Novidades
Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar
Ceará
Creches em quatro municípios do Ceará não oferecem vagas
Cresce o número de matrículas nas creches públicas de Fortaleza (CE), assim como o total de vagas oferecidas nos municípios. O Ceará acompanhou o aumento de recursos federais para a construção e manutenção da educação na primeira infância nos últimos anos, atingindo 74,6%, entre 2007 e 2010. Porém, em quatro municípios a realidade é outra. Informações do Censo Escolar 2010, consideradas na distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em 2011, apontam os municípios Deputado Irapuan Pinheiro, Forquilha, Nova Olinda e Tamboril como sem matrículas em creches. As secretarias de Educação, em Deputado Irapuan Pinheiro e em Forquilha, informam que há interesse em construir centros de educação infantil com recursos federais. Em Nova Olinda, a verba já foi liberada e a creche deve estar pronta até outubro. (O Povo (CE) – 14/01/2011)
Maranhão
Leite materno é coletado em domicílio
O estoque de leite materno nos Bancos de Leite Humano (BLH) é mantido graças às captações feitas em domicílio pelas unidades de coleta em São Luís (MA). O procedimento é responsável por cerca de 90% das captações. A coleta pode ser efetuada no próprio banco de leite ou em casa. Segundo a supervisora do BLH Marly Sarney, Irenildes Costa, as chamadas doações internas (feitas no banco de leite) ocorrem apenas nos primeiros dias após o nascimento do bebê e, em geral, têm o objetivo de atender ao próprio filho que está na UTI Neonatal, a chamada doação direcionada. São as doações externas (em domicílio) que atendem à demanda geral. No ano passado, dos 180 litros mensais que eram coletados para o estoque do BLH Marly Sarney, apenas 20 litros provinham de captação interna. Foram realizadas 1.890 visitas domiciliares, número menor que em 2009, quando ocorreram 2.101 visitas para a coleta de leite materno só nesse banco. (O Estado do Maranhão (MA) – 09/01/2011)
Mato Grosso
Atenção para prevenir acidentes domésticos
Com criança por perto, prevenir é o melhor remédio. Em casa vale proteger as tomadas, manter o cabo das panelas para o lado de dentro do fogão e guardar produtos de limpeza e remédios fora de alcance. Além disso, é bom saber alguns procedimentos básicos para socorrer de forma correta vítimas de traumas menos graves. Em caso de machucados, o clínico geral, Joaquim de Oliveira Neto, aconselha a lavar o local com água e sabão e procurar ajuda especializada. A água oxigenada, muito usada para estancar o sangue, é um antisséptico e serve apenas para limpar o local. Em quedas graves de crianças, a dica é manter a calma e chamar socorro médico imediatamente. É importante manter a vítima imóvel até a chegada do especialista. Em caso de fratura na coluna, por exemplo, um movimento inadequado pode deixar graves sequelas. (A Gazeta (MT) – 13/01/2011)
Paraíba
Mutirão será retomado para reduzir o subregistro
Os Mutirões da Cidadania realizados pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH) da Paraíba, responsáveis pelo registro de nascimento de crianças, adultos e idosos no estado, serão retomados no início de fevereiro em sete municípios com maior concentração de pessoas sem o documento. O Programa Nacional de Erradicação do Subregistro de Nascimento visa garantir o acesso aos direitos básicos previstos em lei a todos os brasileiros. O estudo Evolução dos Registros de Nascimentos por Unidades da Federação 2008, divulgado em 2009, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), comprova que 15.8%, ou seja, 180 mil paraibanos não são registrados. Cerca de 600 paraibanos sem registro foram beneficiados com os mutirões da cidadania realizados em dezembro. A meta é de que apenas 5% da população ainda não tenha recebido o documento até o final de junho. (O Norte (PB) – 12/01/2011)
Pernambuco
Desenvolvido analgésico para crianças
Controlar a dor de uma criança não é fácil, especialmente se a medicação precisa ser injetável, situação que geralmente suscita medo nos pequenos. Como alternativa às injeções intravenosas, surge a primeira solução em analgesia inalatória no Brasil. A medicação foi apresentada recentemente em evento na capital fluminense. Com a aspiração da mistura balanceada de 50% de oxigênio com 50% de óxido nitroso é possível eliminar o incômodo durante procedimentos dolorosos, de curta duração e superficiais. Segundo o pediatra Andrea Messe, a analgesia é praticamente imediata, já que a solução é absorvida em até três minutos. O composto pode ser usado em crianças que precisam se submeter a uma punção lombar, biópsia de medula, endoscopia e tratamento dentário. (Jornal do Commercio (PE) – 09/01/2011)
