Clipping nacional RNPI | 14 - 27 de junho de 2019

Agência Brasil – 25/06/2019

>Executivo, Legislativo e Judiciário assinam pacto pela infância

Com a missão de reduzir a vulnerabilidade social e garantir direitos das crianças, foi firmado na última terça-feira (25), em Brasília, pelos Três Poderes, o Pacto Nacional pela Primeira Infância. A intenção é unir esforços para dar efetividade a direitos que, embora previstos em lei, não são assegurados aos brasileiros com menos de 6 anos de idade, faixa etária considerada fundamental para o desenvolvimento de uma criança. A iniciativa é organizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, Dias Toffoli, ressaltou que ainda há milhões de crianças em condições de vulnerabilidade socioeconômica e institucional, o que compromete a garantia dos direitos “à vida, à saúde, à alimentação, à cultura, ao lazer, ao respeito, à liberdade e proteção contra formas de negligência”. Segundo ele, investir na infância é fundamental para evitar impactos negativos no futuro de jovens e adultos. Confira mais aqui

Uol – 27/06/2019

>"Desnutrição cultural", o conceito que mobiliza pais de bebês e norteia nova política do governo na França

"Desnutrição cultural" foi a expressão criada pela psicanalista Sophie Marinopoulos para designar o mau desenvolvimento relacional e de linguagem em crianças de 0 a 3 anos superexpostas a tablets, smartphones e outras "tecnologias do isolamento". Em um relatório sobre "crianças e telas", entregue em 4 de junho ao Ministro da Cultura da França, Franck Riester, ela analisa uma sociedade onde tudo se acelera, inclusive dentro do universo infantil. Segundo Marinopoulos, o problema toma proporções de uma verdadeira epidemia, que necessita soluções de saúde pública para ser combatido com eficiência. Em setembro, Franck Riester anunciará uma série de medidas culturais que visam a corrigir o problema, com ações concretas que dizem respeito diretamente à saúde e ao desenvolvimento de bebês e crianças franceses, elaboradas a partir do documento entregue pela psicanalista. Leia mais aqui

Correio Braziliense – 27/06/2019

>Projeto acolhe crianças em situação de vulnerabilidade social

Vinte crianças de 0 a 6 anos em situação de vulnerabilidade social e violação de direitos receberão um novo lar a partir de julho. Iniciativa do Grupo de Apoio à Convivência Familiar e Comunitária Aconchego preparou e capacitou famílias para receberem, temporariamente, crianças que foram afastadas judicialmente do núcleo familiar por situações de violência ou negligência. O processo de capacitação dos familiares interessados dura três meses e consiste em palestras sobre as condições e os perfis para ser uma família acolhedora. Os ensinamentos abordam desde o funcionamento do serviço e importância para garantia do direito da infância até a convivência familiar e comunitária. Até o momento, 10 famílias foram habilitadas. “O nosso grande desafio é captar pessoas interessadas e que queiram contribuir efetivamente com o projeto social”, explica Júlia Salvagni, coordenadora do projeto. Segundo ela, a iniciativa é uma das maneiras de minimizar os impactos de violação de direitos e melhorar a potência do desenvolvimento infantil. Veja mais aqui

Correio Braziliense – 26/06/2019

>Petrobras e ANDI firmam parceria pela primeira infância

A Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), atual Secretaria da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI), receberá patrocínio da Petrobras a partir desta quarta-feira (26) para desenvolver o projeto Primeira Infância é Prioridade. A iniciativa tem o objetivo de promover a capacitação de pessoas que convivem e trabalham com crianças e com meios de comunicação para promover e assegurar os direitos da população de 0 a 6 anos no Brasil. Segundo a Petrobras, 100 municípios de 10 estados brasileiros estarão envolvidos no projeto durante dois anos, incluindo Brasília. A expectativa é alcançar mais de 1 mil participantes, desde pessoas em cargos de direção no serviço público até famílias com crianças. O monitoramento de toda a legislação e elaboração de plano municipais voltados para a primeira infância também estão nas atividades da iniciativa. Outro foco do projeto é mobilizar jornalistas para disseminar a defesa dos direitos infantis. Está previsto um seminário nacional para discutir avanços e desafios de políticas públicas voltadas para o público-alvo da iniciativa. Saiba mais aqui

