Novembro Roxo 2017 chama a atenção para a prematuridade e destaca importância da doação de leite materno

Fotos: Prematuridade.com

A prematuridade é um assunto sério e que deve ser tratado com muita atenção no Brasil. Segundo dados divulgados pela pesquisa Nascer: inquérito nacional sobre partos e nascimentos, feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em dezembro de 2016, a taxa de prematuridade no país é de 11,5%, quase duas vezes superior à observada nos países europeus. Deste percentual, 74% são prematuros tardios (nascidos entre a 34ª e 36ª semana gestacional).

O Ministério da Saúde estima que 340 mil crianças prematuras nasçam no Brasil por ano. Para chamar a atenção para a importância dos cuidados com o prematuro, no mês de novembro comemora-se em todo o mundo o Novembro Roxo. No dia 19 de novembro deste ano irá se repetir um evento que no ano passado foi um sucesso: a Caminhada da Prematuridade.
Em 2016, a atividade ocorreu no Parque da Redenção, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Mais de 700 pessoas se reuniram para caminharem juntas, por um objetivo único: mudar a realidade do nosso país que vê nascer um prematuro em cada 10 bebês nascidos no Brasil. A ideia neste ano é que outros Estados possam caminhar junto com a capital gaúcha em prol desta causa.
Promovido pela Associação Brasileira de pais e familiares de bebês prematuros, a Ong Prematuridade.com, neste ano o tema central do Novembro Roxo estimula a doação de leite materno, tendo em vista que, ela pode salvar vidas. Prematuros que ainda não podem ser alimentados pelo leite da sua mãe conseguem ficar mais saudáveis, ganhar peso e encurtar o tempo nas UTIs, por conta das doadoras que se dedicam a coletar e dar leite excedente dos seus bebês.
O Brasil conta, atualmente, com 218 bancos de leite e mais 138 pontos de coleta, entretanto, com frequência muitos desses locais têm problemas no estoque, por isso incentivar a doação é fundamental, conforme explica a vice-diretora executiva da Ong Aline Hennemann. “ A importância do aleitamento marterno para o recém nascido é indiscutível. Todos os anos estudos trazem em seus resultados as evidências que comprovam os seus benefícios. O leite materno diminui os riscos de infecção, melhora o sistema imunológico dos prematuros auxiliando com isso a diminuição do tempo de permanência do bebe e de suas famílias nas instituições de saúde e por isso escolhemos esse tema para o novembro roxo”, salienta.
Ampliação da licença maternidade
Está em discussão na câmara dos deputados a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 181/2015, a qual poderá estender o tempo de licença-maternidade para mamães de bebês prematuros. De acordo com a proposta, o tempo de internação do bebê até a alta hospitalar deve ser acrescido à licença de 120 dias da mãe. A PEC, entretanto, limita o tempo total do benefício para 240 dias. Se aprovada a proposta será um motivo de grande comemoração durante o novembro roxo.
Atualmente mães de bebês prematuros têm uma licença-maternidade de 120 dias a partir do nascimento, ou seja, o mesmo prazo de quem não teve o seu bebê prematuro, o que dificulta que a mãe possa cuidar do seu filho em tempo integral durante longo tempo, depois da sua saída do hospital. A diretora executiva da associação Denise Suguitani vê a possibilidade desta aprovação como uma primeira conquista. “Ela será não somente um marco para a causa da prematuridade no Brasil, como, também, um grande passo que as leis trabalhistas e a saúde pública do país estarão dando em direção a um olhar mais humano à população. Acredito que a limitação de 240 dias deixará de beneficiar muitas famílias, tendo em vista que, muitos prematuros passam por longos períodos na UTI, mesmo assim consideramos esta aprovação um grande passo para mudanças mais justas”, destaca.”

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