comKids Prix Jeunesse 2017 – uma celebração do audiovisual infantojuvenil ibero-americano

 

Foto: Daniela Bustamante/comKids

O comKids – Prix Jeunesse Iberoamericano 2017foi uma celebração da diversidade do audiovisual infantojuvenil de 12 países da América Latina e região Ibérica. O evento encerrou sete dias de uma intensa programação que reuniu, em São Paulo, profissionais das mais diversas mídias e das áreas da cultura, humanidades e educação para eleger as melhores produções audiovisuais infantojuvenis criadas originalmente em português e espanhol. O público do Festival atingiu o número de aproximadamente 900 pessoas.

Foram mais de 13 horas de exibições na mostra competitiva com 75 conteúdos finalistas de países como Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia, Argentina, Equador, Chile, México, Uruguai, Espanha e Cuba. As seis categorias em disputa estavam divididas por faixa etária, gênero ou formato das produções. A cada exibição de categoria no Sesc Consolação e no Goethe-Institut, moderadores especialmente convidados pelo comKids, ouviam a plateia em uma sessão de debate sobre as produções em competição. Assim, antes da votação, o público podia levantar questionamentos e até dirigir suas dúvidas diretamente aos criadores das produções que estivessem no evento.

Outro júri especial do festival, que a cada edição vai se consolidando como marca do evento, é o júri infantojuvenil, que contou com crianças e adolescentes do Programa Curumim (SescSP) e da escola TAPCO (NY, EUA)! Algumas das produções finalistas foram avaliadas por eles, como uma forma de valorizar a escuta e a expressão desse público.

Além da mostra competitiva, o festival promoveu ações e atividades, de 14 a 20 de agosto, em quatro importantes espaços culturais de São Paulo: o Sesc Consolação, o Goethe-Institut, Espaço Itaú de Cinema e a Cinemateca Brasileira.

Foi uma semana de imersão em temas contemporâneos da infância e da juventude latino-americana, abordados nos conteúdos audiovisuais em diversos formatos e propostas. E como amálgama dos debates, um tema permeou diversas produções e atividades do festival; a força das histórias infantojuvenis para abordar questões urgentes, muitas vezes evitadas em narrativas audiovisuais dirigidas a crianças e adolescentes.

Foto: Daniela Bustamante/comKids

A abordagem criativa e corajosa de temas contemporâneos foi também a tônica da Conversa comKids, que reuniu durante a semana diretores, roteiristas e produtores brasileiros do audiovisual infantojuvenil na inspiradora sessão “O poder das narrativas: as histórias que fazem pensar, questionar e transformar”. Ao final, ficou claro que as histórias de qualidade podem fazer muito mais que entreter o seu público.

E essa foi apenas uma das sessões especiais temáticas do festival. A Sessão especial “EBS e Japan Prize” trouxe ao Brasil Hyunsook Chung, produtora-executiva sênior do canal EBS (Korean Education Broadcasting System – Coreia do Sul), que já realizou coprodução com produtores latino-americanos, e a secretária-geral adjunta da premiação Japan Prize (TV NHK – Japão), Yuki Yoshida, que recebe inscrições de produtores audiovisuais com criações educativas do mundo inteiro.

O festival apresentou também ao público documentários infantojuvenis, feitos com crianças protagonistas do Brasil, na Sessão Especial – Projeto Minha Vez. Os dois curtas apresentados são resultado da convocatória “Minha Vez”, lançada em 2015 pela organização não governamental holandesa Free Press Unlimited em parceria com o Midiativa/comKids. Os dois projetos vencedores de não ficção, financiados pela convocatória, foram exibidos no festival e os próprios protagonistas dos curtas estiveram no evento para falar ao público da experiência de levar suas histórias de vida às telas.

Werá Jeguara Mirim, protagonista de Kunumi, o raio nativo (direção Mauro D’addio), contou sobre a coragem de abrir uma faixa de protesto para pedir a demarcação de terras indígenas quando tinha 13 anos, em meio ao rígido protocolo da cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2014.  E Kayllane Coelho, a menina que com apenas 11 anos levou uma pedrada quando saía de um culto de candomblé no Rio, veio a São Paulo para contar como o episódio que deu origem ao filme Respeito (direção Ana Pacheco) pode ser divulgador da bandeira contra a intolerância religiosa. Hoje adolescentes, Werá e Kayllane puderam ver no festival o resultado do processo de filmagem e a reação emocionada do público.

A semana também teve atividades de formação para produtores e interessados no universo de produção infantojuvenil. Três workshops com convidados de Portugal, Holanda, Argentina e Alemanha reuniram os participantes para oficinas e debates na Cinemateca Brasileira e no espaço Itaú de cinema

Com essa programação intensa, o festival comKids Prix Jeunesse Iberoamericano 2017 celebrou a diversidade das criações audiovisuais infantojuvenis e convidou à reflexão os profissionais do mercado, educadores e demais agentes culturais comprometidos com a qualidade da representação das infâncias na região. E que venha o próximo comKids – PJ Iberoamericano!

(Fonte: comKIds – www.comkids.com.br)

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