Clipping nacional RNPI | 25 - 28 de outubro de 2019

Folha de S. Paulo – 27/10/2019

>Internações de crianças devido a transtornos mentais crescem 36%

“É uma tristeza constante, que não passa. Eu não vejo futuro. O agora é frustrante e o amanhã parece que nem vai acontecer. Você tenta se agarrar em alguma coisa, mas parece que não há nada que valha a pena.” A fala contundente é de Laís (o nome é fictício), 14. Aluna do nono ano de um colégio particular na zona sul de São Paulo, ela tem depressão grave e tentou o suicídio há um mês, após sucessivos episódios de automutilação iniciados aos 12 anos. O caso de Laís é um exemplo de um problema que tem despertado preocupação nos profissionais de saúde: o aumento do número de internações de crianças e adolescentes por transtornos mentais. Após estabilização nos patamares das taxas dessas hospitalizações nos últimos cinco anos, em 2018 houve um salto. Entre crianças de 10 e 14 anos, a taxa passou de 14 para 19 por 100 mil (36% de aumento). Na faixa etária dos 15-19 anos, foi de 75 para 85 por 100 mil no mesmo período (alta de 12%). Os dados obtidos pela Folha são do Ministério da Saúde e foram extraídos de levantamento da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatra) sobre internações psiquiátricas infantojuvenis. Nos primeiros anos, porém, o sistema de notificação estava em processo de consolidação, o que pode comprometer a análise. Para os especialistas, o problema é complexo e não pode ser explicado por um só fator. Uma hipótese é de que as tentativas de suicídio, que invariavelmente demandam internações, possam estar impulsionando esse aumento. Entre 2013 e 2017 (os dados de 2018 não estão consolidados, mas apontam aumento), o crescimento das notificações de tentativas de suicídio entre crianças de 10 a 14 anos foi de 225% (de 1.719 casos para 5.596). Entre 15 e 19 anos, de 192% (de 4.605 para 13.443 casos). Em nota, o Ministério da Saúde diz que, apesar do crescimento registrado, do ponto de vista epidemiológico não dá para dizer que há uma tendência de aumento (seria necessária uma série histórica maior para tal). O ministério afirma que tem buscado atuar na prevenção da saúde mental, atendendo precocemente adolescentes nos serviços de saúde da atenção primária ou mesmo na Rede de Atenção Psicossocial (Raps) para evitar a evolução para quadros mais graves e que precisem de internação. Confira mais aqui

N1 Bahia – 28/10/2019

>Criança Feliz chega a 800 mil crianças e gestantes em todo o Brasil

O Criança Feliz, do governo federal, chegou à marca de 800 mil beneficiados. O número alcançado é mais um feito do programa que já é considerado o maior do mundo em acompanhamento semanal de crianças e gestantes. Coordenado pelo Ministério da Cidadania por meio da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, o Criança Feliz promove o desenvolvimento adequado na primeira infância, integrando ações nas áreas de assistência social, cultura, direitos humanos, educação, justiça e saúde. De acordo com a secretária Nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano, Ely Harasawa, a marca de 800 mil crianças e gestantes atendidas significa que o programa está avançando e chegando à população que precisava ter acesso às ações do programa. “É uma grande satisfação constatar que cada vez mais pessoas estão podendo ser beneficiadas pelo programa”, afirmou. Um dos 2.620 municípios brasileiros com o Criança Feliz é Curralinho/PA. E uma das famílias atendidas é a do casal Jaelson da Cunha e Adalenice Santiago. Eles são pais do Ezequiel, 3, que nasceu com uma deficiência e, por isso, recebe o Benefício de Prestação Continuada. De acordo com o pai, Jaelson, a visitadora do programa Edna Pessoa orienta sobre os cuidados necessários para um melhor desenvolvimento do filho. “Ela fala sobre o que é melhor para ele, nos passa dicas de atividades para desenvolvermos com ele”, conta. Na rotina diária de cuidados com Ezequiel, o menino costuma ficar na cama ou no chão, em um espaço demarcado por travesseiros. “Ele nunca ficou sozinho”, garante a mãe, Adalenice. A chegada da visitadora do Criança Feliz mudou a vida da família. Ezequiel passou a ter acesso semanal a terapia, fonoaudiologia e outros serviços de saúde. Já o valor do BPC auxilia nos gastos com alimentação. “É um dinheiro que vem para ele, para o tratamento dele, inclusive para comprar as passagens das consultas em Belém, duas vezes ao ano”, explica o pai. Ainda segundo ele, a evolução do menino é constante. Leia mais aqui

