Meninas domésticas:ninguém sabe, ninguém viu

Em artigo, a colunista do site da Revista Época, Cristiane Segatto, aborda a situação do trabalho infantil doméstico no Brasil. Esse tipo de exploração está na lista das piores formas de trabalho infantil desde 2008.  Ainda assim, de acordo com dados na Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, havia 268 mil pessoas de cinco a 17 anos nesse tipo de ocupação em 2011 em todo o País. “Depois de muito atraso, as empregadas domésticas conquistaram os mesmos direitos dos demais trabalhadores. Foi um avanço, mas a lei não garante direitos trabalhistas a uma categoria ainda mais vulnerável: a de meninas e adolescentes que fazem trabalho doméstico. Sobre essa categoria, ninguém sabe, ninguém viu”, avalia.

Prejuízos –Cristiane Segatto lembra ainda que a tarefa é proibida por lei antes dos 18 anos e que “crianças e adolescentes que trabalham nessas condições não vão à escola ou não conseguem concluí-la com sucesso. Sofrem danos físicos e emocionais. Esforços intensos, exposição ao fogo, movimentos repetitivos, sobrecarga muscular, abuso físico, psicológico, sexual. Enquanto isso existir, o Brasil continuará bem longe do primeiro time no ranking de desenvolvimento humano”, afirma.

Informações: Revista Época – Brasil