na pré-escola. Conforme dados do Censo Escolar 2009, no ano passado foram realizadas 24.843 matrículas em creches para meninos e meninas com até três anos. Já na pré-escola, para faixa etária de quatro ou cinco anos, foram realizadas 94.256 matrículas. Com base nos dados de contagem da população do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a Paraíba possui 357.163 crianças com idade entre zero e 5 anos. Isto significa que apenas 119.099 delas, 33,34% do total, têm acesso ao ensino infantil. Das matrículas realizadas em 2009 (incluindo creches e de pré-escola), 111.284 foram na rede pública. Conforme o Plano Nacional da Educação (PNE), é uma obrigação do poder público oferecer vagas na educação infantil para as crianças de zero a seis anos. A meta estabelecida pelo PNE é que a oferta atinja 50% da população de até três anos e 80% da população com quatro ou cinco anos. A Secretaria de Educação da capital João Pessoa disse que estão sendo construídas cinco creches e três escolas para atender somente a educação infantil. A entrega está prevista para 2011. (Jornal da Paraíba (PB), Rostand Melo e Natália Xavier – 23/09/2010)

São Paulo

Pediatras não sabem prevenir doenças cardíacas

Pesquisa realizada pelo Instituto do Coração, em São Paulo, avaliou o grau de conhecimento dos pediatras em relação à diretriz que menciona a prevenção de doenças cardiovasculares na infância. O documento de referência, publicado em 2005, estabelece condutas como dosagem de colesterol a partir dos dez anos e medida da pressão arterial a partir dos três. O estudo entrevistou 370 especialistas que atuam na rede pública e em consultórios particulares. Eles responderam a um questionário sobre a diretriz e deram informações sobre suas experiências profissionais. Dos entrevistados, 65,7% afirmaram não ter conhecimento prévio da diretriz. Apenas 136 (36,7%) alcançaram o valor estipulado como nota de corte, tendo 70% de respostas corretas. Enquanto a maior parte dos médicos desconhece o devido tratamento, estudos mostram que a formação de placas de gordura na parede das artérias começa ainda na infância. Só na região metropolitana do Rio de Janeiro, 68,4% das crianças entre cinco e nove anos têm taxas de gordura alteradas, o que pode ocasionar doenças cardiovasculares no futuro. (Folha de S. Paulo (SP), Gabriela Cupani – 21/09/2010)

Normas para adotar

Pela nova lei, as adoções no Brasil só podem ocorrer entre pretendentes e crianças que estejam disponíveis no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), criado em 2008. Mas, na prática, o processo direto ainda é recorrente no País. Com a demora nos trâmites do Cadastro, muitos meninos e meninas são adotados sem que haja participação do CNA. Essas adoções acabam legalizadas graças a algumas brechas existentes na lei. Uma delas é quando um juiz entende que há vínculo afetivo entre a família pretendente e a criança. A diretora do Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância, Irene Rizzini, afirma que muitos pais adotam bebês diretamente porque no CNA os perfis disponíveis são diferentes do que se procura. Dados do Cadastro mostram que enquanto os habilitados preferem filhos brancos e com menos de três anos, a maior parte são pardas e com mais idade. Para evitar essas restrições, a lei de adoção pede que pretendentes participem de grupos de apoio e de orientação. Segundo o vice-presidente de assuntos da Infância e Juventude da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Francisco de Oliveira Neto, o novo sistema pretende evitar casos de arrependimento de ambas as partes e garantir a melhor família para as crianças. (Folha de S. Paulo (SP), Elida Oliveira, Luiza Bandeira – 19/09/2010)

Cadeirinha será obrigatória em van escolar

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), Alfredo Peres da Silva, disse que regulamentará também o transporte de crianças em veículos escolares. Silva também comentou polêmicas geradas pela obrigação do equipamento. Sobre o uso da cadeirinha no transportes escolar, ele afirmou que será necessário mudar a configuração desses veículos, já que muitos não possuem o cinto de segurança com três pontos para fixar a cadeirinha. O presidente afirmou que o Ministério da Educação convocou uma audiência pública, onde fabricantes, montadoras de veículos, transportadores, ONGs e a comunidade técnica discutirão de que forma serão feitas as definições neste tipo de transporte. Ele afirma ainda que a responsabilidade será do contratado e não dos pais, já que pelo Código Civil é dever do transportador escolar zelar pela segurança da criança que utiliza o serviço. Sobre o uso do equipamento em taxis, Silva afirma que a Justiça entendeu que não dá para obrigar o taxista a possuir o equipamento de retenção, já que este não sabe o tamanho da criança que vai transportar. (Folha de S. Paulo (SP), Fernanda Bassete – 18/09/2010)