ONU Brasil – 28/10/2019

>UNICEF alerta para desnutrição crônica de crianças ianomâmis

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e parceiros realizam nesta segunda e terça-feira (28 e 29) em Brasília (DF) o Seminário Nacional sobre os Determinantes Sociais da Desnutrição de Crianças Yanomami – e apresentam uma pesquisa sobre o tema. Os dados revelam que oito em cada dez crianças menores de 5 anos pesquisadas apresentam desnutrição crônica. O estudo, financiado e requisitado pelo UNICEF, foi realizado em parceria com Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN) do Ministério da Saúde, e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI). A pesquisa teve como foco o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e foi realizada nas aldeias do Polo Base de Auaris, em Roraima, e do Polo Base de Maturacá, no Amazonas. Os dados mostram que 81,2% das crianças menores de 5 anos pesquisadas têm baixa estatura para a idade (desnutrição crônica), 48,5% têm baixo peso para a idade (desnutrição aguda) e 67,8% estão anêmicas. A idade da criança se mostrou importante ao analisar a desnutrição. O levantamento mostra um forte aumento dos índices de desnutrição no período do desmame da criança e introdução da alimentação complementar. O estudo associou alguns fatores, como o contato com alimentos ultraprocessados pelas comunidades indígenas, que poderiam estar contribuindo para o panorama atual. Entre os grupos pesquisados, foi observado oferecimento de alimentos pobres em nutrientes para as crianças. Além disso, o acesso a esses produtos vem contribuindo para aumentar a quantidade de lixo nas aldeias, contribuindo também para a contaminação do meio ambiente. O estudo aponta, ainda, que a prevalência de sobrepeso entre crianças ianomâmis está abaixo de 2%, mas 20% delas já estavam em risco de sobrepeso associado a algum tipo de desnutrição, como deficiências em vitaminas e nutrientes essenciais. Veja mais aqui

Gazeta do Povo – 28/10/2019

>Método fônico é o mais eficaz para alfabetizar, afirmam cientistas

O método fônico é, de longe, o sistema mais eficaz para alfabetizar. Essa foi uma das conclusões tiradas por pesquisadores e cientistas que participaram da 1ª Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências (Conabe), organizada pelo Ministério da Educação (MEC). Como a escrita e a leitura são invenções humanas, o cérebro não aprende essas operações naturalmente, como ocorre com a fala. Por isso, tentar alfabetizar, como sugerem algumas abordagens construtivistas, pelo “descobrimento”, em que a criança participa de uma espécie de “jogo de adivinhação”, demora mais e deixa lacunas na aprendizagem. O ensino direto e sistemático é mais rápido e dá a base necessária para a criança avançar, o que também influencia na autoestima e diminui a evasão escolar nos anos seguintes. Os especialistas também ressaltaram que é preciso deixar de alfabetizar de forma "ultrapassada" para ter melhores resultados. No Brasil, mais de 50% das crianças terminam o 3º ano do ensino fundamental sem saber ler ou escrever. “Para alfabetizar melhor, é preciso formar melhor os educadores”, afirmou Cláudia Costin, professora visitante na faculdade de educação de Harvard e diretora do centro de políticas educacionais da Fundação Getúlio Vargas, em uma das conferências da Conabe. Ela insistiu que melhorar a formação do professor e a relação dele com a criança deve ser o foco das políticas públicas em alfabetização. “Uma coisa que funciona muito bem é a formação continuada de professores com materiais curriculares de alfabetização bem feitos. Também é importante o professor alfabetizador que segue a turma: ele dá aula no primeiro, segundo e terceiro ano para a mesma turma. A vantagem é que ele não vai deixar a responsabilidade da alfabetização para o professor do ano seguinte e pode trabalhar a conexão com os alunos”. Saiba mais aqui