G1 – 25/06/2019

>Relatório da ONU recomenda políticas para diminuir a desigualdade de gênero dentro das famílias

Em relatório divulgado na terça-feira (25), a Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou medidas para diminuir as desigualdades de gênero que afetam as mulheres dentro da família. O documento "O Progresso das Mulheres no Mundo 2019-2020: Famílias em um mundo em mudança" identifica 8 ações para melhorar as diferenças de renda, a violência por parceiros íntimos e a divisão de tarefas que sobrecarrega as mulheres. "A família é um fator que faz a diferença para meninas e mulheres. Nenhuma instituição tem mais significância para nós do que a família — é o lugar para onde vamos para sermos nutridas e recebermos apoio", afirmou Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da ONU Mulheres, durante a cerimônia de lançamento do relatório. Confira mais aqui

Jornal Nacional – 25/06/2019

>Cadeirinha no carro diminui mortes e internações de crianças por acidentes

A obrigação de usar cadeirinha no carro reduziu o número de mortes e internações de crianças vítimas de acidentes de trânsito. O estudo é do Conselho Federal de Medicina, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego. Em 2010, quando entrou em vigor a resolução do Conselho Nacional de Trânsito, 346 crianças com até 9 anos morreram nas estradas. Em 2017, foram 279, uma queda de quase 20%. E o número de internações de crianças em estado grave caiu 33%. Um projeto de lei encaminhado no início de junho pelo governo ao Congresso pretende acabar com a multa para o motorista que levar criança fora da cadeirinha. Pelo projeto de lei, a infração será punida apenas com advertência por escrito. Os dados da pesquisa que mostram redução no número de mortes desde que a cadeirinha se tornou obrigatória reforçam a posição dos especialistas em segurança no trânsito. Eles defendem a importância da multa como forma de educar o motorista. Leia mais aqui

Câmara Notícias – 24/06/2019

>Projeto torna obrigatória notificação de maus-tratos e automutilação de crianças

O Projeto de Lei 1698/19 torna obrigatória a notificação, aos conselhos tutelares, dos casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou adolescente, bem como os casos de violência autoprovocada por criança ou adolescente. O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90). A Lei 13.819/19, que institui a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, determina a notificação compulsória, pelos estabelecimentos de saúde, dos casos de violência autoprovocada, incluindo tentativas de suicídio e a automutilação. A proposta estabelece que essa notificação deve ser comunicada pelos dirigentes de ensino fundamental e entidades públicas e privadas que abriguem ou recepcionem crianças e adolescentes. O projeto também prevê penalização para os casos de não notificação por parte de médicos e professores. Veja mais aqui

G1 – 24/06/2019

>Prefeitura de Teresina levará para abrigos crianças venezuelanas que estiverem pedindo dinheiro

A partir desta semana, crianças venezuelanas flagradas pedindo dinheiro com os pais em Teresina serão levadas para abrigos, segundo o secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Politicas Integradas (Semcaspi), Samuel Silveira. No Brasil é proibido expor crianças á situação de mendicância. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é proibido expor a criança a riscos e constrangimento, mas em Teresina essa cena tem se repetido nos semáforos com refugiados venezuelanos. O secretário afirmou que as autoridades orientaram aos venezuelanos a não levarem as crianças para pedir esmolas nos semáforos da cidade, no entanto, a recomendação não tem sido seguida e, por isso, a partir desta quinta-feira (27), meninos e meninas flagrados nesta situação serão levados e recolhidos a abrigo. Saiba mais aqui

O Globo – 22/06/2019

>Crianças imigrantes detidas nos EUA são mantidas em péssimas condições

Uma cena caótica de doença e imundice está acontecendo em um posto superlotado em Clint, Texas, onde centenas de jovens que acabaram de cruzar a fronteira com os EUA estão detidos, denunciam advogados que visitaram o local. Algumas crianças estão lá há quase um mês. Crianças com apenas 7 ou 8 anos, muitas vestindo roupas cobertas de catarro e lágrimas, tomam conta de outras mais novas que acabaram de conhecer , contam os advogados. Bebês sem fraldas se aliviam nas próprias calças, e mães adolescentes têm suas roupas manchadas com leite. A maioria dos jovens detidos não pôde tomar banho ou lavar as roupas desde que foi levada ao local. As crianças também não têm acesso a escovas de dentes, pasta ou sabão. "Há um fedor que se espalha", diz Elora Mukherjee, diretora da Clínica para Direito dos Imigrantes da Escola de Direito da Universidade de Columbia, uma das advogadas que visitou a instalação. "A grande maioria não toma banho desde que cruzou a fronteira". Confira mais aqui