Rio Grande do Norte
Mortalidade infantil cai no Rio Grande no Norte
De acordo com a Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) do Rio Grande do Norte (RN), a taxa de mortalidade infantil no estado foi reduzida em 31,3% entre 2000 e 2009. Os dados foram divulgados no último dia 10, e fazem parte do relatório com informações epidemiológicas coletadas em todo o RN, desde 2005 até o primeiro semestre de 2010. Segundo o relatório, para cada mil crianças nascidas vivas no estado, 28,61 morreram antes de completar um ano de idade, enquanto na região nordeste, a taxa de mortalidade infantil foi de 27,36 por mil nascidos vivos. Em relação à dengue no estado, o relatório mostra que a letalidade pela doença no ano de 2010 alcançou 3,03% dos casos confirmados, superior à taxa de até 1%, considerada aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). (Diário de Natal (RN) – 11/01/2011)
Santa Catarina
Calor requer maiores cuidados com a pele dos bebês
Os pais de bebês devem redobrar os cuidados no verão. A dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Maria Paula del Nero, informa que bebês com menos de seis meses de idade não podem usar protetor solar. A solução é o uso de roupas, bonés e chapéus com bloqueador solar no tecido. “Nessa idade, a pele ainda é muito sensível e a criança pode ter alergia ao protetor”, alerta. A médica explica que, mesmo protegidos, os pequenos podem sofrer os efeitos indesejados dos raios solares e do calor. As reações alérgicas como brotoejas são comuns nessa época do ano. Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, Moisés Chencinski reforça que a melhor maneira de manter a pele do bebê saudável no verão é prestar atenção ao relógio: sol, só antes das 10h e depois das 16h. (Diário Catarinense (SC) – 09/01/2011)
São Paulo
Exame de sangue da mãe detecta síndrome de Down
Por meio de testes utilizando apenas o sangue da gestante, uma equipe formada por 24 pesquisadores liderada por Dennis Lo Yuk Ming, da Universidade Chinesa de Hong Kong, conseguiu detectar com precisão a síndrome de Down no feto, por meio do sequenciamento dos genes. O teste procura fragmentos do DNA fetal no sangue da mãe e determina se há cromossomo 21 triplo – causador da síndrome de Down. A descoberta evita procedimentos invasivos de diagnóstico pré-natal, como a punção de líquido amniótico, que podem causar risco à gravidez. Segundo Lo, a maioria das gestações estudadas estava no primeiro trimestre, o que sugere a possibilidade de implementar o teste mesmo no começo da gravidez. (Folha de S. Paulo (SP), Ricardo Bonalume Neto – 13/01/2011)
Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar
Nacional
Projeto inclui três vacinas no calendário oficial
O Senado ampliou o calendário básico de vacinação das crianças, que passa a contar com mais três vacinas que devem ser aplicadas, obrigatoriamente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o projeto de lei, que segue para sanção presidencial, os hospitais da rede pública de saúde terão de disponibilizar as vacinas contra catapora, hepatite A e um tipo de bactéria causadora da pneumonia. O Senado também aprovou a inclusão de outras duas vacinas no calendário básico, mas elas já se tornaram obrigatórias este ano por decisão do Ministério da Saúde: as vacinas meningogócica conjugada C e pneumocócica conjugada valente. O projeto tramita no Congresso desde 2008. Segundo o Ministério, as três novas vacinas já são aplicadas na rede pública para os chamados casos especiais – crianças que necessitam prevenir-se das doenças. A partir da sanção da lei, elas passam a ser obrigatórias para todos os meninos e meninas. [A notícia foi publicada nos principais jornais do País – 18/11/2010]
Bahia
Certidão online ainda não chegou às maternidades
