Clipping nacional RNPI | 17 - 30 de maio de 2019

O Tempo – 29/05/2019

>Um em cada dois alunos se sente inseguro na escola

Mais da metade (52%) dos estudantes brasileiros afirma não se sentir segura nas escolas públicas do país. É o que mostra a pesquisa “Infância (Des)Protegida”, feita com 3.814 alunos do quinto ao nono ano (entre 9 e 17 anos) de 67 unidades de ensino dos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. Nova Iguaçu, no Estado do Rio de Janeiro, teve o pior resultado entre as cidades analisadas, já que 36% dos alunos entrevistados no município afirmaram que é normal o cancelamento das aulas devido a tiroteios, confusão na rua e outras situações de violência e perigo. De acordo com Karina Lira, especialista em proteção à infância da Visão Mundial, responsável pela pesquisa, o objetivo do levantamento é conhecer e mensurar a percepção de segurança de crianças e adolescentes que frequentam as escolas públicas do país. “Depois da casa, a escola se torna o local de maior convivência dos alunos. E a escola não é uma ilha: eles levam consigo todos os problemas que têm do lado de fora, incluindo a violência, que ali pode ser amplamente reproduzida”, afirma. Outros dados levantados na pesquisa confirmam essa realidade. Dos entrevistados, 84% presenciam brigas frequentes entre alunos; 33% declaram sofrer ameaças de abuso físico dentro das unidades e 33% afirmam ter sido alvo direto ou sofrido consequências da violência urbana. Além disso, um em cada três estudantes nem sempre sabe a quem pedir ajuda em caso de abuso ou ataque. “Esses resultados apenas refletem o que sabemos há muito tempo: infelizmente, a comunidade escolar não está preparada para lidar com esse tipo de demanda tanto no sentido de estrutura quanto de capacitação dos profissionais que nela trabalham”, diz Karina. Confira mais aqui

O Tempo – 29/05/2019

>Crianças e adolescentes precisam mais da natureza

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou, nesta semana, o manual de orientação “Benefícios da Natureza no Desenvolvimento de Crianças e Adolescentes”. A publicação tem como objetivo fornecer orientações para pediatras, educadores e famílias sobre a importância do convívio junto ao meio ambiente para a saúde e bem-estar da população pediátrica. Para a médica Luciana Rodrigues Silva, presidente da SBP, é necessário refletir sobre o modo de vida que tem sido proporcionado às crianças. “Não podemos deixar de considerar que os efeitos da urbanização, entre eles, o distanciamento da natureza, a redução das áreas naturais e a poluição ambiental, bem como a falta de segurança e de qualidade nos espaços públicos ao ar livre, levam a população a passar a mais tempo em ambientes fechados e isolados”, alerta a especialista. O manual aponta diferentes fatores determinantes para a ampliação desse contexto de confinamento. Entre eles, estão a atual dinâmica familiar; a falta de planejamento e mobilidade urbana; o excesso do uso de equipamentos eletrônicos; o consumismo; a violência e a sensação de insegurança; além da precária conservação da natureza. No documento também há um amplo conjunto de pesquisas que relacionam a falta de oportunidades de brincar e aprender junto à natureza com o aumento da prevalência de problemas de saúde entre o público infantojuvenil. Os principais são obesidade, hiperatividade, baixa motricidade, falta de equilíbrio, pouca habilidade física, miopia, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica. Leia mais aqui

Agência Brasília – 30/05/2019

>“Direito ao Abraço” é o tema da IV Semana do Bebê no DF

A quarta edição da Semana do Bebê terá como tema “Direito ao Abraço”. O evento, que vai de 31 de maio a 7 de junho, marcará a adesão do Distrito Federal ao Programa Criança Feliz, uma iniciativa do Governo Federal que prevê o desenvolvimento integral das crianças na primeira infância. A medida envolve com ações de saúde, educação, assistência social, cultura e direitos humanos realizadas com visitas domiciliares. A ação é promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus), por meio da Subsecretaria de Políticas para Crianças e Adolescentes. Durante toda a semana várias ações estão previstas como contação de histórias, apresentações artísticas, brincadeiras, pintura de rosto, palestras e oficinas, rodas de conversa, ações de saúde, assistência jurídica e psicossocial. A primeira criança que nascer no DF no dia da abertura do evento ganhará o “Padrinho ou Madrinha da Cidadania”, que simboliza o compromisso do Poder Público com a garantia dos direitos de todas e de cada uma das crianças da cidade. “O objetivo da Sejus é realizar, não somente na Semana do Bebê, como durante todo o ano, ações sistemáticas visando o pleno desenvolvimento da criança e promovendo uma reflexão sobre a importância desse tema para toda a sociedade”, enfatizou a Subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes da Sejus, Adriana Faria. Veja mais aqui