ONU Brasil – 22/06/2019

>UNESCO defende capacitação de professores para lidar com estudantes refugiados vítimas de trauma

No Dia Mundial do Refugiado, 20 de junho, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) pediu mais investimentos na capacitação de professores que se empenham para levar educação a refugiados, mas enfrentam dificuldades para lidar com o trauma e a angústia vividos por seus estudantes devido à sua história de migração forçada. “Professores não são nem devem ser vistos como especialistas em saúde mental, mas eles podem ser uma fonte crucial de apoio para crianças que sofrem com trauma, se eles receberem o treinamento certo”, afirma Manos Antoninis, diretor da relatoria da UNESCO Monitoramento Global da Educação. Por ocasião da data internacional, a instituição divulgou um estudo em que recomenda a capacitação de docentes em apoio psicossocial, com o intuito de auxiliar meninos e meninas vítimas de deslocamento forçado. A pesquisa aponta para números dramáticos envolvendo a busca por refúgio e desafios de saúde mental. Leia mais aqui

Gazeta do Povo – 20/06/2019

>Com 1.085 obras de creches paradas, país tem 65% das crianças de 0 a 3 anos fora da escola

A meta de vagas em creches ainda está longe de ser cumprida pelo governo federal e prefeituras do país. É o que mostram os dados divulgados na quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, das 10,1 milhões crianças de 0 a 3 anos, 34,2% estão matriculadas. O percentual fora das creches representa 6,7 milhões de crianças, das quais pelo menos 61,8% das famílias tinham interesse em conseguir uma vaga, segundo levantamento do IBGE de 2017. Ao mesmo tempo, o Brasil tem 1.085 obras de escolas e creches paralisadas, segundo o Sistema de Execução e Controle do Ministério da Educação (SIMEC). Entre as causas para esse quadro estão a má gestão de recursos e fraudes, aponta a ONG Transparência Brasil, que fiscalizou 135 obras de creches no país entre 2017 e junho de 2019. Veja mais aqui

Agência Brasil – 20/06/2019

>Exposição contínua à tela do computador pode afetar crianças e jovens

A tecnologia atual disponível para telas e mídias em geral oferece benefícios, mas também pode trazer riscos para a saúde de crianças e adolescentes. A exposição às telas de computadores, celulares e tablets por crianças e adolescentes pode afetar o sono, a atenção, o aprendizado, o sistema hormonal (com risco de obesidade), a regulação do humor (com risco de depressão e ansiedade), o sistema osteoarticular, a audição, a visão. Tasmbém há riscos de exposição a grupos de comportamentos de risco e a contatos desconhecidos, com possibilidade de acesso a comportamentos de autoagressão, tentativas de suicídio e crimes de pedofilia e pornografia. O alerta é da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que lançou nesta semana a publicação Uso saudável de telas, tecnologias e mídias nas creches, berçários e escola com o objetivo de compartilhar conhecimento científico com pedagogos, professores e educadores sobre o uso correto da tecnologia para o desenvolvimento neuropsicomotor satisfatório na infância e na adolescência. “Torna-se essencial que cuidadores e educadores priorizem atividades que auxiliem o aproveitamento do potencial dessas crianças e, portanto, o uso consciente das telas é fundamental. As escolas são fonte de conhecimentos e possuem papel importante em fornecer bons exemplos para pais e cuidadores. O seguimento das diretrizes que protegem e estimulam as crianças de forma adequada pode gerar mudanças significativas em toda a sociedade”, destaca a SBP. Saiba mais aqui

Profissão Repórter – 20/06/2019

>Neuropediatra explica que autismo deixou de ser considerado raro, tem diagnóstico difícil e tratamento caro

