Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar

25 de Setembro a 01 de Outubro de 2010

Espírito Santo

Definida idade para entrar no nível fundamental

A data limite de aniversário para matrícula de crianças no 1º ano do Ensino Fundamental em 2011 foi definida no Paraná. Serão aceitas crianças que completam seis anos até 30 de junho. Mas essa é uma exceção à regra, que passará a valer somente a partir de 2012, quando apenas crianças que fizerem aniversário até 31 de março serão matriculadas. A decisão foi tomada no último dia 29 em reunião do Conselho Estadual de Educação (CEE). Como se trata de uma exceção haverá três condições: existência de vaga, dois anos cursados na educação infantil e apresentação de laudo psicopedagógico da escola de origem comprovando que o aluno está apto a cursar a série. O secretário de Educação, Haroldo Corrêa Rocha, destacou que a definição segue orientação do Conselho Nacional de Educação (CNE). As matrículas na rede pública começam na próxima semana e as rematrículas serão feitas nas próprias escolas em que os alunos estudam. Já as novas matrículas devem ser realizadas em postos que serão instalados em locais específicos em todo o estado. (A Gazeta (ES), Priscilla Thompson – 30/09/2010)

Maranhão

Mães não sabem amamentar

Apesar de tantas campanhas, uma em cada quatro mulheres enfrenta dificuldades na hora de amamentar. O estudo foi realizado pelo Centro de Referência Estadual em Bancos de Leite Humano do Piauí. A pesquisa avaliou 1.800 mulheres que deram à luz entre fevereiro e março deste ano. Delas, 435 (24% do total) apresentaram algum problema no aleitamento, sendo os mais comuns mamas cheias demais, baixa produção de leite, fissura do bico do seio e dificuldade no posicionamento do bebê. Para a pediatra e neonatologista Clery Bernardi Gallacci, o problema é ocasionado pela falta de informação. Para ela, é preciso dar assistência no pré-natal, no momento do nascimento e depois. Outro fator está relacionado à falta de apoio por parte de alguns pediatras que não orientam adequadamente as gestantes. (Jornal Pequeno (MA), Gabriela Cupani e Guilherme Genestreti – 30/09/2010)

Projeto deverá reduzir mortalidade infantil

Em reunião realizada no sábado (25), a secretária-adjunta de Ações Básicas da Secretaria de Saúde do Maranhão e coordenadora do projeto Cuidando do Futuro, Cristina Loyola, apresentou metas de custo zero que possibilitam a redução da mortalidade infantil no Estado. Participaram do encontro representantes dos 17 municípios prioritários em que o Cuidando no Futuro está sendo executado. O objetivo do projeto é reduzir em 10% a mortalidade infantil. Entre as propostas de custo zero está o acolhimento, a garantia do acompanhante, a metodologia canguru (que promove a proximidade da mãe com o recém-nascido), o aleitamento materno exclusivo e o registro de referência e de contra referência. O projeto, que começou em dezembro de 2009, trabalhará em 38 municípios considerados críticos, entre eles estão Açailândia, Balsas, Bacabal, Buriti, Santa Luzia e Coroatá. O índice de mortalidade infantil considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 10 mortes para cada mil nascimentos. (O Estado do Maranhão (MA) – 25/09/2010)

Mato Grosso

Alimentação infantil pede cuidados

No período de zero a 5 anos de idade, os cuidados com a alimentação devem se redobrados, pois o desenvolvimento da criança depende da alimentação. O leite materno e a fase da adição da papinha e alimentos nutritivos já auxiliam a manter horários e hábitos alimentares. Após os 6 meses de vida, a papinha deve ser levemente incluída no cardápio da criança, sempre distinguindo o horário das alimentações. É importante conhecer as distintas etapas pelas quais passam as crianças para compreender melhor as exigências alimentares de cada fase. Na pré-escola, que corresponde o período de 3 a 6 anos, a criança já alcançou a maturidade completa dos órgãos e já opina sobre preferências alimentares. Os pais devem incluir alimentos saudáveis a partir daí para que o organismo se habitue. A nutricionista Marcela Giovana diz que dieta de uma criança pede um planejamento especial, como refeições pequenas e frequentes, desde que ricas em nutrientes essenciais. Para as crianças com dificuldade de se alimentar, a nutricionista aconselha que a mãe estimule a vontade na elaboração de pratos coloridos. (A Gazeta (MT) – 30/09/2010)

