A CRIANÇA E O ESPAÇO: A CIDADE E O MEIO AMBIENTE

Eixos - Participação Infantil na Cidade - Como fazer

O que é?

Como Fazer

Inspire-se

Abaixo você encontra uma lista de  sugestões de medidas a serem adotadas em seu município para implementar a Participação Infantil na sua cidade.

Clique nos links para saber mais sobre cada uma das ações.

Prefeitura, subprefeituras e secretarias devem incluir a participação em seu modo de trabalhar. As crianças podem e devem dizer o que acham e como pensam que suas vidas serão impactadas pelas decisões que estão sendo tomadas pelos gestores do poder executivo municipal. Na cidade de Rosário, na Argentina, por exemplo, o Conselho das Crianças lhes garante espaço para aconselhar o prefeito sobre quais decisões lhes parecem mais acertadas. Tenha em mente que, dependendo da idade, os pequenos não se sentirão à vontade para dialogar com os gestores fora dos ambientes que lhes são familiares. Por isso, procure cercar-se de uma equipe capacitada para pensar as melhores estratégias para dialogar com as crianças na primeira infância, garantindo sua participação na gestão municipal.

Conselhos tutelares, escolas, creches, bibliotecas e hospitais são espaços primeiros de atendimento às crianças nas cidades e devem ter a participação infantil em seu modo de trabalhar. Os Conselhos podem prever mecanismos que incluam a participação infantil desde as denúncias até a resolução dos conflitos em que os pequenos em situação de vulnerabilidade estão inseridos. Nas escolas, o principal espaço de participação das crianças são os Grêmios, com os representantes de turma. Algumas instituições de ensino formam conselhos de alunos que discutem sobre o funcionamento da instituição. Já os hospitais devem buscar ouvir como as crianças vivenciam o atendimento. Isso impacta no tratamento e no que pode ser feito diferentemente para melhorar a qualidade. Médicos e enfermeiros precisam ser capacitados, e adotar dinâmicas de escutas que se adéqüem à rotina e realidade de cada local. A escuta, por si só, pode ser um método de melhoria da qualidade do atendimento às crianças. Na experiência dos Doutores da Alegria, a adoção de técnicas de escuta infantil mudou a forma como muitos pacientes percebiam suas próprias doenças.

Os Conselhos Municipais são espaços centrais de participação social e também devem levar em consideração as vozes das crianças. As crianças pequenas dificilmente vão se sentir à vontade nos espaços formais de participação social, por isso, as escutas devem acontecer em locais familiares a elas. O poder municipal tem diversas instâncias com inserção nos bairros e comunidades onde as escutas podem acontecer, e os resultados podem ser apresentados aos Conselhos por representantes apontados pelos pequenos.

A participação infantil na cidade requer profissionais capacitados, e estrutura orçamentária e logística. Os profissionais que trabalham diretamente com crianças precisam de formação específica para realizar oficinas que as respeitem e empoderem. Professores, agentes de saúde, conselheiros tutelares, assistentes sociais e psicólogos são exemplos desses profissionais que estão na linha de frente do trabalho com a infância e precisam passar por formação. Uma vez capacitados, eles precisam de orçamento, espaços físicos e tempo de trabalho dedicado para as escutas e diálogos com os pequenos.

Associações e organizações da sociedade civil que atuam pela primeira infância têm um histórico importante de reflexão sobre a participação infantil. O poder público precisa dialogar cada vez mais com essas instituições, para aprofundar a reflexão sobre o tema, ouvir demandas e, quando pertinente, estabelecer parcerias. Além disso, falta informação sobre o direito à participação infantil. O esforço conjunto de governos e sociedade civil pode resultar numa maior conscientização sobre o tema. O ideal é que a participação aconteça em todos os ambientes onde as crianças estão inseridas, começando em casa e se estendendo a todos os espaços da cidade.

 

 

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2016 Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância - Triênio 2015/2017: CECIP - Centro de Criação de Imagem Popular