Desde o mês passado, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que as maternidades, públicas e particulares, devem emitir a certidão de nascimento utilizando um sistema online. A intenção é que toda criança saia da maternidade com o documento em mãos, evitando a subnotificação. Na Bahia, até o momento, nenhuma maternidade adotou o projeto, apesar da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direito Humanos (SJCDH) ter recursos assegurados de R$ 1,4 milhão para a infraestrutura física de 154 unidades interligadas a cartórios, nos hospitais. A verba também se destina a mutirões de registro civil, realizados desde 2009. A juíza corregedora da capital, Maria Helena Lordelo, informou que a implantação só será possível quando for definido o software a ser utilizado. A juíza destaca que o sistema está em fase de planejamento desde 2009, quando foi formado um comitê estadual para tratar do tema e afirma que em um ano o sistema funcionará bem na Bahia. [A Tarde (BA), Daniele Rebouças – 15/11/2010]
Distrito Federal
Condição de Hospital favorece infecções
As investigações sobre a morte de bebês na UTI neonatal do Hospital Regional da Asa Sul (Hras), em Brasília (DF), confirmam as condições precárias em que se encontra o local. De outubro a novembro deste ano, onze recém-nascidos faleceram na UTI. De acordo com relatório do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do Hras, infecções associadas ao acesso venoso central seriam a possível causa da morte de pelo menos sete dos bebês mortos por infecção hospitalar no período. Ainda entre os problemas relatados, está a alta permanência de cateteres umbilicais. Outro problema apontado pelas funcionárias do Hras é que a UTI Neonatal está superlotada. Entretanto, elas contam que seis bebês que estão em tratamento na unidade de terapia intensiva poderiam estar em uma UTI Pediátrica. Essas crianças, segundo as técnicas de enfermagem, têm entre sete meses e um ano e sete meses. Para estar na neonatal elas deveriam ter até três meses. O diretor do Hras informou que não são seis bebês, e sim, quatro bebês que poderiam estar em outras UTIs. O problema, segundo ele, é que as unidades pediátricas também estão superlotadas. [Jornal de Brasília (DF), Bruna Sensêve e Indira Efel – 18/11/2010]
Bebês estão expostos no mundo virtual
Vários pais fazem perfis no Orkut ou no Facebook e até criam e-mails para as crianças e aproveitam para mostrar imagens da ultrassonografia, divulgar fotos dos filhos, fazer declarações de amor e se comunicar. Quando nascem, meninos e meninas já estão inseridos na rede. O número de jogos online também cresceu entre as crianças e viraram tendência nas redes sociais. Estudo divulgado pelo NPD Group aponta que 20% dos usuários digitais com mais de seis anos experimentaram algum jogo em sites de relacionamento nos últimos três meses, o que representa um número de 56,8 milhões de pessoas no mundo. Entretanto, há quem não concorde com o contato precoce das crianças com a internet e, principalmente, às redes sociais. A professora de artes cênicas e visuais Letícia Souza, avalia que esse envolvimento é prejudicial por expor demais a criança. Às vezes, até os próprios meninos e meninas nem sabem que têm perfil e os pais colocam fotos. Para o doutor em arte-educação no ciberespaço e professor da faculdade de educação da Universidade de Brasília (UnB), Lúcio Teles, essa questão tem dois lados: o bom, onde as redes sociais facilitam a comunicação das crianças, e o ruim, onde exposição exagerada pode abrir caminhos para o uso indevido das imagens das crianças. A dica para evitar problemas é unir família, escola e softwares de segurança. [Correio Braziliense (DF) – 16/11/2010]
Máfia chinesa usa bebês
Policiais civis brasilienses conseguiram comprovar uma suspeita que recaía contra imigrantes chineses moradores do Distrito Federal (DF). Muitos usam bebês para permanecer no País e continuar vendendo produtos piratas trazidos pela máfia fixada em São Paulo (SP). Na Operação Hai-Dao, deflagrada na última quarta-feira (10), os agentes encontraram uma criança de nove anos criada por um casal de estrangeiros como se fosse filha deles. A Secretaria Nacional de Justiça já instaurou processo para punir o grupo. Responsáveis pela investigação sobre a máfia chinesa no DF, agentes e delegados da Divisão de Combate ao Crime Organizado (Deco) suspeitam que o uso de meninos e meninas seja corriqueiro entre as pessoas que vendem produtos piratas. Por isso, estão checando a documentação dos adultos detidos e das crianças que vivem com eles. De acordo com o delegado da Deco, Giancarlos Zuliani Jr., podem haver outros casos que, se detectados, serão comunicados à Vara da Infância e da Juventude e ao Ministério da Justiça. Além da apuração da Deco, a Superintendência da Polícia Federal em Goiás investiga, há três anos, fraude em registros de crianças e de paternidade. Os agentes suspeitam que o esquema beneficie orientais que moram em todo o país. [Correio Braziliense (DF), Renato Alves – 14/11/2010]