Sergipe

Pré-natal masculino pretende envolver os pais na gestação dos filhos

Com o intuito de envolver os pais nos cuidados da gestação dos filhos e fazê-los entender que é importante estar saudável para cuidar da família, o Ministério da Saúde empreendeu essa semana o ‘pré-natal masculino’. A proposta prevê que os futuros pais acompanhem as consultas da parceira grávida e realizem check up’s. Em Aracaju, o trabalho de envolver os pais no processo de acompanhamento do pré-natal da mulher é realizado nas Unidades de Saúde da Família. De acordo com a coordenadora do Programa da Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Cristiani Ludmila Borges, essa ação acarreta impactos positivos para a saúde do homem, da mulher e do bebê. Ela informou que quando o parceiro participa das consultas, possibilita que os profissionais de saúde solicitem exames principalmente de sífilis, HIV, hepatite, colesterol e façam medição da pressão arterial. “Esta participação traz benefícios como o aumento da afetividade do pai pelo bebê e co-responsabilização no cuidado futuro desta criança, estreitando laços familiares e diminuindo as ocorrências de violência domésticas”, ressaltou.

Resistência Masculina – Segundo pesquisas do Ministério da Saúde, os homens têm maior resistência em procurar os cuidados médicos e em praticar alguma atividade preventiva. Os estudos apontam que a população masculina procura muito mais os serviços de atenção especializada quando já estão com o problema de saúde identificado ou em evolução. Para orientar esse público, o Ministério da Saúde criou o Programa de Saúde do Homem, por meio do qual são realizadas atividades em empresas durante as quais são oferecidos testes rápidos de HIV, vacinas e promovidas palestras educativas voltadas para os trabalhadores. (Jornal do Dia, p. Cidades 07, Grazielle Matos, 23/09)

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Acre

Mães não realizam pré-natal

O exame pré-natal é fundamental para reduzir os índices de mortalidade infantil. Apesar isso, o Acre é o campeão brasileiro na não realização do exame em mulheres gestantes. O dado foi divulgado na semana passada pela Síntese dos Indicadores Sociais 2010, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de bebês nascidos vivos que não passaram por nenhum exame de pré-natal no Acre é de 8,9%. A média nacional está abaixo de 2%. A taxa mais próxima da acreana é a de Amapá, onde a falha chega a 8,2%. De acordo com o IBGE, a taxa de mortes após o nascimento é de 42%. As médias do Norte e do País são, respectivamente, 33,6% e 31,4%. A principal causa para o elevado número está relacionada a doenças do aparelho circulatório (23,3%). A melhor taxa está entre as que fazem o pré-natal entre quatro e seis vezes, 39%. (A Gazeta Online (AC) – 22/09/2010)

Mato Grosso

Mortalidade infantil cai em todo o mundo

Estudo divulgado na última sexta-feira (17), pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mostra que caiu o número de crianças que morrem no mundo com menos de cinco anos. No período de 1990 a 2009, o número de mortes caiu de 12,4 milhões para 8,1 milhões. No caso dos recém-nascidos, a redução foi de 89 mortes, em 1990, para 60, em 2009, para cada mil bebês nascidos vivos. As informações estão no relatório denominado 2010 – Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil, elaborado pelo Unicef e pela Agência das Nações Unidas Inter-Grupo de Estimativa de Mortalidade Infantil (IGME). O órgão adverte, no entanto, que aproximadamente 22 mil crianças com menos de cinco anos ainda morrem todos dias no mundo. Pelo menos 70% das mortes ocorrem antes delas completarem um de vida. A taxa entre os países ricos é de uma morte em cada 167 nascimentos. O Unicef alertou que apesar do registro de declínio no número de mortes infantis, o ritmo não é suficiente para atingir as metas do milênio. (A Gazeta (MT) – 19/09/2010)

Fuligem prejudica bebês

O índice de nascimentos de crianças com baixo peso em Mato Grosso é mais alto nos municípios onde há maior quantidade de fuligem proveniente das queimadas. Essa é a conclusão de pesquisa apresentada na I Semana Acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que teve início no último dia 21. O estudo foi divulgado no momento em que o Estado sofre um dos períodos mais críticos em relação a queimadas dos últimos anos. O professor, pesquisador e doutor em Saúde e Ambiente, Ageo Mário Cândido da Silva, contou que analisou mais de 3 mil registros oficiais de nascidos vivos a partir de documentos obtidos nas Secretarias Estaduais de Saúde (SES) das cidades de Alta Floresta e Tangará da Serra. O estudo será divulgado na Revista Científica, publicação periódica destinada à promoção e ao progresso da ciência. (Diário de Cuiabá (MT), Alecy Alves – 22/09/2010)