Paraíba

Paraíba ainda sofre com a morte neonatal

Segundo dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), disponibilizados pelo Ministério da Saúde, 700 crianças morreram até 27 dias depois de nascer, somente em 2008, na Paraíba. Este número representa 68,2% das mortes de crianças com até um ano de idade e caracteriza a morte neonatal. Ao todo, em 2008, foram registrados 1.026 óbitos entre crianças com até um ano, sendo 533 casos de meninos e meninas com até seis dias de vida, 167 entre 7 e 27 dias e 326 entre 28 dias e um ano. De acordo com o Ministério da Saúde, houve uma queda no número absoluto de mortalidade infantil no estado entre os anos de 1998 e 2008. Entretanto, quando se observam somente as mortes neonatais – aquelas entre zero e 27 dias após o nascimento – a redução é bem menor, com queda de apenas 5,6%, passando de 742, em 1998, para 700, dez anos depois. Os dados de 2009 e 2010 ainda não foram consolidados. Conforme pesquisa divulgada no mês passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Paraíba ocupa o quarto lugar nacional no ranking de mortalidade infantil. (Jornal da Paraíba (PB) – 29/09/2010)

Pernambuco

Professor infantil não é babá

Os conhecimentos adquiridos pelos alunos desde os primeiros anos em que frequentam a escola são requisitos primordiais para um bom desempenho nas séries seguintes. Essas mudanças incentivam escolas, educadores, pais e sociedade a darem a importância devida à educação infantil, que atende a crianças de zero a cinco anos. Documento publicado pelo Conselho Nacional de Educação, em 2009, determina: é dever do Estado garantir a oferta de educação infantil pública, gratuita e de qualidade, sem requisito de seleção. Instituições que atendem a esse público deixam, então, de serem observadas apenas como espaços onde as crianças podem brincar e professoras deixam serem vistas apenas como cuidadoras, pois exercem a função de educar. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), não é necessário ter formação superior para ser professor de educação infantil, mas a concorrência do mercado de trabalho dita que quanto melhor o currículo, mais chances ele tem de entrar numa instituição de ensino que ofereça educação infantil de qualidade. (Jornal do Commercio (PE), Amanda Tavares – 28/09/2010)

São Paulo

ONG aciona MP contra canal televisivo

O Instituto Alana, ONG que atua nos direitos da criança e do consumidor, encaminhou na terça-feira (28) manifestação ao Ministério Público de São Paulo contra o Baby TV, novo canal da Fox. Com programação 24 horas dirigida a crianças de zero a três anos, o Baby TV está disponível na Oi TV, e a Fox tenta negociar sua inclusão em pacotes de outras operadoras. Para a coordenadora do projeto Criança e Consumo do Alana, Isabella Henriques, o problema está no fato de o canal vender a ideia de que beneficia bebês. Segundo ela, não há consenso científico quanto a isso, e muitas pesquisas apontam que meninos e meninas com menos de dois anos não devem ser expostos à televisão. Em fevereiro, o Alana enviou representação ao Ministério Público questionando a forma como a programação era divulgada. Para a ONG, o canal deve informar aos pais sobre pesquisas que dizem que TV não faz bem aos bebês. Procurada, a assessoria da Fox não se manifestou até o fechamento da edição do jornal. (Folha de S. Paulo (SP), Laura Mattos – 30/09/2010)

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