Rede Nacional Primeira Infância celebra a vida de Angélica Goulart, defensora dos direitos das crianças

boletim homenagem angelicaA comemoração do dia 13 de julho, aniversário do ECA, teve sabor amargo neste ano de 2016, com a notícia da morte de Angélica Goulart, militante dos direitos das crianças e adolescentes. Diversos integrantes da Rede Nacional Primeira Infância lamentaram a perda desta grande mulher, destacaram suas contribuições para o campo da infância brasileira, e prestaram homenagem.

Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) e secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República no governo Dilma, Angelica dirigiu por mais de 20 anos a Fundação Xuxa Meneghel, no Rio de Janeiro, atuou também na Rede Nacional da Primeira Infância (RNPI) e no Grupo Gestor da Rede Não Bata, Eduque.

Defensores dos direitos das crianças de todo o Brasil, integrantes da RNPI, lamentaram a perda irreparável da amiga e companheira na defesa pelos direitos das crianças.

Angélica em tudo na vida devotava muito afeto e amorosidade a todxs. Nosso luto é do tamanho do UNIVERSO e da luta que continuará nos inspirando. A Fundação Xuxa tem muito orgulho dessa guerreira e militante das causas da infância e que foi nossa amiga-companheira por mais de 25 anos. Ela estará conosco para SEMPRE!”, afirmou Ana Paula Rodrigues, da Fundação Xuxa Meneghel.

“Nada pode aliviar o sofrimento por essa perda. Mas, de muitas maneiras, Angélica permanece conosco. Podemos celebrar sua vida exemplar, seu exemplo de inteligência e determinação, que nos inspira a continuar o seu bom combate pelas mais justas causas”, disse Claudius Ceccon, coordenador da Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância / CECIP – Centro de Criação de Imagem Popular.

“Arrodeada por muito amor e dedicação de Milton, companheiro de toda a vida, dos filhos, dos inúmeros amigos que ela conquistou ao longo da vida, ela se foi. Não há como deixar de dizer que o mundo ficou mais pobre, que o Brasil perde uma grande mulher, que nós perdemos uma amiga e companheira admirável e que as crianças e adolescentes, os mais invisíveis deste injusto país perderam uma de suas maiores defensoras”, afirma Maria Thereza Marcílio, da Avante – Educação e Mobilização Social.

Vital Didonet, assessor legislativo da Rede Nacional Primeira Infância, reforçou características inspiradoras de Angélica, como sua tenacidade, clareza e a simpatia. “No Marco Legal da Primeira Infância a Angélica tem uma presença política e técnica inestimável. Sua contribuição,  coordenando o GT do governo federal, composto por seis ministérios, fazendo um documenro técnico com sugestões, que a Casa Civil enviou ao Relator do projeto de lei,  foi 80% incorporado no texto da lei”.

“Contribuiu com o debate sobre medicalização da infância, proibição de castigos físicos (lei menino Bernardo), crianças em situação de rua, direitos indígenas, família acolhedora, incorporação do debate sobre primeira infância no governo federal.  Uma pessoa formidável, me sinto honrado de ter compartilhado um trecho da caminhada com ela pelos direitos de crianças e adolescentes. Que seja para sempre lembrada!”, disse Rubens Bias, do Ministério da Saúde.

“Trocamos experiências, saberes e vivências importantes sobre a importância de investirmos na primeira infância, em especial, a primeira infância vulnerável e exposta a tantos aspectos nefastos ao seu desenvolvimento pleno. Trocamos também curiosidades, risadas e alegrias. Que ela esteja em paz e, que onde estiver, continue a iluminar os ideais para a primeira infância brasileira”, desejo Kênia Foutoura, do Primeira Infância Melhor.

“A Angélica Goulart sempre foi super atuante na área da Primeira Infância, participou conosco de muitos eventos realizados pela Comissão da Primeira Infância no Senado. Ela deixará muitas saudades e as crianças perdem uma grande defensora, de fato uma perda irreparável”, lamentou Lisle Heusi de Lucena, presidente da Comissão de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz do Senado.

Luzia Laffite, do IFAN, prestou homenagem para Angélica, que deixa a sua marca d’agua no ECA: “Ficamos amigas, trabalhamos juntas. Primeiro na Rede Não Bate, Eduque aqui no CE.  Depois na gestão do IFAN na RNPI. Neste momento, Angelica estava na Secretaria Nacional de Direitos Humanos, reabitou a RNPI na Secretaria, criou frentes de trabalhos, iniciou a organização do PNPI para ser um Programa ( não seu tempo, ia ser na sua segunda gestão); apoiou e fez força  para a RNPI receber o  Prêmio Nacional de Direitos Humanos. Vibrava quando falava em direitos das crianças!”

Márcia Barr, do Infância e paz, destacou qualidades inspiradoras: “Angélica tem sido nosso exemplo de dedicação, firmeza de propósitos e amor nessa batalha diária pela causa de nossas crianças e adolescentes”.

“Fica uma grande lacuna e a certeza de que seu trabalho e sua luta continuarão pelas mãos das pessoas que ela contagiou durante sua passagem aqui”, lamentou Renata Tavares, do CIESPI / PUC-RIo.

“Ganhamos uma pessoa incrível por muitos anos e anos e agora o outro plano é que precisar ganhar a presença dela! As crianças agradecem!”, disse Nayana Brettas, do Criacidade.

“Tenho certeza que segue em paz! E nós cuidaremos do legado de comprometimento e resiliência que nos deixou”, disse Miriam Pragita, da ANDI – Comunicação e Direitos.

 

 

 

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