Uol – 28/05/2019

>Uma em cada quatro crianças no mundo tem direito à infância negado

Relatório da ONG Save the Children afirma que 690 milhões de crianças têm seus direitos a uma infância segura e saudável desrepeitados, apesar de avanços notáveis em quase todos os países nas últimas duas décadas. Esse número corresponde a um quarto das crianças do mundo. Usando dados das Nações Unidas, o Global Childhood Report analisa a situação das crianças em 176 países em termos de saúde, educação, alimentação e proteção contra riscos como o casamento precoce e o trabalho infantil forçado. Em um ranking de países, Cingapura aparece em primeiro lugar como o país que mais protege e proporciona uma melhor infância às suas crianças, seguido de Suécia, Finlândia, Noruega, Eslovênia, Alemanha, Irlanda, Itália, Coreia do Sul e Bélgica. No fim da lista, entre os dez países onde a situação é mais precária, está a República Centro-Africana na última posição, antecedida por Níger, Chade, Mali, Sudão do Sul, Somália, Nigéria, Congo e Burkina Faso – todos na África. Entre os 176 países da lista, os Estados Unidos aparecem na 36ª posição, empatados com a China. O Brasil, por sua vez, está em 99º, atrás de locais como Coreia do Norte e Palestina, além de várias nações da América Latina, como Cuba, Chile, Argentina, Uruguai, Equador e Peru. "Milhões de jovens são privados de sua infância, e os governos podem e devem fazer mais para proporcionar a cada criança o melhor início de vida possível", afirmou, em comunicado, a presidente da Save the Children International, Helle Thorning-Schmidt. Saiba mais aqui

Senado Notícias – 28/05/2019

>Falta de gestão prejudica oferta de creches

Em meio à polêmica do contingenciamento de recursos para as universidades e institutos técnicos federais, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendeu no Senado o foco do ministério na primeira infância, como estratégia para vencer a desigualdade social. Esse caminho, disse ele, é uma recomendação do economista americano James Heckman, vencedor do Prêmio Nobel em 2000. Em audiência na Comissão de Educação (CE) em 7 de maio, Weintraub afirmou que Heckman diz é que “o retorno social” é muito maior quando feito na educação infantil. Mas quanto, de fato, o Brasil tem investido nessa etapa do ensino? Em 2014, o governo anunciou que dedicaria atenção especial às crianças de até 3 anos, em creches, e de 4 e 5 anos, nas pré-escolas. No mesmo ano, o Plano Nacional de Educação (PNE), criado pela Lei 13.005, de 2014, estabeleceu diretrizes, metas e estratégias para a política educacional de 2014 a 2024, até mesmo quanto a investimentos. Desde então, o número de matrículas na educação infantil cresceu 11,1%, atingindo 8,7 milhões. O aumento, porém, não foi suficiente. A primeira meta do PNE era universalizar, até 2016, a educação na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos. Três anos após o fim do prazo, o atendimento escolar é de 91,7%. Para as crianças de até 3 anos, a meta do PNE era atender, no mínimo, 50% até o final da vigência do plano, em 2024. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que as matrículas em creche cresceram 23,8% entre 2014 e 2018, mas apenas 32,7% das crianças estão sendo atendidas. Falta matricular cerca de 2 milhões para alcançar a meta. Uma das medidas para reestruturar o segmento é o Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Pública de Educação Infantil (Proinfância), que tem entre seus eixos a construção de creches e pré-escolas. Confira mais aqui

