A CRIANÇA E O ESPAÇO: A CIDADE E O MEIO AMBIENTE

Eixos - Interação das crianças com a natureza - Como fazer

O que é?

Como Fazer

Inspire-se

Abaixo você encontra uma lista de  sugestões de medidas a serem adotadas em seu município para implementar a Participação Infantil na sua cidade.

Clique nos links para saber mais sobre cada uma das ações.

 

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente é apenas a primeira das que devem estar envolvidas. A política de promoção da interação das crianças com a natureza é intersetorial e pode envolver pastas como Educação, Esporte e Lazer, e Cultura, entre outras, de acordo com a característica de cada política pública.

A participação infantil (link para a seção de participação infantil no site) é o primeiro passo para a elaboração de qualquer política pública. As crianças, desde as mais novas idades, são capazes de contribuir com idéias que podem surpreender os gestores públicos, pela simplicidade e efetividade.

As pessoas tendem a se sentir inseguras em parques e praças vazios. Por isso, pensar políticas públicas para ocupar esses espaços é tão importante quanto criá-los. Algumas formas de fazer isso são a garantira do acesso a esses lugares por transporte público de qualidade, a conservação permanente e a promoção de eventos que atraiam a população, como feiras de trocas e de alimentos naturais.

O que não falta no país são projetos interessantes e significativos para a conservação da natureza. As prefeituras podem se aproximar dos grupos responsáveis pelas iniciativas e, por meio de parcerias, aumentar seus alcances.

Andar a pé melhora a qualidade de vida das pessoas, por viabilizar o contato com a rua, a natureza que há ao redor e a comunidade, além do exercício que faz bem ao corpo, e da diminuição de emissão de gases poluentes. Durante um passeio, a criança se encantará com mil coisas que só ela vê, pode se interessar por uma árvore com formato diferente, suas frutas ou as flores de um belo jardim.

A oferta de transporte público de qualidade que conecte as diversas partes do município e permita o acesso das pessoas que moram distantes a áreas naturais é fundamental para democratizar o contato das crianças com a natureza.

O poder da prefeitura de dar o aval à execução de obras que impactem na ocupação do solo pode se transformar em prerrogativa para garantir que novas construções tenham sempre uma porcentagem mínima de área verde.

O incentivo à pequena agricultura livre de agrotóxicos é uma forma de preservação da natureza. Promova feiras para agricultores familiares, reserve espaços para esses grupos nos mercados municipais existentes, compre de seus produtos acima da cota mínima de 30% estabelecida pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar e promova visitas escolares às propriedades dos agricultores. A agricultura familiar é responsável por 70% dos alimentos que chegam às mesas dos brasileiros.

Maternidades, hospitais pediátricos, postos de saúde e estabelecimentos da rede de assistência social também são espaços devem ter áreas verdes. Elas estimulam o livre brincar e têm efeito terapêutico, promovendo o bem-estar e a cura, apontam diversas pesquisas científicas ligadas à biofilia, teoria que fala do apreço natural do homem a tudo o que é orgânico.

Os espaços de educação não precisam isolar as crianças do contato com o ambiente natural. As aulas podem ser integradas com visitas educativas a locais ricos em biodiversidade, e as dependências de creches e escolas podem ter quintais, com árvores, plantas, flores, hortas, mangueiras para banhos de borracha e animais, quando possível. Nos prédios menores, jardins verticais e vasos com flores, plantas e pequenas hortas são boas opções. Outra estratégia é oferecer brinquedos feitos de materiais orgânicos. Novas instalações devem ser construídas de maneira a valorizar o espaço ao ar livre e as áreas verdes dos terrenos, deixando bastante espaço para a interação ao ar livre e o movimento. E, claro, é preciso investir no educador para que ele utilize uma abordagem pedagógica que valorize o contato com a natureza.

Nem todos os bairros têm espaços e condições para abrigar parques e praças com grandes áreas verdes. Nesses casos, a arborização é uma forma de democratizar o acesso à natureza, especialmente nas áreas de periferia. A presença de árvores melhora a qualidade do ar e da paisagem. Mas o poder público não deve esquecer a preocupação de garantir o acesso de toda a população da cidade a áreas de natureza abundante, via transporte público de qualidade.

A criação e expansão de praças e parques naturais ricos em biodiversidade, e a preservação das margens de lagos, lagoas e praias são fundamentais para a promoção do contato da população com a natureza. É importante dizer que estes lugares devem refletir a riqueza da biodiversidade local. Não adianta ter grandes espaços que poderiam ser ocupados pela riqueza de espécies e são substituídos por enormes gramados ou pisos cimentados. As áreas naturais devem se empenhar na restauração da flora e fauna características das regiões.

 

 

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2016 Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância - Triênio 2015/2017: CECIP - Centro de Criação de Imagem Popular