Espírito Santo
Aumento de vagas não garante tranquilidade
Mais de 39 mil vagas em creches municipais no Espírito Santo serão disponibilizadas pelas prefeituras da Serra, Vila Velha e Cariacica durante o ano letivo de 2011. Parece muito, mas mães e pais garantem: é preciso sacrifício para conseguir uma delas. Do total de vagas, 6.545 são novas, sendo 5.500 delas no município serrano e 1.045, em Cariacica. Na capital Vitória, a prefeitura afirmou que só no próximo dia 27 vai definir o número total de vagas, que já estão abertas para cadastramento até o dia 26. De acordo com o coordenador de Estatística e Fluxo Escolar da Secretaria Municipal de Educação (Seme) de Vitória, Romário Jacobsen, a maior dificuldade da Prefeitura é fornecer vagas para as crianças de zero a três anos, principalmente nos bairros de Jardim Camburi, Maruípe e São Pedro. A técnica pedagógica da Secretaria Municipal de Educação (Seme) de Cariacica, Marilda Vasconcelos, informou que ainda não começou o período de matrícula na cidade. Falta o levantamento de vagas por escolas, o que só será finalizado em dezembro. [A Gazeta (ES) – 18/11/2010]
Maranhão
Encontro discute direitos da primeira infância
Acontece em São Luís (MA), o I Encontro Temático da Primeira Infância no Maranhão. Com o tema Direitos da primeira infância: uma conquista, várias ONGs, profissionais da saúde, educadores, representantes de secretarias municipais de educação e promotores de Justiça discutem sobre trabalhos realizados nessa área no estado. O encontro é promovido pela Rede Nacional Primeira Infância e organizações que fazem parte do Fórum de Educação Infantil do Maranhão, como a Organização Mundial para Educação Pré-Escolar (Omep), Plan Brasil e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A primeira infância é o principal período para o desenvolvimento da criança, que vai do nascimento até os seis anos. O vice-presidente nacional da Omep, Roberto Mauro Gurgel, disse que no Maranhão, segundo dados de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 907 mil crianças estão nessa faixa etária. Ele afirmou que as políticas públicas no estado voltadas para esses meninos e meninas ainda são insuficientes, mas muita coisa já está sendo feita. A Omep disse que o foco maior dos trabalhos é justamente para as crianças até o terceiro ano de vida, que precisam basicamente de ações voltadas para a saúde. [O Estado do Maranhão (MA) – 18/11/2010]
Minas Gerais
Crianças sofrem com a ditadura da magreza
Crianças com idade entre três e cinco anos já tendem a valorizar a magreza, segundo enquete feita com alunas em fase pré-escolar nos Estados Unidos. O problema desse comportamento são os riscos ligados a distúrbios alimentares e depressão, provocados pela pressão sobre as crianças para se manterem magras. A coordenadora do estudo, Jennifer Harriger, da Universidade Pepperdine da Califórnia, alerta que outra questão mais delicada é a ideia negativa de que não é bom ser uma pessoa com muito peso. Cinquenta e cinco meninas foram entrevistadas. Os pesquisadores mostraram figuras de tipos acima do peso e magros e as deixaram se expressar. Todas sugeriram que queriam ser magras. Segundo Harriger, várias participantes sequer tocaram as figuras acima do peso e disseram comentários de cunho negativo sobre elas. No Brasil, a situação não é diferente. Estudo feito em escolas de Recife (PE) mostrou que 90% dos alunos se achavam acima do peso e faziam regime. A pesquisa, realizada com 1.509 crianças com idades entre 10 e 14 anos, aponta que os estudantes têm elevado risco de desenvolver transtornos alimentares. [O Tempo (MG) – 18/11/2010]
Pernambuco
Papinhas nada inocentes