Minas Gerais

Obesidade que vem do útero

Cada vez mais, evidências indicam que o ganho de peso excessivo na gravidez pode resultar em bebês maiores que a média. A questão genética não é mais a causa para crianças que já nascem propensas à obesidade. O Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos relatou em 2009 que mais de um terço das mulheres de peso normal e mais da metade das mulheres obesas ganham mais quilos que o recomendado durante a gravidez nos EUA. Descobertas recentes mostram que ainda na fase pré-natal, os bebês são programados para se tornar crianças acima do peso e, consequentemente, estarão mais suscetíveis a desenvolver diabetes, doenças cardíacas e câncer quando envelhecerem. Outro estudo realizado na Califórnia descobriu que o peso de uma mulher antes da gestação era ainda mais importante do que o peso excessivo ganho durante a gestação para prevenir vários riscos para o bebê. Por outro lado, as crianças cujas mães foram vítimas de desnutrição durante a gravidez sofrem um declínio cognitivo mais rápido durante o envelhecimento e têm o crânio menor. (O Tempo (MG) – 21/09/2010)

ONU anuncia fundo para salvar crianças

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, anunciou a criação de um fundo de 40 bilhões de dólares para melhorar a saúde das mulheres e das crianças, o que permitirá salvar milhões de vidas no mundo. Governos, filantropos e grupos privados se comprometeram a contribuir para o fundo ao fim da reunião de cúpula da ONU dedicada à luta contra a pobreza. A redução da mortalidade durante a gravidez e o parto, assim como das crianças com menos de cinco anos são as duas metas dos Objetivos do Milênio para o Desenvolvimento, que avançam mais lentamente. Com a iniciativa, 120 milhões de meninos e meninas de diversos países do mundo estarão protegidos contra doenças graves, como a pneumonia. O secretário-geral considera que esse plano estratégico global pode salvar 16 milhões de vidas até 2015. (Hoje em Dia – Online (MG) – 22/08/2010)

Paraíba

Crianças estão sem creche e pré-escola

Cerca de 238 mil crianças paraibanas, entre zero e cinco anos de idade, não conseguem encontrar vagas na creche ou na pré-escola. Conforme dados do Censo Escolar 2009, no ano passado foram realizadas 24.843 matrículas em creches para meninos e meninas com até três anos. Já na pré-escola, para faixa etária de quatro ou cinco anos, foram realizadas 94.256 matrículas. Com base nos dados de contagem da população do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a Paraíba possui 357.163 crianças com idade entre zero e 5 anos. Isto significa que apenas 119.099 delas, 33,34% do total, têm acesso ao ensino infantil. Das matrículas realizadas em 2009 (incluindo creches e de pré-escola), 111.284 foram na rede pública. Conforme o Plano Nacional da Educação (PNE), é uma obrigação do poder público oferecer vagas na educação infantil para as crianças de zero a seis anos. A meta estabelecida pelo PNE é que a oferta atinja 50% da população de até três anos e 80% da população com quatro ou cinco anos. A Secretaria de Educação da capital João Pessoa disse que estão sendo construídas cinco creches e três escolas para atender somente a educação infantil. A entrega está prevista para 2011. (Jornal da Paraíba (PB), Rostand Melo e Natália Xavier – 23/09/2010)

São Paulo

Pediatras não sabem prevenir doenças cardíacas

Pesquisa realizada pelo Instituto do Coração, em São Paulo, avaliou o grau de conhecimento dos pediatras em relação à diretriz que menciona a prevenção de doenças cardiovasculares na infância. O documento de referência, publicado em 2005, estabelece condutas como dosagem de colesterol a partir dos dez anos e medida da pressão arterial a partir dos três. O estudo entrevistou 370 especialistas que atuam na rede pública e em consultórios particulares. Eles responderam a um questionário sobre a diretriz e deram informações sobre suas experiências profissionais. Dos entrevistados, 65,7% afirmaram não ter conhecimento prévio da diretriz. Apenas 136 (36,7%) alcançaram o valor estipulado como nota de corte, tendo 70% de respostas corretas. Enquanto a maior parte dos médicos desconhece o devido tratamento, estudos mostram que a formação de placas de gordura na parede das artérias começa ainda na infância. Só na região metropolitana do Rio de Janeiro, 68,4% das crianças entre cinco e nove anos têm taxas de gordura alteradas, o que pode ocasionar doenças cardiovasculares no futuro. (Folha de S. Paulo (SP), Gabriela Cupani – 21/09/2010)