G1 – 27/05/2019

>Percentual de crianças e adolescentes obesos aumentou 10 vezes

Quando o assunto é obesidade infantil, não tem vacina, remédio ou fórmula mágica que resolva. No Brasil, 13% dos meninos e 10% das meninas entre 5 e 19 anos sofrem com obesidade ou sobrepeso. Os dados do Ministério da Saúde se juntam a informações de todos os lugares do mundo: o assunto é tratado como epidemia e, para combatê-la, a palavra de ordem é disciplina. Para Arnaldo Cassilha, médico pediatra, a saúde dos pequenos é afetada pelos hábitos mais simples da rotina familiar. “A falta de exercícios e de uma alimentação equilibrada são os principais fatores que levam ao sobrepeso nas crianças. O cenário se agrava pelo estilo de vida moderno, com a ampla oferta de produtos hipercalóricos nas prateleiras de supermercados e o sedentarismo. As brincadeiras ao ar livre, nas praças, que gastavam energia, foram substituídas pelo vídeo game e televisão”, argumenta Cassilha. O pediatra explica que ficar de olho no peso das crianças é uma tarefa diária. Alguns quilinhos a mais já são suficientes para acender o sinal amarelo. “O sobrepeso está um degrau abaixo da obesidade e leva a diversas patologias como hipertensão, diabetes, problemas osteoarticulares, hiperlipidemia (aumento no colesterol e triglicerídeos), gordura no fígado, apneia e refluxo gástrico. Nos adolescentes, ainda pode desencadear AVC e infarto”, alerta. Mais do que isso, tem relação direta com problemas de autoestima na maior parte dos casos. Transtornos psicológicos e diminuição da qualidade de vida podem surgir ainda na infância, diz Casillha, que define a obesidade como “condição na qual o excesso de peso corporal afeta negativamente a saúde e o bem-estar dos indivíduos”. Ele acrescenta mais um dado preocupante: no Brasil, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estão acima do peso. “As consequências são graves e chegam à saúde pública. Desde a infância até a vida adulta, os obesos representam um aumento na carga no sistema de saúde em termos médicos, em relação ao risco de morbidades e mortalidade”, diz. Leia mais aqui

Estadão – 26/05/2019

>Empresas adotam licença-paternidade mais longa para pai cuidar do filho

Após o nascimento dos filhos, a Constituição Federal garante que os pais possam ficar cinco dias em casa para acompanhar o bebê. Algumas empresas, porém, acreditam que o tempo é insuficiente e aproveitam um benefício fiscal concedido pela Receita Federal para estender esse período inicial de convívio para 20 dias. A Boehringer Ingelheim, farmacêutica alemã com filial no Brasil, é uma das companhias que recentemente aderiu à licença-paternidade maior. Desde janeiro, os colaboradores que se tornam pais podem ficar 20 dias em casa com remuneração. A mudança veio com a adesão ao Programa Empresa Cidadã, da Receita Federal, que prevê a extensão do benefício. Enquanto o funcionário curte o filho, o empregador pode deduzir do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) o total da remuneração paga ao empregado no período. Mais de 21,2 mil empresas integram o programa, que também aumenta a licença-maternidade em dois meses (de quatro meses para seis). Os dados são da Receita. Mas as adesões ao programa crescem a passos lentos. Entre maio de 2016 e maio de 2017, 859 instituições adotaram a iniciativa – nos 12 meses seguintes, o acréscimo de companhias foi de apenas 9%. Se ninguém sai perdendo, por que ainda há muita empresa de fora? De acordo com o diretor do Grupo Talenses, consultoria de gestão e recrutamento, Rodrigo Vianna, a adesão tem um processo de maturação. “É preciso ter bons exemplos acontecendo para mostrar às outras empresas os benefícios”, acredita. Além da dedução no imposto, Vianna também aponta que aderir ao programa é parte da estratégia das empresas para aumentar a atração e retenção de funcionários. “É um benefício indireto, mas alguém que pretende ter filhos nos próximos anos vai fazer essa ponderação na hora de decidir entre duas vagas”. Veja mais aqui

Diário de Pernambuco – 25/05/2019

>Envolvimento da família é essencial para educação na primeira infância

Investir na educação desde a primeira infância gera retornos positivos não só no desenvolvimento das crianças, mas financeiros e sociais. Nos anos 1960, 123 alunos de uma escola norte-americana foram divididos aleatoriamente em dois grupos. O primeiro, com 58 crianças, recebeu uma educação pré-escolar de alta qualidade. O segundo, com 65, não. Os resultados do Perry Preschool Project são até hoje usados como referência para reforçar a necessidade de investir em uma boa educação desde os primeiros anos de vida. O estudo mostrou que alunos de escolas de alta qualidade têm mais chances de estarem empregados e menos chance de cometer crimes. Entre o primeiro e o sexto anos de vida, a criança forma uma base de conhecimentos que vai usar no futuro. Neurocientistas apontam que em nenhuma outra fase da vida as respostas serão tão rápidas quanto as que ocorrem na primeira infância. Um dos principais estudiosos do assunto, o professor da Universidade de Chicago e prêmio Nobel de Economia em 2000, James Heckman, por exemplo, defende que essa é uma fase em que o cérebro se desenvolve em velocidade frenética e com um enorme poder de absorção, como uma esponja maleável. Para a pedagoga e mestra em psicologia educacional pela Universidade de Nova York (NYU), Ana Luiza Colagrossi, o envolvimento da família é essencial no processo de educação na primeira infância. “Família e escola devem caminhar juntas, uma potencializando a ação da outra. Quando fazem isso, quem ganha é a criança. Engajamento familiar não é só a presença dos pais na unidade escolar, mas que eles contribuam para o desenvolvimento da criança. Para isso, a escola também precisa abrir as portas. Quando a escola tem escuta familiar, entende o comportamento que uma criança pode estar tendo. Já os pais, conversando com a escola, entende o comportamento em casa do filho”, ressalta. Saiba mais aqui