Pesquisa realizada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e na Universidade do Estado do Pará (Uepa) constatou que as papinhas feitas em casa para crianças entre seis e 18 meses contêm mais sódio que ferro. O sódio está ligado ao aumento da pressão arterial, enquanto a falta de ferro pode causar anemias, além de acarretar prejuízos irreversíveis das funções cognitivas, se a deficiência começar na infância. O resultado da pesquisa alerta para a necessidade de se revisar os métodos utilizados no preparo desse tipo de alimento. Assim como é importante selecionar ingredientes frescos e nutritivos, é também necessário entender que o sal é indispensável para o paladar de alguns adultos, mas não para as crianças. Os pesquisadores concluíram que, em todos os estratos socioeconômicos, as papinhas para o almoço apresentaram o problema. Contudo, a preocupação maior veio dos lares mais humildes, pois 95% das casas pesquisadas ligadas a esse universo apresentaram o resultado. Segundo a coordenadora do Laboratório de Bromatologia e Microbiologia de Alimentos da Unifesp, Tânia Beninga de Morais, as crianças com menos de um ano precisam consumir pelo menos 11mg de ferro por dia e, nas casas pesquisadas, a quantidade encontrada era de apenas 6mg. [Diário de Pernambuco (PE) – 17/11/2010]
XXVI Encontro Nacional do MIEIB e do VI Encontro Estadual do Fórum de Educação Infantil do Pará
Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar
25 de Setembro a 01 de Outubro de 2010
Espírito Santo
Definida idade para entrar no nível fundamental
A data limite de aniversário para matrícula de crianças no 1º ano do Ensino Fundamental em 2011 foi definida no Paraná. Serão aceitas crianças que completam seis anos até 30 de junho. Mas essa é uma exceção à regra, que passará a valer somente a partir de 2012, quando apenas crianças que fizerem aniversário até 31 de março serão matriculadas. A decisão foi tomada no último dia 29 em reunião do Conselho Estadual de Educação (CEE). Como se trata de uma exceção haverá três condições: existência de vaga, dois anos cursados na educação infantil e apresentação de laudo psicopedagógico da escola de origem comprovando que o aluno está apto a cursar a série. O secretário de Educação, Haroldo Corrêa Rocha, destacou que a definição segue orientação do Conselho Nacional de Educação (CNE). As matrículas na rede pública começam na próxima semana e as rematrículas serão feitas nas próprias escolas em que os alunos estudam. Já as novas matrículas devem ser realizadas em postos que serão instalados em locais específicos em todo o estado. (A Gazeta (ES), Priscilla Thompson – 30/09/2010)
Maranhão
Mães não sabem amamentar
Apesar de tantas campanhas, uma em cada quatro mulheres enfrenta dificuldades na hora de amamentar. O estudo foi realizado pelo Centro de Referência Estadual em Bancos de Leite Humano do Piauí. A pesquisa avaliou 1.800 mulheres que deram à luz entre fevereiro e março deste ano. Delas, 435 (24% do total) apresentaram algum problema no aleitamento, sendo os mais comuns mamas cheias demais, baixa produção de leite, fissura do bico do seio e dificuldade no posicionamento do bebê. Para a pediatra e neonatologista Clery Bernardi Gallacci, o problema é ocasionado pela falta de informação. Para ela, é preciso dar assistência no pré-natal, no momento do nascimento e depois. Outro fator está relacionado à falta de apoio por parte de alguns pediatras que não orientam adequadamente as gestantes. (Jornal Pequeno (MA), Gabriela Cupani e Guilherme Genestreti – 30/09/2010)
Projeto deverá reduzir mortalidade infantil
Em reunião realizada no sábado (25), a secretária-adjunta de Ações Básicas da Secretaria de Saúde do Maranhão e coordenadora do projeto Cuidando do Futuro, Cristina Loyola, apresentou metas de custo zero que possibilitam a redução da mortalidade infantil no Estado. Participaram do encontro representantes dos 17 municípios prioritários em que o Cuidando no Futuro está sendo executado. O objetivo do projeto é reduzir em 10% a mortalidade infantil. Entre as propostas de custo zero está o acolhimento, a garantia do acompanhante, a metodologia canguru (que promove a proximidade da mãe com o recém-nascido), o aleitamento materno exclusivo e o registro de referência e de contra referência. O projeto, que começou em dezembro de 2009, trabalhará em 38 municípios considerados críticos, entre eles estão Açailândia, Balsas, Bacabal, Buriti, Santa Luzia e Coroatá. O índice de mortalidade infantil considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 10 mortes para cada mil nascimentos. (O Estado do Maranhão (MA) – 25/09/2010)
Mato Grosso
Alimentação infantil pede cuidados