Normas para adotar

Pela nova lei, as adoções no Brasil só podem ocorrer entre pretendentes e crianças que estejam disponíveis no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), criado em 2008. Mas, na prática, o processo direto ainda é recorrente no País. Com a demora nos trâmites do Cadastro, muitos meninos e meninas são adotados sem que haja participação do CNA. Essas adoções acabam legalizadas graças a algumas brechas existentes na lei. Uma delas é quando um juiz entende que há vínculo afetivo entre a família pretendente e a criança. A diretora do Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância, Irene Rizzini, afirma que muitos pais adotam bebês diretamente porque no CNA os perfis disponíveis são diferentes do que se procura. Dados do Cadastro mostram que enquanto os habilitados preferem filhos brancos e com menos de três anos, a maior parte são pardas e com mais idade. Para evitar essas restrições, a lei de adoção pede que pretendentes participem de grupos de apoio e de orientação. Segundo o vice-presidente de assuntos da Infância e Juventude da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Francisco de Oliveira Neto, o novo sistema pretende evitar casos de arrependimento de ambas as partes e garantir a melhor família para as crianças. (Folha de S. Paulo (SP), Elida Oliveira, Luiza Bandeira – 19/09/2010)

Cadeirinha será obrigatória em van escolar

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), Alfredo Peres da Silva, disse que regulamentará também o transporte de crianças em veículos escolares. Silva também comentou polêmicas geradas pela obrigação do equipamento. Sobre o uso da cadeirinha no transportes escolar, ele afirmou que será necessário mudar a configuração desses veículos, já que muitos não possuem o cinto de segurança com três pontos para fixar a cadeirinha. O presidente afirmou que o Ministério da Educação convocou uma audiência pública, onde fabricantes, montadoras de veículos, transportadores, ONGs e a comunidade técnica discutirão de que forma serão feitas as definições neste tipo de transporte. Ele afirma ainda que a responsabilidade será do contratado e não dos pais, já que pelo Código Civil é dever do transportador escolar zelar pela segurança da criança que utiliza o serviço. Sobre o uso do equipamento em taxis, Silva afirma que a Justiça entendeu que não dá para obrigar o taxista a possuir o equipamento de retenção, já que este não sabe o tamanho da criança que vai transportar. (Folha de S. Paulo (SP), Fernanda Bassete – 18/09/2010)

Sergipe

Pré-natal masculino pretende envolver os pais na gestação dos filhos

Com o intuito de envolver os pais nos cuidados da gestação dos filhos e fazê-los entender que é importante estar saudável para cuidar da família, o Ministério da Saúde empreendeu essa semana o ‘pré-natal masculino’. A proposta prevê que os futuros pais acompanhem as consultas da parceira grávida e realizem check up’s. Em Aracaju, o trabalho de envolver os pais no processo de acompanhamento do pré-natal da mulher é realizado nas Unidades de Saúde da Família. De acordo com a coordenadora do Programa da Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Cristiani Ludmila Borges, essa ação acarreta impactos positivos para a saúde do homem, da mulher e do bebê. Ela informou que quando o parceiro participa das consultas, possibilita que os profissionais de saúde solicitem exames principalmente de sífilis, HIV, hepatite, colesterol e façam medição da pressão arterial. “Esta participação traz benefícios como o aumento da afetividade do pai pelo bebê e co-responsabilização no cuidado futuro desta criança, estreitando laços familiares e diminuindo as ocorrências de violência domésticas”, ressaltou.

Resistência Masculina – Segundo pesquisas do Ministério da Saúde, os homens têm maior resistência em procurar os cuidados médicos e em praticar alguma atividade preventiva. Os estudos apontam que a população masculina procura muito mais os serviços de atenção especializada quando já estão com o problema de saúde identificado ou em evolução. Para orientar esse público, o Ministério da Saúde criou o Programa de Saúde do Homem, por meio do qual são realizadas atividades em empresas durante as quais são oferecidos testes rápidos de HIV, vacinas e promovidas palestras educativas voltadas para os trabalhadores. (Jornal do Dia, p. Cidades 07, Grazielle Matos, 23/09)

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