G1 – 27/10/2019

>Ceará tem 265 crianças e adolescentes em fila para adoção; geração de vínculo é fundamental no processo

A espera por um lar e uma família ainda é realidade enfrentada por, pelo menos, 265 crianças e adolescentes no Ceará, segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) coletados nesta sexta-feira (25). Por outro lado, qualquer um com idade igual ou superior a 18 anos e interessado em iniciar o processo de filiação está apto a fazê-lo. O meio entre as duas situações, porém, representa um caminho longo, mas necessário para geração do vínculo entre as partes. A servidora pública Marta Gonçalves da Silva, de 43 anos, mãe de Daniely Gonçalves, hoje com 15 anos, esperou meia década para concretizar o processo de adoção da filha. Ela mora em Juazeiro do Norte, na região do Cariri, e em 2014 foi ao Fórum de Justiça do município pedir para entrar no CNA. Sua única exigência: “encontrar uma criança acima de 10 anos, fora do padrão mais buscado, de até 8 anos”, lembra. A defensora pública da Comarca de Juazeiro do Norte, Ramylle Holanda, aponta que a demora na implementação do CNA dificulta as adoções no interior do Ceará. “Aqui em Juazeiro do Norte, por exemplo, que é uma cidade grande, só veio ter o CNA funcionando no final de 2015. As primeiras vinculações de pretendentes com crianças só ocorreram a partir de 2017, uma demora de sete anos para começar a pôr a Lei em prática”. relata. A Lei a que Ramyle se refere foi instituída em 2009 e obriga que todos os processos ocorram pelo CNA. A não efetivação do Cadastro faz com que muitas adoções sejam feitas de forma indevida. Caso isso seja identificado, as crianças podem ser devolvidas à guarda da Justiça. “Como nós estamos falando de uma pessoa que já vem muitas vezes com um histórico de abandono, essa devolução acaba sendo um novo processo de desamparo”, explica a psicóloga Samara Justo Nascimento. Confira mais aqui

Estado de Minas – 27/10/2019

>Crianças são envolvidas em projetos de cidadania ambiental

No Colégio Magnum – unidade Cidade Nova, o estímulo à preservação ambiental e a adoção de ideais de sustentabilidade gerou o projeto ONG Mirim SOS Terra, que existe desde 2008 e envolve alunos a partir do 1º ano do ensino fundamental, crianças com 6 anos, em média. “Preservar o meio ambiente parece uma tarefa complexa, mas está bem mais próximo das ações do nosso cotidiano do que se imagina. Os alunos aplicam na vida o aprendizado”, afirma a professora Adriana Leite Lemos. Entre as ações empreendidas, a diminuição de resíduos gerados com a merenda escolar e de canudos de plástico (um notório poluente encontrado em embalagens de néctar de frutas e achocolatados); combate ao desperdício de água; coleta de vidros com tampa de plástico para doação ao banco de leite materno do Hospital Sofia Feldman; ensino sobre armazenamento, coleta e reaproveitamento de óleo de cozinha, usado para fazer sabão; coleta e encaminhamento correto de pilhas para descarte; coleta de garrafas PET para doação e produção de vassouras; entre outros. “As crianças têm um grande potencial multiplicador. Quando convidamos os pais para participar de iniciativas como essas, amplificamos a abordagem”, diz a educadora. No Trilha da Criança Centro Educacional, o Projeto Institucional Cidadão Mirim, desenvolvido desde 2001, vem norteando inúmeras outras ações na escola, propiciando situações de análise e reflexão em torno de três vertentes, de cunho social e educativo: eu comigo, que possibilita a reflexão sobre a necessidade de cuidar de si mesmo e de respeitar sentimentos pessoais; eu com o outro, que promove o desenvolvimento e a construção de valores e atitudes comuns a todos; e eu com o mundo, que trabalha a conscientização e as ações em benefício do meio ambiente. “É fundamental ensinar e estimular as crianças a terem atitudes cidadãs desde os primeiros anos de vida, para que tenhamos, num futuro, indivíduos capazes de exercer a sua cidadania e ter uma atuação política mais ética, consciente e responsável”, afirma a diretora do Trilha da Criança, Ana Paula Resende Bartolomeo. Leia mais aqui