G1 – 25/05/2019

>Cresce no país número de pretendentes que aceitam adotar crianças com 5 anos ou mais

Quase metade (46%) dos pretendentes inscritos no Cadastro Nacional de Adoção neste ano se diz aberta a adotar uma criança com 5 anos ou mais de idade. O índice é bem superior ao registrado dez anos atrás (30%). É o que mostram dados da Corregedoria Nacional de Justiça obtidos pelo G1. Em 2018, foram adotadas 650 crianças com 5 anos ou mais no Brasil, número menor que o registrado em 2016 e em 2017. Um outro dado do Cadastro Nacional ajuda a entender ainda mais o drama: 76% das crianças disponíveis hoje nos abrigos têm 5 anos ou mais. São 7.261 — um número que só aumenta. Para a diretora de relações públicas da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), Suzana Schettini, o trabalho integrado feito pelo Judiciário com os grupos de apoio à adoção é um dos grandes responsáveis pelo aumento no percentual dos pretendentes abertos à adoção tardia. Mas ainda é preciso fazer mais, admite. “Além de um esforço para proporcionar mais visibilidade a essas crianças maiores, principalmente adolescentes, há um amadurecimento dos pretendentes de uns anos para cá. E a participação deles em grupos de apoio, vendo o exemplo de famílias que já adotaram, é muito importante para que exista essa ampliação do perfil”, afirma Suzana Schettini. Segundo ela, além do preparo dos pretendentes nos grupos e das crianças nas instituições, há uma terceira frente que não pode ser deixada de lado no caso das adoções tardias. “É preciso oferecer para a família adotiva um núcleo de apoio no pós-adoção, porque elas são naturalmente mais complexas, mais difíceis. As crianças têm suas histórias, suas demandas. Então, esse suporte é necessário. E cada vez mais esses pretendentes se sentem acolhidos e seguros para o ato.” Confira mais aqui

Diário de Pernambuco – 24/05/2019

>Contato com a natureza e cuidados com a alimentação são essenciais na primeira infância

A técnica de enfermagem Daniele Lima, 37 anos, descobriu que estava grávida depois de uma década de tentativas, quando já havia desistido de ser mãe. A surpresa veio acompanhada de uma reorganização. Pensando desde cedo no futuro da filha, Manuelle, hoje com 5 meses, Daniele mudou a própria alimentação. Cortou frituras e industrializados. A mudança tem correlação com o histórico de hipertensão na família. Mesmo se não houvesse esse medo pregresso, ela faria o recomendado. O desenvolvimento de uma criança começa no momento da concepção e vai muito além da genética. Estudos científicos mostram que o ambiente e os acontecimentos com a mãe também podem atuar programando o corpo do bebê para se proteger ou não de doenças no futuro. O cuidado com a saúde da criança deve começar logo que a gravidez é descoberta e se estender a uma mudança de hábitos de toda a família. Isso porque, ainda na fase de embrião, começam a ser formadas células nervosas que geram a estrutura básica do sistema nervoso do feto. É como se fossem formados alicerces para um prédio que será construído. Crianças submetidas a violências e negligências podem desenvolver um tipo de desregulação no sistema neuroendócrino conhecida como “estresse tóxico”. O estresse tóxico eleva a frequência cardíaca e a pressão arterial. Em consequência, há o risco aumentado para infecções, doenças cardíacas e psiquiátricas na criança. De acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos, transtornos na infância podem elevar também índices de depressão, suicídio e abuso de drogas no futuro. “Há estudos sobre a origem fetal das doenças crônicas no adulto, mostrando que a forma de se alimentar na gestação, o cuidado ou falta de cuidado e a exposição a infecções podem programar o corpo da criança. Não é um determinismo total, mas ocorre uma influência”, explica o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia. Leia mais aqui