Uma em cada 59 crianças apresenta algum Transtorno do Espectro Autista, segundo um estudo divulgado pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos. A incidência é maior em homens. Não há cura para doença e o tratamento adequado pode custar até R$20 mil por mês. Autismo é uma condição, um transtorno que apresenta algumas características básicas. Todo indivíduo diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem comprometimento da área da comunicação, comportamento e interação social. Um aspecto bastante comum é a falta de interesse de se comunicar e interagir com os outros. A pessoa com autismo tem uma tendência inata congênita ao isolamento. "Existem hoje três níveis de autismo, classificados conforme o grau de severidade aumenta: Grau 1 ou leve, grau 2 ou moderado e grau 3 ou severo. Neste último nível, a pessoa apresenta um retardo intelectual importante e não tem habilidades de linguagem e comunicação funcional. São os autistas não-verbais, de baixo rendimento. Nos casos severos, o prognóstico é difícil, por mais completo e precoce que seja o tratamento". Confira a entrevista com o neuropediatra José Salomão Schwartzman

G1 – 19/06/2019

>Como Boa Vista se transformou na Capital da Primeira Infância

Os investimentos na Primeira Infância - fase que compreende os seis primeiros anos de vida - fazem com que Boa Vista seja referência para o Brasil e o Mundo. Osmar Terra, ministro da Cidadania, pesquisadores nacionais e internacionais e profissionais do assunto já tomam a capital como exemplo a ser seguido por outras cidades. Pela importância que a cidade tem para o país, Boa Vista sediou nos dias 12 e 13 de junho o Fórum Nacional da Primeira Infância, realizado no Teatro Municipal. O tema do evento foi “O poder transformador do cuidado nos primeiros anos de vida”. Além de ser o período do nascimento até os 6 anos de vida, é nesta fase que o cérebro tem mais capacidade de aprendizagem. Por essa razão, é importante que crianças sejam estimuladas através das experiências, relações, interações com as pessoas e o meio ambiente. Estudos comprovam que tudo isso faz com que as crianças se tornem adultos mais preparados emocional e psicologicamente no futuro. Leia mais aqui

BBC Brasil – 19/06/2019

>A difícil vida das crianças e jovens venezuelanos no norte do Brasil, em meio a crise de refugiados

O número de pessoas deslocadas de suas casas no mundo por força de conflitos ou crises bateu novo recorde superando os 70 milhões em 2018. Os dados divulgados pela Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) também mostram que por trás do aumento está a recente explosão nos fluxos de refugiados a partir da Venezuela e da Etiópia. Crianças continuam a representar a metade dos refugiados do mundo e pelo menos 138 mil delas viajam sozinhas ou separadas de seus pais. Na fronteira norte do Brasil, as crianças e adolescentes venezuelanos também são quase metade dos deslocados. Muitas chegam a Roraima depois de dias de caminhada pelas matas ou pegando caronas nas estradas. "Elas vêm em famílias, em geral, mas também há crianças viajando sozinhas", explica João Chaves, defensor público federal atuando nos postos de fronteira da Polícia Federal em Roraima. Com o aumento da instabilidade na Venezuela, cresce desde novembro do ano passado o número de deslocados venezuelanos, que já somam cerca de 4 milhões - é a segunda maior crise no mundo, atrás apenas da Síria (5,6 milhões de deslocados). Atualmente, o Brasil acolhe quase 168 mil venezuelanos e até o final de 2019 estima-se que este número deve passar dos 175 mil. Veja mais aqui

Folha de S. Paulo – 19/06/2019

>Só um terço das crianças de até três anos está em creches

Havia 3,5 milhões de crianças em creches brasileiras no ano passado, mas 6,7 milhões ainda estavam fora delas. As vagas nesta etapa, considerada um dos maiores gargalos da educação básica no país, continuam em falta e longe da meta estipulada para 2024 de atender metade dos pequenos de até 3 anos. É o que mostram dados da Pnad Contínua da Educação 2018, pesquisa anual do IBGE em domicílios no país todo lançada nesta quarta (19). Comparações só são possíveis a partir de 2016, quando o instituto ampliou a área de cobertura do estudo. Só um terço das crianças de até 3 anos estuda e, se o país seguir na velocidade dos últimos dois anos, essa parcela chegará a 45,6% em 2024, ainda abaixo dos 50% almejados pelo Plano Nacional de Educação. Também não foi cumprido até aqui o objetivo de universalizar a pré-escola em 2016 —ou seja, ter todas as crianças de 4 e 5 anos estudando—, apesar de o percentual ser bem elevado nessa etapa (92,4%). É nela que a educação passa a ser considerada obrigatória. A frequência no ensino infantil é bastante desigual considerando idades e regiões. Só 3% dos bebês de até um ano estão em creches no Norte, percentual que salta para 31% entre os de 2 e 3 anos de idade. No Sudeste, as mesmas taxas são de 18% e 61%, respectivamente. Saiba mais aqui

