Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar

24 a 30 de Julho de 2010

Distrito Federal

Um sono perigoso
O bebê parece apenas dormir profundamente. Mas ao tentar despertá-lo, os pais percebem que ele não respira mais. A tragédia da perda de um recém-nascido aparentemente saudável fica sem explicação. Nem mesmo uma necropsia consegue revelar a causa do óbito. A síndrome da morte súbita do lactente assusta pais e mães e continua um mistério para a medicina. Porém, informações sobre os fatores de risco ajudam a prevenir o mal. A posição da criança no berço é apontada por pediatras como a principal forma de prevenção. Embora ainda não se saiba o que acontece, já foi comprovado que deixar o bebê dormir de bruços ou de lado favorece a morte no berço. No Brasil, não existem dados nacionais consolidados sobre a incidência.
(Correio Braziliense (BR), Paloma Oliveto – 26/07/2010)

Minas Gerais

Carinho da mãe na infância ajuda na vida adulta

Um estudo feito nos Estados Unidos indica que pessoas que recebem carinho em abundância de suas mães quando bebês são mais capazes de lidar com as pressões da vida adulta. A pesquisa foi feita com 482 pessoas que foram avaliadas quando crianças e na vida adulta. Os cientistas disseram que os abraços, beijos e declarações de afeto da mãe aparentemente têm efeito em longo prazo e tendem a gerar um vínculo sólido com o bebê, contribuindo para a saúde emocional das pessoas. Segundo os pesquisadores, o vínculo sólido entre mãe e bebê não apenas diminui o estresse da criança como também a ajuda a desenvolver recursos que a auxiliarão em suas interações sociais e na vida de maneira geral. (O Tempo (MG) – 29/07/2010)

Paraná

Projeto exige alerta sobre álcool na gravidez

O projeto de lei nº 140/2010, de autoria do deputado estadual Plauto Miró Guimarães e que exige a inclusão de alerta nos rótulos e embalagens ou em campanhas publicitárias sobre os riscos do consumo de álcool na gravidez, recebeu parecer favorável da Comissão de Saúde Pública (CSP) da Assembleia Legislativa do Paraná. Plauto, líder do DEM na Assembleia, diz que o projeto de lei tem o objetivo de prevenir a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), um mal que atinge 12 mil bebês no mundo, a cada ano, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo ele, o consumo do álcool é prejudicial ao feto, principalmente nos três primeiros meses de gestação. Sua ingestão traz consequências irreversíveis aos bebês, como deficiências físicas e danos cerebrais. (Diário dos Campos (PR), 28/07/2010)

Pernambuco

Transporte dos bebês exige cuidado especial

Levantamento realizado pelo departamento de neonatologia do Hospital Memorial Guararapes, em Pernambuco, ilustra a falta de atenção à saúde da gestante de alto risco no interior de Pernambuco e as consequências disso para os bebês prematuros. Lá, em 2008, 32% das mortes de bebês ocorreram em menos de 48 horas do internamento; em 2009, o percentual subiu para 48% (60 de 125). Quando feita sem os cuidados e equipamentos necessários, a remoção de bebês prematuros ou de baixo peso de hospitais considerados de baixo risco para outros de alto risco, equipados com UTI, agrava o quadro de saúde de muitos recém-nascidos, afirmam especialistas. Segundo a neonatologista Lindacir Sampaio deveriam ser realizados treinamentos para oferecer cuidados próprios para o transporte dos prematuros. (Diário de Pernambuco (PE) – 27/07/2010)

São Paulo

Bebê que convive com livros vai melhor na escola

Ler para um bebê que ainda não fala nem entende o que é falado pode parecer perda de tempo, mas diversos estudos mostram que, a longo prazo, a prática pode beneficiar o desempenho escolar. Além de adquirir gosto pela leitura, as crianças que têm contato com livros desde o berço chegam ao ensino fundamental com vocabulário mais rico e maior capacidade de compreensão e de manter a atenção nos estudos. Para ajudar na escolha do título mais adequado para cada idade e no desafio de manter as crianças pequenas entretidas, o Instituto Alfa e Beto (IAB) apresenta na próxima Bienal do Livro de São Paulo a Biblioteca do Bebê. Além de vários livros divididos por faixa etária, o local terá voluntários que ensinarão aos pais técnicas de leitura. As principais dicas estão reunidas em uma cartilha que será distribuída aos visitantes. (O Estado de S. Paulo (SP), Karina Toledo – 25/07/2010)

Sergipe

Educadores infantis cobram reconhecimento financeiro e social

Apesar da importância que o educador tem no processo de desenvolvimento das crianças, muitos profissionais são desvalorizados tanto no que diz respeito à remuneração quanto ao reconhecimento por parte da sociedade. A desvalorização do educador do Ensino Infantil e do Ensino Fundamental é nítida na maioria das escolas particulares conceituadas de Aracaju, cujo salário pago ao professor é o equivalente a mensalidade de apenas um aluno. De acordo com a educadora que não quis se identificar, o discurso da escola é de que valoriza o profissional, mas a educação infantil dá prejuízo e que por isso é impossível contemplar o professor com um salário melhor. Além disso, os educadores ainda têm que enfrentar a desvalorização por parte da sociedade que entende que o papel do educador infantil é dar banho nas crianças e brincar, ou seja, exercer o papel de babá. “Mas o nosso trabalho é educar, conscientizar, socializar. Trabalhamos com as crianças conteúdos como o racismo, a valorização do outro, o conhecimento de si mesmo, além de incentivarmos a leitura”, destaca a pedagoga. Para a doutora em Educação e pesquisadora Ada Augusta Celestino, o massacre aos professores é histórico em Sergipe e se estende ao Ensino Fundamental. Segundo ela, a rede particular de ensino deveria, no mínimo, aderir ao piso nacional do magistério, lei válida somente para o serviço público. Para Ada Augusta, o professor deve ser reconhecido pelo compromisso que tem com o aluno, pois um educador dificilmente deixará de cumprir seu papel em sala de aula mesmo diante de condições humilhantes. O vice-presidente da Federação dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Sergipe (Fenen-SE), João Bosco Delfino, os professores não são desvalorizados financeiramente, mas estão com salário superior a muitas categorias. (Jornal da Cidade, p. Municípios 6, Álvaro Muller – 25 e 26/07)

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