Estado de Minas – 23/05/2019

>Polêmica: Crianças desfilam em shopping durante evento para serem adotadas

Uma ação organizada pela Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), em parceria com a Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e outras entidades do Estado causou polêmica. Isso porque os órgãos fizeram com que crianças e adolescentes entre 4 a 17 anos desfilassem em uma passarela montada em um shopping em Cuiabá, na chamada "Adoção na Passarela". Cerca de 200 pessoas, interessadas acompanhavam da plateia. O caso ocorreu na terça-feira, 21 de maio. Segundo os responsáveis, o objetivo era “dar visibilidade a crianças e adolescente aptas para adoção. E como sempre dizemos: o que os olhos veem o coração sente”, dizia o comunicado. A ideia foi duramente criticada na internet. As pessoas alegaram que o desfile expõe as crianças como mercadorias ou pets. A professora de direito da Universidade de São Paulo (USP) se mostrou horrorizada com a medida. “Estou custando a acreditar que isso aconteceu. Voltamos ao tempo da venda de escravos. Não tem mais flagrante porque já aconteceu. Mas o Ministério Público tem que denunciar por violação do ECA. Eles violaram a declaração universal dos direitos da criança, a declaração universal dos direitos humanos e a declaração das metas para o milênio. É um ato bárbaro, é retroceder no processo civilizatório. Os responsáveis devem ser processados”, apontou. O ex-candidato à presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, também se posicionou no Twitter e considerou o desfile uma “perversidade inacreditável”. A "passarela da adoção", em Cuiabá, expondo crianças de 4 a 17 anos para a escolha dos pretendentes pais é de uma perversidade inacreditável. Os efeitos psicológicos da exposição, expectativa e frustração dessas crianças pode ser devastador, ainda que a intenção tenha sido outra".Os internautas também cobraram providências por parte do Ministério Público e do Conselho Tutelar. Já a assessoria da OAB-MT disse que na primeira edição o evento foi bem recebido e só neste ano recebeu críticas. A OAB-MT afirmou ainda que o evento tem "embasamento jurídico" e que as entidades organizadoras se reunirão para debater o caso. Veja mais aqui

Diário de Pernambuco – 23/05/2019

>Amor, cuidado e afeto são fundamentais para o desenvolvimento na primeira infância

Estímulos, cuidado e afeto. A tríade do que não pode faltar na primeira infância é a receita apontada por especialistas e em estudos científicos sobre a importância dos anos iniciais da vida de uma criança. É por meio das trocas afetuosas que ela desenvolve as relações, aprende a interagir, consegue se comunicar e fortalece a capacidade de empatia. Pesquisas comprovam que crianças que possuem vínculos afetivos na primeira infância são mais seguras e autônomas. Na segunda reportagem da série “Primeiros passos”, que o Diario publica até o fim de semana, mostra como a criação com apego e a estrutura familiar podem trazer benefícios ao desenvolvimento infantil. Moradoras do Bode, no Pina, Zona Sul do Recife, as donas de casa Thialen dos Santos e Monique Henrique recebem visitas de uma equipe de profissionais do Programa Primeira Infância no Sistema Único de Assistência Social (Suas). Desde quando foi implementado na capital pernambucana, em maio de 2018, a ação acompanhou 633 crianças, 129 gestantes, 745 famílias e realizou 6,7 mil visitas domiciliares. “Os educadores da primeira infância me ensinaram a me dedicar mais à minha filha, a ler livros, a ver histórias. Eles me orientam, e eu oriento a minha filha”, afirma Thialen, mãe de Laura Vitória, 1 ano, e vizinha de Monique, mãe de Luiz Henrique, 2 anos. Coordenadora das visitas, a gerente de proteção social básica do Recife, Rosângela Fontes, explica que o programa tem o objetivo de apoiar as gestantes e famílias na preparação para o nascimento de um bebê, além de orientar mães, pais e responsáveis sobre os cuidados com crianças de até seis anos. “Conversamos sempre com um adulto responsável. Pode ser a mãe, o pai, uma avó, uma tia. Falamos da importância do afeto, do cuidado e ressaltamos a função protetiva da família com a criança para o seu desenvolvimento integral”, pontua. Saiba mais aqui

G1 – 22/05/2019

>Mais de 9 milhões de crianças e adolescentes de até 14 anos vivem em extrema pobreza no Brasil, diz Abrinq