No período de zero a 5 anos de idade, os cuidados com a alimentação devem se redobrados, pois o desenvolvimento da criança depende da alimentação. O leite materno e a fase da adição da papinha e alimentos nutritivos já auxiliam a manter horários e hábitos alimentares. Após os 6 meses de vida, a papinha deve ser levemente incluída no cardápio da criança, sempre distinguindo o horário das alimentações. É importante conhecer as distintas etapas pelas quais passam as crianças para compreender melhor as exigências alimentares de cada fase. Na pré-escola, que corresponde o período de 3 a 6 anos, a criança já alcançou a maturidade completa dos órgãos e já opina sobre preferências alimentares. Os pais devem incluir alimentos saudáveis a partir daí para que o organismo se habitue. A nutricionista Marcela Giovana diz que dieta de uma criança pede um planejamento especial, como refeições pequenas e frequentes, desde que ricas em nutrientes essenciais. Para as crianças com dificuldade de se alimentar, a nutricionista aconselha que a mãe estimule a vontade na elaboração de pratos coloridos. (A Gazeta (MT) – 30/09/2010)
Paraíba
Paraíba ainda sofre com a morte neonatal
Segundo dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), disponibilizados pelo Ministério da Saúde, 700 crianças morreram até 27 dias depois de nascer, somente em 2008, na Paraíba. Este número representa 68,2% das mortes de crianças com até um ano de idade e caracteriza a morte neonatal. Ao todo, em 2008, foram registrados 1.026 óbitos entre crianças com até um ano, sendo 533 casos de meninos e meninas com até seis dias de vida, 167 entre 7 e 27 dias e 326 entre 28 dias e um ano. De acordo com o Ministério da Saúde, houve uma queda no número absoluto de mortalidade infantil no estado entre os anos de 1998 e 2008. Entretanto, quando se observam somente as mortes neonatais – aquelas entre zero e 27 dias após o nascimento – a redução é bem menor, com queda de apenas 5,6%, passando de 742, em 1998, para 700, dez anos depois. Os dados de 2009 e 2010 ainda não foram consolidados. Conforme pesquisa divulgada no mês passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Paraíba ocupa o quarto lugar nacional no ranking de mortalidade infantil. (Jornal da Paraíba (PB) – 29/09/2010)
Pernambuco
Professor infantil não é babá
Os conhecimentos adquiridos pelos alunos desde os primeiros anos em que frequentam a escola são requisitos primordiais para um bom desempenho nas séries seguintes. Essas mudanças incentivam escolas, educadores, pais e sociedade a darem a importância devida à educação infantil, que atende a crianças de zero a cinco anos. Documento publicado pelo Conselho Nacional de Educação, em 2009, determina: é dever do Estado garantir a oferta de educação infantil pública, gratuita e de qualidade, sem requisito de seleção. Instituições que atendem a esse público deixam, então, de serem observadas apenas como espaços onde as crianças podem brincar e professoras deixam serem vistas apenas como cuidadoras, pois exercem a função de educar. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), não é necessário ter formação superior para ser professor de educação infantil, mas a concorrência do mercado de trabalho dita que quanto melhor o currículo, mais chances ele tem de entrar numa instituição de ensino que ofereça educação infantil de qualidade. (Jornal do Commercio (PE), Amanda Tavares – 28/09/2010)
São Paulo
ONG aciona MP contra canal televisivo
O Instituto Alana, ONG que atua nos direitos da criança e do consumidor, encaminhou na terça-feira (28) manifestação ao Ministério Público de São Paulo contra o Baby TV, novo canal da Fox. Com programação 24 horas dirigida a crianças de zero a três anos, o Baby TV está disponível na Oi TV, e a Fox tenta negociar sua inclusão em pacotes de outras operadoras. Para a coordenadora do projeto Criança e Consumo do Alana, Isabella Henriques, o problema está no fato de o canal vender a ideia de que beneficia bebês. Segundo ela, não há consenso científico quanto a isso, e muitas pesquisas apontam que meninos e meninas com menos de dois anos não devem ser expostos à televisão. Em fevereiro, o Alana enviou representação ao Ministério Público questionando a forma como a programação era divulgada. Para a ONG, o canal deve informar aos pais sobre pesquisas que dizem que TV não faz bem aos bebês. Procurada, a assessoria da Fox não se manifestou até o fechamento da edição do jornal. (Folha de S. Paulo (SP), Laura Mattos – 30/09/2010)