Nova Escola – 17/06/2019

>Afetividade na Educação Infantil: a importância do afeto para o processo de aprendizagem

As demonstrações de carinho, cuidado e respeito entre professores, crianças e seus pares são fundamentais para o desenvolvimento pleno dos sujeitos. A relação afetiva com a criança não tem momento certo. Ela vai acontecer durante toda a rotina, em todos os momentos, na observação, na atenção dada ao que a criança diz e no respondê-la bem. “Quando a relação afetiva entre o professor e sua turma é positiva, as crianças desenvolvem melhor sua memória, autoestima, vontade e pensamento”, afirma Tágides Renata Mello, coordenadora da Educação Infantil da Escola Educare e professora do Centro Universitário de São Roque. “Esses aspectos influenciam o desenvolvimento cognitivo, pois é preciso ter vontade, estar confortável e feliz no ambiente escolar para de fato querer estudar. Não há aprendizado sem afetividade”. Em seu papel de coordenadora, ela percebe que as crianças estão “crescendo com uma excelente formação pedagógica”, mas que muitas escolas deixam de lado a questão emocional envolvida no processo de formação. “Os alunos não sabem interagir, dividir brinquedos, ouvir nãos, esperar sua vez, lidar com suas emoções. Mas uma criança que desde pequena é ouvida, observada e valorizada vai ser mais autônoma, crítica e segura em relação ao que pensa”, afirma Tágides. “Nesse sentido, trabalhar com as habilidades socioemocionais é muito importante”. Confira mais aqui

Diário de Pernambuco – 17/06/2019

>'Não podemos construir uma geração futura com ódio e afastamento', diz pernambucana criadora do Caçando Estórias

Mais da metade das crianças brasileiras na primeira infância são negras ou pardas. Entre a população indígena, 14% são meninos e meninas de 0 a 6 anos. Pensar a primeira infância é também desenvolver um olhar afetuoso da sociedade para com essa infância que, na maioria das vezes, é submetida muito cedo a processos de violência física e psicológica. Violência essa que perpassa preconceitos existentes na sociedade, ausência de políticas públicas efetivas e a desestruturação familiar consequente. Estabelecer vínculos, nesses casos, é tampar lacunas seculares de invisibilidade. Em 2010, os índices de crianças vivendo na pobreza quase duplicava quando se comparavam brancos e negros. Além de serem submetidas a condições precárias de vida, essas crianças enfrentam desde cedo contextos que as diminuem enquanto seres humanos. “Quando se fala sobre primeira infância, pensamos naquela família de comercial de margarina, mas a gente precisa ter múltiplos olhares, pois a infância é múltipla. Uma mulher preta que engravida fica duas vezes nervosa: com a gestação e porque vai parir uma criança que, se for menino, pode vir a ser confundido com bandido, e se for menina, viverá a vulgarização do corpo da mulher negra”, afirma a contadora de histórias, pedagoga e empreendedora social criadora do canal Caçando Estórias, voltado à disseminação de conteúdo literário que referencia a matriz africana, Kemla Baptista. Leia mais aqui