Brasil de Fato – 26/10/2019

>Em oito meses, 16 crianças indígenas morreram por consumo de água contaminada

De janeiro a agosto deste ano, um surto de diarreia matou 16 crianças indígenas e um idoso de 64 anos nas aldeias do Alto Rio Purus, no estado do Acre. Segundo levantamento do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Amazônia Ocidental, os principais sintomas das vitimas foram diarreia, febre, vômito e cãibras. As vítimas foram nove meninas e 11 meninos, sendo 17 do povo Madja, um do Jaminawa e dois do Huni Kui. Nos meses de setembro e outubro ainda não foram verificadas mortes, portanto o número pode ser maior. Durante o último surto de diarreia, entre outubro de 2011 e abril de 2012, 24 crianças morreram com os mesmos sintomas. Entre as razões para o ciclo de mortes atingir periodicamente as aldeias do Alto Rio Purus está a ausência de saneamento básico, provocando a contaminação da água consumida, sobretudo no período das chuvas. De acordo com o Portal da Transparência, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) realizou apenas 11% do orçamento total de 2019 (até o dia 26 de setembro) para a rubrica Saneamento Básico em Aldeias Indígenas Para Prevenção e Controle de Agravos. Em 2018, realizou 24%; 2017, 23%; 2016, 19% e 2015, 17%. A deputada federal, Perpétua Almeida (PCdoB) pediu ao Governo Federal que faça alguma coisa em prol da vida de meninos e meninas que estariam morrendo em aldeias indígenas sem assistência médica e hospitalar. “Tem alguma coisa acontecendo e precisa ser investigada, 16 crianças indígenas morreram, em menos de um ano, em apenas duas aldeias do interior do Acre, na região de Santa Rosa e Manuel Urbano. Da tribuna da Câmara fiz a denúncia e exigi providências, apuração. A vida dessas crianças e de todas as nossas crianças importam, sim!”, disse Perpétua. Veja mais aqui

Hoje em Dia – 26/10/2019

>Ritmo para aprender: música ajuda no desenvolvimento cognitivo, motor, social e emocional

Responsável por embalar diferentes momentos, despertando emoções e trazendo à tona lembranças diversas, a música é também poderosa ferramenta de aprendizado. Quando inserida nos primeiros anos de vida da criança, ajuda no desenvolvimento cognitivo, motor, fisiológico, emocional e social. Pesquisas em neurociência comprovam, inclusive, que as canções, sejam acompanhadas ou não por vozes, são a atividade humana que mais consegue mobilizar praticamente todas as áreas do cérebro ao mesmo tempo. “Forma de potencializar funções básicas como memória e atenção”, reforça a doutora em Ciências da Saúde Betânia Parizzi, professora associada da Escola de Música da UFMG. Segundo a profissional, apresentar os sons desde cedo faz toda a diferença no processo de aprendizagem e desenvolvimento infantil. “O primeiro contato do feto com o mundo exterior é pela audição, a partir da 20ª semana de gestação. Os bebês vêm ao mundo com memórias e preferências pelo que ouviram antes mesmo de nascer”, explica, acrescentando que o gosto musical é, portanto, de certa forma uma responsabilidade dos pais. Presidente do Departamento Científico da Primeira Infância da Sociedade Mineira de Pediatria, Laís Maria Santos e Valadares explica que as janelas cerebrais estão mais abertas nos primeiros três anos de vida, quando as conexões dos neurônios estão também mais intensas. “A criança chega ao mundo com um conjunto de potencialidades, que se desenvolvem ou não, conforme os estímulos recebidos e a interação com o outro. É cientificamente comprovado que as que tocam instrumento ou têm aprendizado neste sentido, antes dos 5 anos, apresentam a área frontal do cérebro, responsável por conhecimentos lógico e abstrato, mais desenvolvida”, acrescenta. Psicóloga especializada em atendimento sistêmi-co, Carolina Ratton reforça: o simples ato de ouvir uma música é o suficiente para estimular as conexões cerebrais, influenciando nos estados de alerta (canções com andamentos mais rápidos) e de relaxamento (geralmente mais lentas), facilitando a concentração ou a euforia. Saiba mais aqui

