A CRIANÇA E O ESPAÇO: A CIDADE E O MEIO AMBIENTE

Eixos - Espaços de Brincar, Educação e Cultura – Como fazer

O que é?

Como Fazer

Inspire-se

Abaixo você encontra uma lista de  sugestões de medidas a serem adotadas em seu município para implementar a Participação Infantil na sua cidade.

Clique nos links para saber mais sobre cada uma das ações.

Educação, brincar e cultura não são temas isolados. Como tudo na primeira infância, eles precisam ser pensados de forma integrada, especialmente na hora de planejar os locais onde acontecem. As três atividades podem estar integradas entre si, ou dialogar, cada uma delas, com outros temas, como Saúde, Esporte e Meio Ambiente, entre outros.

 

Por intermédio de profissionais preparados, promova escutas de crianças sobre o que elas esperam dos locais onde brincam, estudam e têm contato com a arte.

Não adianta pensar em estratégias para tornar a cidade mais apropriada para o desenvolvimento integral da criança se o direito à educação formal no início da vida é negado. A universalização requer oferta suficiente de vagas e profissionais capacitados para trabalhar com crianças na primeira infância. O déficit de creches ainda é muito alto no Brasil, especialmente nas áreas rurais, onde o fechamento de escolas também é um desafio crescente, mostram dados do Inep.

É importante estabelecer este vínculo para que a educação extrapole os muros escolares e contagie a cidade e todos os seus atores. As creches e pré-escolas podem promover passeios e eventos envolvendo as crianças e o bairro. Essas atividades não precisam contemplar como temática apenas os conteúdos previstos nos currículos formais, mas estimular sua interface com a realidade local.

 

Estimule que as creches e pré-escolas visitem parques e reservas ecológicas com freqüência, e realizem sempre atividades nas praças de seus bairros. Além disso, é importante efetuar o remanejamento dos espaços físicos escolares, provendo-os de árvores, jardins e hortas, além de criar condições favoráveis ao brincar livre.

A segurança pública e a manutenção de equipamentos nos espaços freqüentados por crianças são regra para uma cidade que prioriza o desenvolvimento infantil em toda a sua potencialidade.

Bancos, lixeiras, pias, sanitários, degraus, janelas, placas, sinais, se não estão em creches, não são projetados para a altura das crianças. A adaptação dos espaços públicos com grande presença dos pequenos pode acontecer por meio do incentivo à realização de concursos de Arquitetura e Design específicos para criar soluções.

É saudável e importante para o desenvolvimento infantil que as crianças brinquem com elementos naturais, como água, areia, argila, pedrinhas, gravetos, folhas, flores, conchas, entre outros, e, sempre que possível, com animais. Eles podem estar disponíveis em creches, praças e brinquedotecas existentes em outros prédios da administração municipal.

Toda criança pode brincar sozinha. Mas a interação com outros pequenos é importante para seu desenvolvimento. Brinquedotecas, praças, parques e ruas fechadas em determinados feriados e dias da semana para o lazer são espaços públicos que reúnem outras crianças e abrem oportunidades para brincar junto e fazer amigos.

Elas devem ser seguras, limpas, estimulantes, acolhedoras, acessíveis a crianças com deficiências, e ter presença de adultos treinados para fazer as intervenções corretas e necessárias, respeitando as capacidades infantis e o direito ao livre brincar. Além da obrigatoriedade da construção de brinquedotecas em hospitais com atendimento infantil, esses espaços podem ser criados em centros comunitários e de assistência social.

A efetivação do direito de brincar e a concretização de espaços apropriados a ele requerem orçamento. Por ser uma atividade que perpassa diferentes áreas da gestão pública, há diversas formas de promover a alocação de recursos, de acordo com os projetos e programas onde ela estiver prevista. As iniciativas podem ser acrescidas de parceria com a iniciativa privada e as organizações sociais de base comunitária, que também podem ceder seus espaços para brincar, desde que eles sejam apropriados.

A carência de produções culturais para a primeira infância exige que o poder público incentive essa atividade. A criação de editais é uma forma de fazer isso. Eles devem ser dotados de orçamento específico, para a criação, a programação, a circulação de obras culturais e a realização de eventos.

A prefeitura pode implantar espaços públicos para a exibição de atividades culturais permanentes para a primeira infância, adaptados ou dotados das necessidades técnicas específicas para esta idade. Esses locais podem ser centros culturais, teatros, galerias, museus, bibliotecas, auditórios, parques e brinquedotecas.

Invista na formação de profissionais: Tanto o brincar, quanto a educação e a cultura que sejam voltados para a formação humana dependem da existência de profissionais adequados para promovê-los e implementá-los.

Levar a cultura a outros espaços além dos tradicionais é uma estratégia para promovê-la e democratizar seu acesso na primeira infância. Crie projetos de circulação de criações artísticas para crianças nas creches, abrigos, escolas e hospitais, entre outros.

Ter contato com as manifestações culturais populares do Brasil faz com que as crianças estabeleçam vínculos identitários, aprendam sobre história e se divirtam. O lugar da cultura popular costuma ser a rua. Os municípios devem garantir as manifestações nos espaços abertos, além de levá-las para dentro dos locais formais de educação.

 

 

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2016 Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância - Triênio 2015/2017: CECIP - Centro de Criação de Imagem Popular