No Brasil, 22,6% das crianças e adolescentes com idade entre 0 e 14 anos vivem em situação de extrema pobreza. Isso corresponde a 9,4 milhões de menores com renda domiciliar per capita mensal inferior ou igual a um quarto de salário mínimo, ou R$ 234,25 em valores de 2017. Os dados fazem parte do Cenário da Criança e do Adolescente 2019, feito pela Fundação Abrinq com base nos dados mais recentes do IBGE. O número representa um aumento das crianças e adolescentes nessa situação em relação a 2016, quando eram 8,8 milhões, ou 22,6% do total de brasileiros com idade entre 0 e 14 anos. O estudo reúne 31 indicadores sociais relacionados a crianças e adolescentes, como mortalidade, gravidez na adolescência, cobertura de creche, trabalho infantil e violências. Esses indicadores estão relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), compromisso global do qual o Brasil é signatário, e que prevê desenvolvimento justo, inclusivo e sustentável até 2030. Os piores indicadores sociais, segundo o estudo da Fundação Abrinq, estão nas regiões que mais concentram crianças e adolescentes no Brasil: Norte (41,6%), Nordeste (36,3%) e Sudeste (29,9%). Entre os estados da federação, os maiores percentuais de crianças vivendo em situação de extrema pobreza são o Maranhão, Alagoas, Acre, Bahia e Amazonas. Em números absolutos, Bahia é o estado com os piores índices, com 1,3 milhão de crianças extremamente pobres. A mortalidade infantil é apontada como o grande desafio a ser vencido no país e precisa ser reduzido pelo metade. Em 2017, eram 12,4 mortes por mil nascidos vivos. Para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), até 2030 esse número precisa ser reduzido para 5 mortes por mil nascidos vivos. Segundo Heloísa Oliveira, administradora-executiva da Fundação Abrinq, chamam também a atenção os dados sobre gravidez precoce. Segundo o estudo,16,4% dos bebês nascidos no Brasil em 2017 foram de mães adolescentes. As regiões Nordeste e Sudeste lideram os índices de gravidez antes dos 19 anos de idade, com 163 mil e 153 mil partos, respectivamente. Confira mais aqui

Diário de Pernambuco – 22/05/2019

>Marco Legal da primeira infância começa a engatinhar

A empregada doméstica Lucélia Santos, 42, sempre quis ter uma filha. A segunda gestação era desejada, mas foi adiada por duas décadas. Os traumas deixados pela primeira gravidez, como a dificuldade para amamentar e encontrar vaga em uma maternidade, prejudicaram a concretização do sonho. Depois de 20 anos de espera, ela está grávida de cinco meses. Antes mesmo do parto, percebe que o nascimento de Melinda tem tudo para ser diferente. Entre a chegada do primogênito, João Lucas, e da caçula de Lucélia, estudos realizados em todo o mundo mostraram que os primeiros anos de vida de uma criança são determinantes para o desenvolvimento saudável de um indivíduo. Lucélia descobriu a importância de estimular a filha, mesmo antes do parto, em rodas de conversa das quais participa na comunidade Sítio das Palmeiras, no bairro do Cordeiro, onde mora. Só teve acesso às informações porque a cidade em que vive também compreendeu que o investimento na primeira infância – período de 0 a 6 anos de vida, fundamental para o desenvolvimento integral infantil – tem impacto no crescimento cognitivo e nas habilidades sociais das crianças, na saúde futura delas, na economia local e até nos índices de violência. O desenvolvimento na primeira infância está entre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), as metas globais definidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) que devem ser cumpridas até 2030. A preocupação com o tema está presente em todos os 17 objetivos. No Brasil, as discussões se fortaleceram sobretudo, com o Marco Legal da Primeira Infância, lei federal de 2016. Os três poderes foram estimulados a desenvolver políticas públicas voltadas para essa parcela da população. Na capital pernambucana, a primeira infância entrou na agenda do projeto Recife 500 anos, o Plano Estratégico de Desenvolvimento de Médio e Longo Prazos para a Cidade do Recife 2037. Para mostrar como a cidade tem se preparado em relação ao cuidado, promoção, prevenção e assistência à criança, o Diario publica, de hoje até o próximo dia 25, a série de reportagens “Primeiros Passos”. Leia mais aqui

BBC News Brasil – 21/05/2019

>Investir em educação para a primeira infância é melhor 'estratégia anticrime', diz Nobel de Economia

James Heckman já era vencedor do Nobel de Economia quando começou a se dedicar ao assunto pelo qual passaria a ser realmente conhecido: a primeira infância (de 0 a 5 anos de idade), sua relação com a desigualdade social e o potencial que há nessa fase da vida para mudanças que possam tirar pessoas da pobreza. Em grande parte por causa de seus estudos, o assunto tem ganhado mais atenção nos últimos anos. Heckman concluiu que o investimento na primeira infância é uma estratégia eficaz para o crescimento econômico. Ele calcula que o o retorno financeiro para cada dólar gasto é dos mais altos. Isso porque, na etapa entre o nascimento e os cinco anos de idade, o cérebro se desenvolve rapidamente e é mais maleável. Assim, é mais fácil incentivar habilidades cognitivas e de personalidade - atenção, motivação, autocontrole e sociabilidade - necessárias para o sucesso na escola, saúde, carreira e na vida. No início dos anos 2000, Heckman começou a se debruçar sobre os dados do Perry Preschool Project, experimento social que mudou a vida de seus participantes. Sua análise do programa Perry chegou à conclusão de que houve um retorno sobre o investimento de 7 a 10% ao ano, com base no aumento da escolaridade e do desempenho profissional, além da redução dos custos com reforço escolar, saúde e gastos do sistema penal. Mais de 50 anos depois do início desse programa, Heckman divulgou, neste mês de maio, nova pesquisa, feita com seu colega na Universidade de Chicago, Ganesh Karapakula, que confirma esses resultados e mostra que não apenas os participantes se beneficiaram do programa pioneiro, mas também seus filhos, estes mais escolarizados e bem empregados do que seus pares. Veja aqui os principais trechos da entrevista