G1 – 26/10/2019

>O professor que usa robótica para incluir crianças com autismo em escola na periferia de SP

Quando veem girar automaticamente o colorido robô-carrossel, engenhoca que foi idealizada, montada e apresentada na escola pela estudante Julia, 14 anos, os olhos da atendente de telemarketing Marli Monteiro Casemiro, 48, se enchem de lágrimas. "Depois que o professor Edson entrou nessa escola, minha filha melhorou bastante. Ela se sentiu querida, e isso faz muito bem para o aluno. Saber que você está sendo vista, que alguém está te reconhecendo", diz, emocionada, na sala de recursos multifuncionais da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Brigadeiro Haroldo Veloso, no bairro de Itaquera, na Zona Leste da capital paulista. Julia tem epilepsia e dificuldades na aprendizagem, especialmente na escrita. Marli afirma já ter sofrido muitas vezes a dor da filha que, cursando o oitavo ano do ensino fundamental em uma sala regular com adolescentes da mesma idade que ela, muitas vezes se sentiu deixada de lado em atividades das quais gostaria de participar. "Ela tem 14 anos, já percebe a exclusão. Entende que em muitas coisas ela não está no meio. É triste para mim que sou mãe", lamenta. "O projeto do professor Edson mostra que eles têm capacidade. Se ensinar, ela aprende", diz a mãe, emocionada. "Mas o que motiva ela é essa sala aqui. Nossa, ela aprendeu muita coisa. A coordenação dela melhorou demais, a interação, aprendeu a se comunicar mais", diz a mãe. A realidade é diferente quando Julia está na sala de recursos, espaço dedicado a crianças com necessidades especiais, que ela frequenta duas vezes por semana, em horário de contraturno. Edson dá aulas na rede pública há mais de 15 anos, mas diz que foi ali na sala de recursos que ele se realizou profissionalmente. "Professor não pode deixar ninguém para trás". Confira mais aqui

Câmara Notícias – 25/10/2019

>Comissão aprova notificação obrigatória de maus-tratos e automutilação de crianças

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou proposta que torna obrigatória a notificação, aos conselhos tutelares, de casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou adolescente, bem como os casos de violência autoprovocada por criança ou adolescente. O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Atualmente, o ECA prevê a exigência de notificação nos casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos. A Lei 13.819/19, que institui a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, determina a notificação compulsória, pelos estabelecimentos de saúde, dos casos de violência autoprovocada, incluindo tentativas de suicídio e a automutilação. A proposta estabelece que essa notificação deve ser comunicada pelos dirigentes de ensino fundamental e entidades públicas e privadas que abriguem ou recepcionem crianças e adolescentes. O projeto também prevê penalização para os casos de não notificação por parte de médicos e professores. O texto aprovado aproveita praticamente a íntegra do Projeto de Lei 1698/19, apresentado pelo deputado José Medeiros (Pode-MT). A relatora, deputada Chris Tonietto (PSL-RJ), optou por uma nova redação apenas para ressaltar a necessidade de preservar a identidade de quem comunica o crime. “Isso está em conformidade com as novas diretrizes estabelecidas por diversos entes federativos, buscando oferecer maior segurança aos envolvidos quando da comunicação”, salientou. Leia mais aqui

Olhar Direto – 25/10/2019

>Lei institui cursos gratuitos para ajudar gestantes sobre atendimentos emergenciais

