Programa Gigantes de Pedra chama a atenção sobre a importância da inclusão da temática “crianças” na Cúpula dos Povos e na Rio+20

A atividade cultural “Rio de Águas Sagradas” que inclui vivências culturais e ambientais, e a apresentação de crianças dançando em homenagem às águas do planeta que seria realizada no Corcovado, no último dia 04 de junho, foi transferida para a Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo.  A atividade não foi realizada, devido a processos burocráticos que envolvem a utilização do Parque Nacional da Tijuca, no qual se localiza o Morro do Corcovado.

A atividade “Rio de Águas Sagradas” é parte da Programa “Gigantes de Pedra” e tem por objetivo chamar a atenção da Conferência da ONU sobre Sustentabilidade e também da Cúpula dos Povos, Conferência paralela que inclui ONGs de todo o mundo, assim como da  mídia, para o fato de que a temática “Criança” não foi considerada na Rio+20 – evento que deverá definir as diretrizes que influenciarão a vida do planeta para as próximas décadas.

Coordenado por ambientalistas da ONG Alternativa Terrazul, da Editora e Produtora Mãe Terra e do Grupo Semeação, o Programa Gigantes de Pedra terá uma sequência de Programação (anexa) dentro da Cúpula dos Povos. O Programa conta com apoio do Instituto Chico Mendes (ICMBio), do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais (FBOMs), do Instituto Democracia e Sustentabilidade, do Instituto Henfil, da Rede de ONGs da Mata Atlântica, da empresa Trem do Corcovado, e do Sindicato dos Engenheiros no Rio de Janeiro (SENGE/RJ).

 

Resgate cultural

A partir de conceitos da Arte Ambiente e da história ambiental,o Programa Gigantes de Pedra resgata importante memória cultural e histórica do território de Mata Atlântica, na qual se construiu a cidade do Rio de Janeiro.  Segundo mitos tupinambás, resgatados ao longo de 30 anos, inclusive em bibliotecas francesas, pelo pesquisador e escritor José Leonidio Pereira, a figura do Gigante de Pedra Deitado – que se debruça sobre o Mar na nossa cidade, é uma prova de que o Rio de Janeiro foi construído em território sagrado tupinambá.  Assim, na Pedra da Gávea – Materacanga – Tupã, o Senhor das Tempestades dos Raios e Trovões, construiu sua morada. E de lá cuida para que as águas e a floresta se mantenham preservadas. No Morro do Corcovado, a Yara, a Mãe d´Água também construiu sua morada e no Maciço da Pedra Branca – nos recordam as lendas tupinambás – um portal abre caminho para que as criaturas de sabedoria acessem a Terra Sem Males.

 

Agenda do Programa Gigantes de Pedra

Atividade Cultural Rio de Águas Sagradas:

Dia 15 de Junho, na Cúpula dos Povos, dentro das “Atividades Autogestionadas de Articulação”, em espaço da tenda da ONG Alternativa Terrazul será realizado, pela manhã, um encontro com crianças da Escola Municipal Canrobert  Pereira da Costa, de Jacarepaguá, que vai destacar  “o exemplo da  água: solidariedade, em prol de um mundo melhor.”

 

Ainda no dia 15, entre 9 e 12h, acontecerá uma roda de conversas sobre o lugar da infância e das crianças no contexto de uma sociedade orientada pelos objetivos da  produção e da acumulação. A atividade, coordenada pelo Fórum Permanente de Educação Infantil Estado do Rio de Janeiro (FPEI/RJ) e pelo Fórum Infâncias e Escolas da Natureza (FINAflor, da Unirio),  reunirá professores, estudantes interessados em se perguntar sobre o papel da escola no mundo contemporâneo e os desafios de educar para a felicidade e a superação da cultura antropocêntrica, racionalista, individualista e consumista.

Ao final da manhã, os dois grupos se encontram em rodas de conversa e brincadeiras entre adultos e crianças.

 

Dia 19/06, no Aterro do Flamengo, a partir das 8h30

Durante a atividade, coordenada pelo Grupo Semeação, crianças da Escola Municipal Canrobert  Pereira da Costa, de Jacarepaguá, vão inicialmente ouvir  a história de como os antigos índios tupinambás se relacionavam com a água, para eles sagrada. Na apresentação, será destacada a saga do rio Carioca e o fato de que os índios tupinambás imitavam a sabedoria dos macacos Muriquis – que vive em harmonia nas árvores da Mata Atlântica, se alimentando de folhas, frutos e sementes. Conhecidos por viverem sob o signo da cooperação, o povo Muriqui vive em equilíbrio com a Mata e ao sinal de qualquer estresse um abraça ao outro. Ou seja, nunca brigam entre si.

A seguir ao som de maracás e paus de chuvas, as crianças vão dançar e cantar em homenagem às águas do planeta, reproduzindo um antigo Rito de Passagem dos índios Tupinambás.

 

Dia 20 de Junho, na Cúpula dos Povos, na tenda da ONG Alternativa Terrazul, a editora Mãe Terra vai lançar o livro infanto juvenil Gigantes de Pedra, da escritora Anne Raquel Sampaio. A publicação trata do conflito que envolve crianças diante da crise ambiental que atinge o planeta, além do que resgata mitos e lendas dos índios tupinambás que nos falam que a cidade do Rio de Janeiro foi construída em território sagrado.

Fórum de Ed. Infantil do RJ – Fórum Infâncias e Escolas da Natureza (FINAflor/UNIRIO): Rodas de Conversa na Cúpula dos Povos – Rio +20

Rodas de Conversa na Cúpula dos Povos – Rio +20

As crianças são a espécie que se renova sobre a Terra: seres da cultura e, simultaneamente, de natureza.

As infâncias e o lugar das crianças no contexto de uma sociedade orientada pelos objetivos da  produção e do consumo. A cidade inóspita e a escola como último reduto para uma atividade fundamental: o brincar. A obsessão dos adultos pelo trabalho, a volúpia do consumo, o silenciar das relações humanas e a solidão das crianças contemporâneas. Escola: que lugar é este? Os desafios de educar para a felicidade e a superação da cultura antropocêntrica, racionalista, individualista e consumista: escuta, interação, ética do cuidado.

 

Atividade 1: Roda de conversa entre educadores da infância

Atividade 2: Roda de conversa entre adultos e crianças

Data: 15 de junho, sexta feira, entre 8h30 e 12h

Local: Tenda Alternativa TerrAzul (Aterro do Flamengo)

 

Por: Edson Cordeiro (SFB)