Como acontece a mágica da pré-escola?

O artigo, “How does preschool work its magic?,” (Como acontece a mágica da pré-escola?) da revista Wired, analisa o estudo de Flavio Cunha, economista da Universidade da Pensilvânia e James Heckman da Universidade de Chicago, que já foi laureado com o prêmio Nobel. Neste paper Cunha e Heckman discutem os resultados do estudo Perry Preschool e o artigo resume…

“Curiosamente, o Perry Preschool não provocou nenhum aumento duradouro nos resultados de testes de QI. Enquanto crianças expostas a pré-escola tiveram um impacto inicial na inteligência geral, isto se dissipou pela segunda série. Ao contrário a pré-escola parece ter melhorado a performance numa variedade de habilidades ‘não cognitivas’, como autocontrole, persistência e coragem. Enquanto a sociedade tem sido obsessiva com inteligência bruta – basta olhar para nossa fixação com testes de QI – Heckman e Cunha argumentam que esses traços não cognitivos são freqüentemente mais importantes. Eles notam, por exemplo, que confiança é o traço mais valorizado por empregadores, enquanto que ‘perseverança, confiança e consistência são os mais importantes indicadores de notas na escola.’ E isso provavelmente é uma coisa boa, já que nossos traços não cognitivos são bem mais maleáveis, pelo menos quando intervenções acontecem em idade precoce, do que o QI. A pré-escola pode não nos tornar mais Inteligentes – a inteligência é fortemente determinada por nossos genes – mas pode nos fazer pessoas melhores, e isso é muito mais importante.”

Para acessar o artigo completo, entre em: http://mail.ccie.com/go/eed/4885

2 comentários para “Como acontece a mágica da pré-escola?

  1. Essa é uma discussão recorrente ente pesquisadores e práticos da educação infantil. O fulcro do texto está em chamar atenção para outros efeitos da educação infantil que não aqueles tão caros para a cultura norte-americana do Quociente Intelectual. No Brasil, não temos dado atenção ao QI como medidor de desenvolvimento cognitivo ou intelectual. É bom que lá nos EUA mais gente comece a ver que a era da econometria em educação não trouxe grandes contribuições para acertar melhor nos programas de educação ou, mais especificamente, de desenvolvimento infantil. No meio especializado, o que eles (Hackman e Cunha) estão dizendo é bastante óbvio, mas interessante enquanto confirmação acadêmica, da área da economia, da experiência e de outras pesquisas não econométricas.

  2. Nossa experiência com crianças com a aplicação de testes de QI e estes analisados qualitativamente em seus sub testes evidenciavam discrepancias nos resultados individuais que podiamos constatar programas pedagógicos pouco sustentados nas áreas específicas…supor inteligências e interesses diferenciados do perfil individual das crianças… Atualmente com ação de estimulação desde o primeiro ano de vida constatamos que as crianças mudam esssencialmente seu estado de humor, a subjetividade fica fortalecida quando da personalização da estimulação pelo uso do próprio nome da criança… maior capacidade de adaptação com adultos e seus pares e melhor exploração do meio.

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