Folha de S. Paulo – 19/05/2019

>De olho no longo prazo, ações para a primeira infância ganham força

Em meados de 2017, quando Keith Ribeiro foi pela primeira vez à casa de Cassio, então com três anos de idade, o garoto tinha parado de comer, chorava muito e se recusava a ir à escola. Com deficiência auditiva desde que nasceu, o menino, uma irmã e um irmão adolescentes eram criados só pela mãe, a manicure Lívia. Quando o irmão, que era sua única referência masculina, foi internado na Fundação Casa, Cassio regrediu psicologicamente. Keith passou a se reunir com a família toda semana, como visitadora do programa Criança Feliz, no município de Arujá (Grande São Paulo). O foco era fortalecer o vínculo afetivo entre o menino, a mãe e a irmã. As atividades também visavam incentivar a estimulação verbal de Cássio. “Como ele gostava muito de animais, levava figuras e histórias a partir das quais eles pudessem conversar”, diz Keith. Hoje, aos cinco anos, Cassio nomeia bichos como “cachorro”, “vaca” e “cavalo” e tenta formar frases. Também pronuncia claramente a palavra “escola”, que voltou a frequentar: ele está no jardim 2. Lançado em 2016, o programa de visitação domiciliar do governo federal atende, hoje, 600 mil gestantes e crianças, como Cassio, e é considerado um dos maiores nesse estilo no mundo. Mas não é uma iniciativa isolada no Brasil. À medida em que crescem as evidências da importância dos investimentos na primeira infância, fase que vai de 0 a 6 anos, outros projetos ganham força no país. Há desde programas locais consolidados, como o Primeira Infância Melhor (PIM, no Rio Grande do Sul), até experimentos, como um que acaba de ser concluído no Ceará, por meio de uma parceria entre o Banco Mundial e o governo estadual. “Os investimentos na primeira infância são os mais duradouros, trazem ganhos que se estendem pela vida toda”, diz Ely Harasawa, secretária nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano do Ministério da Cidadania. Saiba mais aqui

Agência Brasil – 18/05/2019

>Mais de 70% da violência sexual contra crianças ocorre dentro de casa

Dados do Disque 100 mostram que, só no ano passado, foram registradas um total de 17.093 denúncias de violência sexual contra menores de idade. A maior parte delas é de abuso sexual (13.418 casos), mas há denúncias também de exploração sexual (3.675). Só nos primeiros meses deste ano, o governo federal registrou 4,7 mil novas denúncias. Os números mostram que mais de 70% dos casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes são praticados por pais, mães, padrastos ou outros parentes das vítimas. Em mais de 70% dos registros, a violência foi cometida na casa do abusador ou da vítima. "Há uma cultura dos maus-tratos no país, e a gente precisa implementar a cultura dos bons tratos às crianças e aos adolescentes, os bons tratos em família", afirma Petrúcia de Melo Andrade, secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos. A secretária cita o Estatuto da Criança e do Adolescente para ressaltar a responsabilidade da família nos cuidados dos menores de idade, e pede maior envolvimento. "É uma campanha que envolve a família. Quando a gente resgata o Artigo 227 [do Estatuto da Criança e do Adolescente], no topo do cuidado da criança e do adolescente, está primeiro a família, em segundo a sociedade em geral e, por último, o Estado. Então, esse é o momento dessa família trazer seus filhos e estar no cuidado com eles. Momento de confraternização e alegria e, ao mesmo tempo, trazer essas crianças para um reflexão de um crime que o Brasil não pode suportar", acrescenta. Confira mais aqui