O governo do estado sancionou a Lei 10.970, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), que determina a implantação de cursos para gestantes, sobre os cuidados e atendimentos emergenciais para crianças de zero a seis anos. Os cursos serão ministrados em hospitais e postos de saúde durante o período pré-natal, por equipes interdisciplinares de Medicina, Nutrição, Enfermagem, Psicologia e Serviço Social. Conforme a nova lei, as gestantes deverão receber instruções sobre a importância do pré-natal; amamentação; vacinação; primeiros-socorros; alimentação; desenvolvimento infantil e cuidados básicos para evitar acidentes. A lei foi publicada no Diário Oficial no dia 22 de outubro e prevê que os cursos sejam aplicados por profissionais da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Durante a aprovação, o deputado Botelho destacou a iniciativa para atender a gestante no momento que requer muita atenção e cuidados, especialmente no período de adaptação corporal e familiar. Destaca a atenção obstétrica e neonatal, que deve ter como ponto central a qualidade e a humanização. "É dever dos serviços e dos profissionais de saúde acolher com dignidade a mulher e o recém-nascido", garantiu Botelho, ao ressaltar a importância crucial da gestação e dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento total da criança. Argumenta que é na primeira infância que o ser humano desenvolve a capacidade cognitiva, motora, sócioafetiva e de linguagem. O investimento nesse período garante à criança, além de todos os direitos definidos em lei, o direito de ser saudável, viver em segurança e no aconchego familiar. Botelho defende que esses direitos devem ser assegurados por meio de políticas públicas. "É de relevante interesse público a instituição de medida preventiva, educativa e esclarecedora às mães sobre os cuidados essenciais com a própria gestação e com a criança, garantindo-lhes saúde e desenvolvimento psicoemocional, capaz de afastá-los das constantes causa de doenças e distúrbios que lotam as clínicas médicas. Sem dúvidas, esta lei representa grande alcance social", finaliza Botelho. Veja mais aqui

TNH1 – 25/10/2019

>RG de crianças de 0 a 6 anos: campanha incentiva emissão

Na última sexta-feira (25), a Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) lançou a campanha “Minha Primeira Identidade – Cidadania Prevenindo a Violência”. Inicialmente desenvolvidas nas plataformas digitais, as ações visam incentivar a emissão de Registro Geral (RG) para crianças de 0 a 6 anos de idade. No contexto das políticas públicas, a titular da Seprev ressalta que a emissão do RG é essencial para garantir a segurança da criança em diversas situações. “Além disso vai facilitar o acesso desta criança nos mais variados serviços públicos e privados. A campanha cumpre ainda com o papel do estado de garantir proteção integral e prioridade absoluta às nossas crianças”, afirma a secretária, ao lembrar ainda que uma das missões da Seprev é promover a cidadania. A solicitação do RG para criança deve ser realizada normalmente nos postos de atendimento do Instituto de Identificação, que inclui o Já e Casa de Direitos e não requer agendamento. O procedimento ocorre normalmente como no RG para adulto, pegando uma ficha no ponto de atendimento escolhido. A primeira via do documento é gratuita. Segundo a superintendente da Criança e do Adolescente da Seprev, Samylla Gouveia, a chegada do período de verão e da alta temporada do turismo em Alagoas pode aumentar o número de casos de tráfico de crianças e, com o documento de identificação, isso pode ser prevenido. “A medida pode ajudar muito também no caso de desaparecimento da criança. Com as digitais a criança pode ser identificada mais rápida e facilmente”, enfatizou. Samylla Gouveia destaca ainda que esta campanha faz parte do cronograma do Projeto Vozes da Infância e que integra ainda a agenda da Seprev no Programa da Primeira Infância – Criança Alagoana (CRIA). “Esta é a primeira etapa do projeto Vozes da Infância, que será lançado oficialmente no dia 08 de novembro e vai buscar prevenir a violência, sobretudo a doméstica, de crianças de até seis anos de idade. Futuramente, iremos capacitar toda a rede de ensino infantil, pais e professores, em diversas temáticas”, explicou a superintendente. Saiba aqui como tirar e quais são os documentos necessários