Jornal de Brasília – 17/06/2019

>Primeira-dama do DF assina projeto de índices da primeira infância

No dia 17 de junho a primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha, assinou o Termo de Outorga e Aceitação (TOA) que dá início ao projeto “Índice Município Amigo da Primeira Infância”. O projeto fará a avaliação de cinco etapas: saúde, nutrição, cuidado parental expansivo, segurança e proteção e aprendizado precoce no DF e em 5.570 municípios brasileiros. O presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, Alexandre Santos, e a pesquisadora da Universidade de Brasília, Muriel Gubert, também assinaram o TOA. “Tenho dito que o Criança Feliz é a menina dos olhos do DF, mas não bastava só trazer trazê-lo para cá. Precisamos colocar pessoas técnicas e competentes à frente dele. Elas saberão identificar o que podemos melhorar e em quais áreas temos que investir para evoluirmos de forma positiva”, ressaltou a primeira-dama. De acordo com ela, o projeto é de suma importância e o índice poderá contribuir para o programa Criança Feliz Brasiliense, lançado em maio de 2019. Alexandre Santos reforça que, quando a gestão possui indicadores, é mais simples tomar decisões em momentos de crise e que os recursos estão escassos. “O governador delegou que nós usássemos os recursos de Ciência, Tecnologia e Inovação no enfrentamento dos grandes problemas da cidade e é o que estamos fazendo. Tomara que continuemos fomentando projetos como esse para contribuir cada vez mais no DF”, afirmou. De acordo com a pesquisadora Muriel, o projeto poderá direcionar a criação de políticas públicas e comparar cada município. “Os gestores saberão as fortalezas e fraquezas para tentar concertar e oferecer um ambiente mais propício para a primeira infância”. Veja mais aqui

Agência Brasil – 17/06/2019

>Investir em educação é eficaz para redução de homicídios, diz Unicef

Um conjunto de estudos promovidos e apoiados pela Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), vinculada à Organização das Nações Unidas, apontam evidências de que garantir o direito à educação é uma estratégia eficaz para a proteção da vida e para a prevenção da violência. Com base em tais pesquisas, a entidade aposta no acesso à escola como um mecanismo fundamental para reverter a tendência atual que, segundo ela, pode levar à morte de quase 2 milhões de crianças e adolescentes no mundo até 2030. As pesquisas revelam ainda que, na maior parte das vezes, o jovem vítima de homicídio está fora da escola ou em vias de abandoná-la. "Estar na escola é um fator de proteção", avalia Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil. No Ceará, por exemplo, um levantamento feito em Fortaleza e em outros seis municípios mostrou que 70% dos meninos e meninas assassinados haviam largado a escola há, pelo menos, seis meses. Segundo Florence Bauer, trata-se de um problema que afeta de forma mais incisiva um perfil específico: jovens negros de família de baixa renda. "Vivem em territórios vulneráveis e violentos, sem acesso adequado a serviços de saúde, assistência social, educação, esporte e lazer", diz. Entre 2007 e 2017, mais de 107 mil adolescentes entre 10 e 19 anos no Brasil morreram em decorrência da violência. Para cada sete vítimas, cinco são negras. Saiba mais aqui

Diário de Pernambuco – 14/06/2019

>Projeto nas bibliotecas municipais do Recife estimula leitura na primeira infância

É na primeira infância - período que vai do 0 aos 6 anos - que o cérebro se estrutura. O aprendizado, nessa etapa da vida, impacta profundamente o futuro da criança. Pensando nisso, a arte-educadora Rebeca Bandeira, 26, criou o projeto Engatinhando na Leitura. Ela sabe que os estímulos são essenciais para a formação dos pequenos e, a partir de ações de sensibilização da gestão municipal para abranger a primeira infância nos diversos espaços da cidade, desenvolveu o projeto, que, desde 2017, firma parcerias entre creches e bibliotecas para aproximar as crianças dos livros. A partir da necessidade de uma política consistente de estímulo à leitura no Brasil, Rebeca percebeu que precisava despertar nas crianças um sentimento de afetividade e encantamento com os livros. A preocupação da educadora era de construir um ambiente prazeroso, acolhedor e confortável, para que meninos e meninas se sentissem pertencentes ao espaço literário. O piloto do Engatinhando na Leitura foi gerado na Biblioteca Popular de Afogados, subordinada à Secretaria de Segurança Urbana do Recife (Seseg), no segundo semestre de 2017. Para promover os encontros, pedagogos de bibliotecas vão a creches e formam grupos com o objetivo de promover visitas que gerem pelo menos quatro interações consecutivas no mês. Confira mais aqui

Parceiros Institucionais
Secretaria Executiva RNPI - 2018/20