Metrópoles – 18/05/2019

>Precisamos enfrentar a violência sexual contra crianças e adolescentes

Chegamos a mais um 18 de maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. São 19 anos de mobilização desde que o dia foi instituído por Lei. A proposta é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar do enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Os dados ainda não dão conta da dimensão desse grave problema no país, mas mostram que a realidade é preocupante. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a cada hora, 228 crianças, em especial meninas, são exploradas sexualmente em países da América Latina e do Caribe. O Brasil está em primeiro lugar nesse ranking. O Ministério dos Direitos Humanos registrou 8,5 mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no primeiro semestre de 2018, pelo sistema Disque 100. Nesse período, somente no Distrito Federal, foram registrados 133 casos. Em 2017, foram 319 casos. No entanto, há indícios de subnotificação, tendo em vista que nem todas as pessoas chegam a acessar os canais de denúncia. Essa grave violação de direitos envolve vários fatores de risco quando se consideram as relações histórico culturais, de geração, de gênero, de raça e etnia, de orientação sexual, de classe social e de condições econômicas de sobrevivência. Nesse tipo de violência, são estabelecidas relações diversas de poder, nas quais pessoas e/ou redes utilizam crianças e adolescentes para satisfazerem seus desejos e fantasias sexuais e/ou obterem vantagens financeiras e lucros. Ou seja, a criança ou o adolescente se torna mais um ser despossuído de humanidade e de proteção. São meninos e meninas que, por estarem vulneráveis, podem sofrer abuso sexual intrafamiliar, envolvendo pessoas próximas ou familiares, ou se tornarem alvos da exploração sexual em suas diferentes formas, como: tráfico, pornografia, prostituição e exploração sexual no turismo. Uma das piores formas de trabalho infantil é a utilização de meninas e meninos na exploração sexual. Leia mais aqui

ONU Brasil – 17/05/2019

>Países precisam investir mais para reduzir nascimento de bebês abaixo do peso, alerta ONU

Os países precisam investir e adotar mais ações para reduzir o número de bebês nascidos abaixo do peso ideal, uma vez que isso coloca a saúde dos recém-nascidos em risco, afirmou relatório divulgado no dia 15 de maio. O documento, apoiado pelas Nações Unidas, mostrou que mais de 20 milhões de bebês nasceram em 2015 abaixo do peso. Além disso, 80% dos 2,5 milhões de recém-nascidos com peso baixo no mundo morrem todos os anos, porque são prematuros ou pequenos demais para a idade gestacional. Um a cada sete bebês no mundo pesa menos de 2,5 quilos ao nascer, de acordo com dados mais recentes de 2015. O relatório Lancet Global Health foi desenvolvido por especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres. “Tivemos poucas mudanças ao longo de 15 anos”, disse a principal autora do relatório, Hannah Blencowe, da Escola de Higiene e Medina Tropical de Londres. “Apesar de claros compromissos, nossas estimativas indicam que governos nacionais estão fazendo pouco para reduzir pesos baixos em nascimentos”. Em 2012, 195 Estados-membros da OMS se comprometeram a reduzir o problema em 30%, até 2025. No entanto, estimativas indicam uma queda de apenas 1,2% em todo o mundo. De 22,9 milhões de nascimentos de bebês abaixo do peso ideal em 2000, o número passou para 20,5 milhões em 2015. Isso indica que se o ritmo não for acelerado, o mundo não irá alcançar a redução anual de 2,7% exigida para alcançar a meta estabelecia em 2012. Veja mais aqui

G1 – 17/05/2019

>Campanha para adoção de crianças mais velhas mostra quem são meninos e meninas abrigados no DF

No Distrito Federal existem cerca de 130 crianças e adolescentes esperando para serem adotados e 543 famílias habilitadas no cadastro local para a adoção. No entanto, a maioria das crianças e adolescentes não se encaixa no perfil pretendido por essas famílias. Os motivos principais, segundo a Vara da Infância e Juventude (VIJ), são a idade, o número de irmãos e problemas de saúde. Cerca de 90% das famílias ainda buscam crianças menores de 3 anos para adotar. Para aumentar as chances de adoção desses meninos e meninas, a Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal (VIJ) criou o projeto “Em busca de um lar”. O objetivo é a chamada busca ativa de pretendentes à adoção, ou seja, encontrar famílias para crianças e adolescentes que têm o perfil preterido pelos adotantes. Para encontrar essas famílias, foram produzidos vídeos e fotos. São os "candidatos a filhos" que se apresentam para possíveis pais. Segundo a psicóloga da Seção de Colocação em Família Substituta da VIJ, Niva Campos, seis crianças e adolescentes participam da campanha, em um primeiro momento. Todas autorizaram o uso da própria imagem e quiseram participar do “Em busca de um Lar”. "Sabemos do risco que o uso da imagem poderia causar, mas entendemos esse projeto como uma oportunidade de dar visibilidade a essas crianças." Para Niva, divulgar a imagem é uma chance que elas têm de serem conhecidas e de encontrarem uma nova família. Antes de participar do projeto, cada uma foi assistida pela equipe de psicólogos da Vara da Infância Saiba mais aqui

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