Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar

12 a 20 de Fevereiro de 2011

Distrito Federal e Minas Gerais

Teste do pezinho completa 10 anos

O Programa Nacional de Triagem Neonatal, conhecido como teste do pezinho, que prevê o diagnóstico e tratamento de quatro doenças genéticas graves logo após o nascimento completa 10 anos em 2011. Mas, após tanto tempo, a implantação efetiva do exame ainda se mostra desigual e lenta. Um terço dos estados, incluindo o Distrito Federal, não passou da fase 1ª do programa. Nesses locais, crianças nascidas na rede pública têm acesso apenas ao diagnóstico de duas das quatro patologias abrangidas pelo exame. Somente cinco estados já estão na última fase, a 3ª. Cerca de 80% dos bebês nascidos no País têm acesso ao teste para pelo menos duas doenças (fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito, ambas ligadas à falta de produção de substâncias vitais para o corpo). O próximo passo é incluir o diagnóstico da fibrose cística. (Estado de Minas (MG); Correio Braziliense (DF), Renata Mariz – 14/02/2011)

Paraíba

Mortalidade infantil ainda preocupa

Os casos de mortalidade infantil ainda preocupam na Paraíba. Entre 2006 e 2010, de acordo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), foram registrados mais de cinco mil óbitos de crianças com até um ano. Entre meninos e meninas com até cinco anos foram contabilizados 844 casos. Em relação à mortalidade neonatal, com até 27 dias de vida, foram mais de 3,5 mil bebês. Apesar disto, houve redução nos últimos anos. Segundo o Ministério da Saúde (MS), esta queda pode ser consequência de vários fatores, como programas de atenção à saúde da criança que levam em consideração questões como segurança alimentar e nutricional, saneamento básico e vacinação. (Jornal da Paraíba (PB) – 16/02/2011)

Paraná

Dez cidades sem creche

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 827 municípios brasileiros não ofertam educação às crianças com até três anos. E mesmo onde existe o serviço, 78% do público não é atendido. A Constituição Federal não obriga os pais colocar os filhos de até três anos nas creches, mas a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional diz que os municípios têm que oferecer o atendimento. No entanto, a maioria das prefeituras alega que faltam recursos. No Paraná, serão construídas 32 creches este ano com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). Mas os municípios do estado que não têm creches continuarão na mesma situação, pois as novas unidades irão para 15 municípios que tiveram seus projetos aprovados. (Gazeta do Povo (PR) – 13/02/2011)

Pernambuco

Convênios médicos podem ficar sem neonatologistas

Os pediatras que atendem o recém-nascido na hora do nascimento (neonatologista) ameaçam suspender o atendimento dos convênios médicos em Pernambuco. O motivo é a defasagem dos honorários pagos pelos planos de saúde, que variam de R$ 35 e R$ 75. O movimento poderá provocar falta de assistência médica quando o bebê precisar de cuidados especiais. Isso faz com que os pediatras das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais sejam deslocados para a sala de parto. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) acompanha o movimento e promete tomar providências para garantir os serviços. O presidente regional da Associação Brasileira das Empresas de Medicina de Grupo (Abramge), Flávio Wanderley, diz que as empresas estão abertas para negociar, mas não adiantou os valores da proposta de reajuste dos honorários. (Diário de Pernambuco (PE) – 15/02/2011)

Rio Grande do Sul

PAC prevê a criação de seis mil creches

As prefeituras brasileiras terão que construir seis mil creches e escolas públicas de educação infantil até 2014, segundo previsão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2). As instituições gerarão 1,2 milhão de vagas. Um dos pré-requisitos para receber recursos do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), do Ministério da Educação (MEC), é ser proprietária e ter o título de propriedade do terreno. Para a secretária de educação básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, esse é um dos principais problemas dos municípios. A prioridade do PAC-2 são os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O Proinfância já financiou a construção de 2,3 mil escolas de educação infantil. (Correio do Povo (RS) – 18/02/2011)

Crianças acima de dois anos não devem usar chupeta

Apesar do efeito tranquilizador, o uso excessivo da chupeta pode prejudicar a mastigação, a respiração, a fala e a posição dos dentes da criança, alerta a odontopediatra Camila Engleitner Magalhães e a ortodontista Marina Lara. Elas aconselham os pais a não oferecerem a chupeta ao primeiro sinal de choro para acalmar a criança, pois isso cria o hábito. O ideal é que a menina ou menino fique com ela apenas na hora de dormir, assim a musculatura oral será estimulada, propiciando satisfação e cansaço, mas os pais devem se lembrar de retirá-la depois. Além disso, as dentistas aconselham que a chupeta seja retirada das crianças antes dos dois anos de idade. (Zero Hora (RS) – 14/02/2011)

Santa Catarina

Neonatal pode ser desativada

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital e Maternidade Santa Inês, em Camboriú (SC), pode ser desativada. A empresa FGL Serviços Médicos avisou que deixará de prestar serviços ao hospital no dia 1º de março. O grupo, composto por seis médicos, atua como terceirizado desde 2007. A empresa afirmou que a inconstância de prazos contratuais e das condições de trabalho são alguns dos motivos que levaram à decisão. O diretor do hospital infantil, Eroni Foresti, disse que a direção fará o possível para resolver o problema, mas ele não descarta a possibilidade de fechar a ala. (Diário Catarinense (SC) – 17/02/2011)

São Paulo

Mortalidade perinatal cai, mas índice continua alto

Dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo mostram que a mortalidade perinatal (de fetos a partir da 22ª semana de gestação até bebês com sete dias) caiu 25% de 2000 a 2009. A taxa, que era 18,5 por mil nascidos vivos e mortos, passou para 13,8 no estado. O dado, de acordo com o órgão, é um reflexo de uma melhoria no atendimento pré-natal e na atenção ao parto. As regiões de São José do Rio Preto e Campinas são as que apresentam os melhores índices (11,1 e 12,4) e a de Registro e a Baixada Santista, os piores (21,3 e 18). O presidente da Comissão de Perinatologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Renato Augusto, diz que, apesar de representar um avanço, os dados ainda deixam os especialistas preocupados. (Folha de S. Paulo (SP) – 18/02/2011)

Alimentação dos bebês está relacionada com a obesidade

Os pais normalmente são alertados a não iniciar a alimentação sólida muito cedo. Novo estudo reforça esse aviso. De acordo com pesquisa realizada nos Estados Unidos, pelo Children’s Hospital em Boston, a chance dos bebês ficarem obesos a partir dos três anos aumenta seis vezes se ingerem sólidos antes dos quatro meses. Os nenéns alimentados por mamadeira e alimentos sólidos tinham grande risco de ficarem obesos. Entre os que eram exclusivamente amamentados por, no mínimo, quatro meses, não foi detectada relação entre risco de obesidade e o momento em que passaram a ingerir comida sólida. Os bebês que tomavam mamadeira e não receberam alimentação sólida até os seis meses de idade também não apresentaram mais risco de obesidade. Ao todo, foram observadas mais de 800 crianças. (Revista Época (SP) – 13/02/2011)

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