Jornal da USP – 25/10/2019

>Pesquisadores treinam pais e mães para melhorar convívio com os filhos

Laboratório da USP buscar fortalecer os laços entre pais e filhos, quebrando ciclos que expõem as crianças a desigualdade e vulnerabilidade. Cada um de nós já ouviu um pai se referir à psicologia com desinteresse ao se irritar com malcriações do filho, mas e se esse pai fosse treinado pela mesma psicologia para educar seu filho? Essa é a proposta que está em prática em Ribeirão Preto, e já virou serviço público em Pelotas, no Rio Grande do Sul. O alvo é a primeira infância, de zero a seis anos de idade. A psicóloga e pesquisadora Elisa Rachel Pisani Altafim, do Laboratório de Pesquisa em Prevenção de Problemas de Desenvolvimento e Comportamento da Criança (Lapredes) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, conta que é importante investir nos pais quando se pensa em um futuro melhor para as crianças. Na proposta do Lapredes, são usados dois programas para pais e mães. O mais recente, idealizado pela própria equipe da USP, é o Fortalecendo Laços, realizado em escolas de educação infantil e Núcleos de Saúde da Família da cidade, com o objetivo de fortalecer os vínculos. Desde 2003, os pesquisadores trabalham também com o programa ACT para Educar Crianças em Ambientes Seguros. Validado pelo Lapredes para a população brasileira, o programa de educação dos pais, desenvolvido pela Associação Americana de Psicologia, é considerado uma prevenção universal à violência contra a criança. Quando são apresentadas as estratégias de disciplina, as intervenções junto aos pais e mães melhoram não apenas o relacionamento com os filhos, mas, segundo a psicóloga, “se quebram ciclos que expõem as crianças a desigualdades e vulnerabilidades.” Confira mais aqui

Gazeta do Povo – 25/10/2019

>Brinquedos promovem inclusão social ao retratar crianças com deficiência

Para especialista esses brinquedos não são voltados apenas às crianças, mas também aos adultos próximos, porque facilita a representação e o jogo simbólico evitando bullying. Antônia de Albuquerque Vidal, de 5 anos, está encantada com suas novas bonecas. Diagnosticada com atrofia muscular espinhal, doença rara e degenerativa que afeta os neurônios e interfere na parte motora, ela ganhou da tia uma boneca Barbie cadeirante no final de setembro. No começo do mês, foi presenteada pela enfermeira que a acompanha com uma versão da boneca que usa uma prótese. Os modelos da Barbie estão entre os brinquedos inclusivos que chegaram ao mercado neste ano. Os gibis também se atualizaram, com lançamento de revistas da Turma da Mônica com personagem autista e outro diagnosticado com epilepsia. A distrofia muscular de Duchenne também foi abordada pelos quadrinhos. A Lego desenvolveu peças em braille e lançou para ser utilizado em escolas por crianças cegas ou com baixa visão. “As Barbies são o xodó. Quando brinca com as amigas, ela fala: ‘Não deixa cair, cuidado para empurrar’. A cadeira tem freio, trava e cinto”, diz a mãe de Antônia, a engenheira de produção Bruna Vidal, de 30 anos. Bruna conta que a filha só tinha visto personagens cadeirantes em desenhos e livros, mas nunca em brinquedos. “Quando ela viu, foi o máximo. Também foi para a gente, porque eu tive a boneca Barbie, minha irmã teve. Ela representa a infância das meninas. É importante ter essa opção, porque a criança precisa se enxergar na sociedade e no mundo como uma pessoa comum, para que ela não se sinta diferente.” As bonecas foram lançadas em março e a marca recebeu elogios de crianças e adultos, diz Marcela Morales, gerente sênior de marketing da Barbie da América Latina. “A variedade da linha é criada para inspirar as garotas a contar mais histórias e encontrar uma boneca com quem elas possam se identificar. Nós, como marca, podemos promover diversos tipos de discussão, como falar sobre deficiências físicas ao incluí-las em nossa linha de bonecas fashion, trazendo uma visão ainda maior e multidimensional de beleza e de moda.” Leia mais aqui