Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar

20 a 27 de agosto de 2010

Nacional

Lei da cadeirinha vale a partir de setembro

A partir do dia 1º de setembro começa a fiscalização das novas regras para transporte de crianças em carros de passeio. A resolução 277, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada em junho de 2008, determina que meninos e meninas de até 7 anos e meio devem ser transportados em assentos específicos. A fiscalização deveria ter começado em junho, mas a falta do produto no mercado levou o Contran a adiar a exigência para setembro. Crianças de até 1 ano de idade deverão ser transportadas no bebê conforto; de 1 a 4 anos, em cadeirinhas; e de 4 a 7 anos e meio em assentos de elevação. Táxis, ônibus e veículos de transporte coletivo estão liberados. Quem ainda não comprou o equipamento, precisa se apressar. O não cumprimento das regras acarreta multa de R$ 191,54, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e apreensão do veículo até que a irregularidade seja resolvida. A infração é considerada gravíssima. (A notícia foi publicada nos principais jornais do País – 25/08/2010)

Leitura que vem do berço

Especialistas americanos dizem que o hábito de ler para crianças desde cedo aumenta o aprendizado. A recomendação é que a leitura comece ainda quando o bebê está na barriga da mãe, após os 6 meses, e se estenda até a fase em que a criança consiga ler. Para eles, esta é a melhor forma de desenvolver a inteligência e a linguagem oral e escrita. Seria como um preparo para o momento da alfabetização. Segundo estudos divulgados, crianças que começaram a ouvir as leituras familiares aos três anos de idade, ao entrar na escola, apresentam um vocabulário 300% maior dos que aqueles que não tiveram contato com os livros. Os Estados Unidos desenvolvem um programa de estímulo à leitura para bebês e crianças, tendo distribuído 20 milhões de livros para pais em 21 anos de existência. Em Recife (PE), a Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), pretende implantar em 2011 um projeto semelhante, com a integração de ações nas áreas de saúde, educação e assistência social. Em São Paulo, a ONG Instituto Alfa e Beto (IAB) criou uma biblioteca para bebês e o lançou uma cartilha com dicas das técnicas de leitura mais adequadas para cada fase. (A notícia foi publicada nos principais jornais do País – 22/08/2010)

Distrito Federal

Aprendendo ciência desde criança

Pesquisadores reunidos em São Carlos (SP), durante um seminário de difusão científica como fonte de educação, afirmaram que a primeira infância ainda é ignorada no sistema educacional brasileiro e que o conhecimento científico não trouxe avanços para a educação no Brasil. O coordenador de Comunicação institucional da UnB, professor Isaac Roittman, defendeu a educação científica nos primeiros anos escolares e lembrou que a capacidade de absorver informações, se não estimulada nessa fase da vida, dificilmente é recuperada mais tarde. A editora-executiva da revista Ciência Hoje, Alícia Ivanissevich, ressaltou que os países que estão no topo do ranking dos melhores em educação divulgam o conhecimento científico desde que a criança começa a se relacionar. Por isso, segundo ela, é necessário que o Brasil reformule o currículo escolar e torne a escola mais atrativa. (Jornal de Brasília (DF) – 24/08/2010)

Pernambuco

Vítimas com idade marcada

Bebês e crianças de colo foram considerados as vítimas em potencial da violência doméstica. Porém, tese de doutorado recém-defendida na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) questiona a ideia, corroborada inclusive por grande parte da literatura disponível sobre o assunto. A análise foi feita pela pesquisadora Helenna Carvalho, no Instituto de Medicina Legal (IML) de Fortaleza (CE). Dos de 343 casos estudados, 40% das vítimas de agressões físicas e exploração sexual eram pré-adolescentes de 10 a 14 anos. A especialista afirma que os resultados não mostram exatamente o crescimento de abusos nessa faixa etária. Para ela, assim como para o vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ariel de Castro, esses jovens possuem mais autonomia para denunciar e, por isso, conseguem sair da invisibilidade. (Diário de Pernambuco (PE) – 22/08/2010)

Rio Grande do Sul

Falta vacina que previne pneumonia e meningite

Os postos de saúde do Rio Grande do Sul estão sem estoque da vacina Pneumocócica 10-Valente, que imuniza crianças com menos de 2 anos contra meningites, sinusites, otites e pneumonias. Em várias regiões do estado, as doses já acabaram. O medicamento passou a integrar o calendário básico de vacinação em 14 de junho deste ano. No entanto, o Ministério da Saúde, responsável por comprar as vacinas, enviou poucas doses ao estado, não suprindo a demanda. Exemplo claro dessa falta está na região de Cruz Alta. Segundo o coordenador da 9ª Coordenadoria de Saúde, Jorge dos Santos, a regional recebeu apenas 600 unidades, quando a meta estipulada pelo Ministério da Saúde era de 935 crianças vacinadas nos 13 municípios de abrangência. Todos os bebês devem receber quatro doses da vacina: aos 2 meses, 4 meses, 6 meses e 1 ano. Caso a criança tenha entre 1 e 2 anos, pode tomar uma única dose. (Zero Hora (RS), Leila Endruweit – 26/08/2010)

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