FXM exibe longa sobre diversidade cultural e direito ao brincar no Cine 1ª Infância

O Brasil é diverso e plural, assim como as infâncias que preenchem cada território de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Enaltecendo a multiplicidade cultural presente na vida de diferentes crianças desse país, a Fundação Xuxa Meneghel realizou o II Cine Primeira Infância com a exibição do filme “Terreiros do Brincar”, no dia 12 de julho.

A FXM promoveu esse encontro para discutir a importância do direito ao brincar e as manifestações culturais brasileiras a partir da participação das crianças com profissionais da área a educação. O objetivo foi valorizar a primeira infância a partir das culturas tradicionais, das brincadeiras coletivas e pelo convívio intergeracional nos espaços educativos.

Captado em viagens do Território do Brincar pelo Brasil, o longa retrata 20 manifestações populares presentes em seis estados brasileiros, cujas festas apresentam um saber tradicional e um convite a se integrar em vivências como essas. Cada filme produzido é um recorte de um território gigantesco, que possibilita entender a potência do brincar no desenvolvimento social da infância.

As manifestações que se passam nos terreiros, espaços de intimidade das comunidades, onde podem se expressar e se unir em torno de um só fazer — como a Festa do Divino, a Folia de Reis e o Bumba Meu Boi — representam a diversidade cultural que compõe uma história.

Cerca de 30 educadores participaram dessa iniciativa da Fundação que contou ainda com um debate acerca do tema “A criança e as culturas populares, direito ao brincar e as manifestações culturais das infâncias” mediado por Cristina Porto. A pesquisadora da I Infância no CIESP/PUC-Rio e professora de cursos de formação para profissionais de Educação Infantil abordou questões de pertencimento e pluralidade cultural tão importantes para o desenvolvimento social na infância.

“Fizemos um mergulho na própria infância e refletimos sobre aspectos que rodeiam e influenciam a infância contemporânea. Identificamos uma diversidade de infâncias tanto no passado quanto no presente e refletimos sobre o que podemos fazer para garantir às crianças de hoje, uma infância rica de experiências lúdicas. Também percebemos que o adulto precisa estar sempre se reconectando com a criança que foi um dia. Isso exige uma formação lúdica permanente. Nem tudo o que vivemos, queremos que as crianças enfrentem, mas há coisas que gostaríamos de transmitir. Isso só é possível se reconhecemos a o brincar como uma aprendizagem social e se rompemos com o mito da infância feliz”, afirma Cristina.

Além da conversa e troca de ideias na roda de diálogos, os participantes também tiveram a oportunidade de voltar a ser criança. Sentir de novo a diversão a partir de brincadeiras de diversas realidades da infância brasileira, como a ciranda com cantigas de rodas e a batata quente trazendo memórias dos tempos de criança.

O encontro também serviu como uma formação, não só para os profissionais da educação que vieram de escolas e instituições, mas para os educadores da FXM. Gabriela Nayara Santana, 19, Educadora do Projeto Conectados com o Brincar da Fundação, afirma que estar nesses locais de incentivo ao aprendizado e compartilhamento de conhecimentos é muito importante.

“O filme por si só tem uma linguagem fácil e acessível para todos. Pude enxergar, através do filme e relacionando a vivência que tenho com as crianças da Fundação, que a brincadeira é uma maneira das crianças se socializarem, construírem laços, transmitirem afeto e mostrarem aquilo que vivem em suas comunidades”, relata a jovem.

“Terreiros do Brincar”, lançado na Ciranda de Filmes 2017 e dirigido por Renata Meirelles e David Reeks, é uma co-realização do Instituto Alana e produção de Maria Farinha Filmes. O longa faz parte do programa Território do Brincar, um trabalho de escuta, intercâmbio de saberes, registro e difusão da cultura infantil através de produções de conteúdo audiovisual.

(Texto: Maiara Santos, Fundação Xuxa Meneghel – http://www.fundacaoxuxameneghel.org.br)

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