Rede Nacional Primeira Infância debate prevenção às violências

Recife recebeu nessa quinta (20) e sexta-feira (21) o Colóquio Violências e seus Impactos no Desenvolvimento Infantil: Reflexões Históricas e Contextuais, Fatores de Proteção e Políticas Públicas. Promovido pela Rede Nacional Primeira Infância (RNPI), o evento abordou a importância da brincadeira no desenvolvimento infantil e os destrutivos impactos da violência na vida das crianças.

Dados do Ministério da Saúde mostram que acidentes e agressões são a principal causa de morte de crianças de um a seis anos no Brasil. Respondem por quase um quarto dos óbitos. A violência sexual é a principal causa de atendimentos nos serviços de referência de violências. De 1.939 registros de violência contra crianças, 845 (44%) foram por violências sexuais.

O Colóquio fomentou o debate acerca da necessidade de ações e políticas públicas voltadas à proteção das crianças e à prevenção da violência contra elas; trazendo a importância do resgate do direito de brincar. A coordenadora da Secretaria Executiva da RNPI, Luzia Laffite, explica que a primeira infância é a fase da vida que vai do nascimento aos seis anos de idade, etapa decisiva para a formação da estrutura física e psíquica, bem como das habilidades cognitivas e sociais. Segundo Luzia Laffite, é fundamental a criação de um ambiente de proteção seguro e acolhedor ao desenvolvimento.

Um dos pontos altos do evento foi o lançamento de dois guias, intitulados “O direito de brincar de todas as crianças” “Proteção e prevenção às violências na primeira infância”. As publicações têm por objetivo contribuir para a promoção dos direitos da Primeira Infância, com sugestões práticas e efetivas para o desenho de políticas públicas voltadas para essa importante fase da vida da criança.

Colóquio Violências e seus Impactos no Desenvolvimento Infantil: Reflexões Históricas e Contextuais, Fatores de Proteção e Políticas Públicas aconteceu no auditório do Banco Central do Recife, que fica na Rua da Aurora, 1.259, Santo Amaro. O evento reuniu gestores e funcionários públicos, organizações da sociedade civil, lideranças comunitárias, conselhos tutelares, profissionais que trabalham com crianças, estudantes e pesquisadores, além de adolescentes que trabalham com esse tema.

De acordo com a psicóloga Catarina Vilanova, membro da equipe técnica da equidade para a infância, todos os setores da sociedade são essenciais na discussão.  “A gente acredita que o dialogo intersetorial é fundamental e, por isso, a presença de atores do governo, sociedade civil, organismos internacionais. Como o fenômeno da violência é um fenômeno multideterminado, multicausal, necessariamente as forma de lidar com ele vão ter a participação intersetorial. Através de um dialogo com pessoas de perspectivas diversas, com possibilidade de ação, vamos poder abarcar de maneira ampla a  questão”.

Palestrantes debateram o papel da imprensa na afirmação da criança pequena, violência doméstica, e violência urbana e comunitária, entre outros, através de apresentações e mesas redondas.

Informações: Agências de notícias