Clipping nacional RNPI | 24 - 30 de janeiro de 2020

Hoje em Dia – 30/01/2020

>Crianças afetadas pelas chuvas em BH terão acesso a escola integral perto dos abrigos

As famílias atingidas pelas últimas chuvas que castigam Belo Horizonte e tiveram que deixar suas casas, poderão matricular as crianças em escolas municipais próximas ao endereço onde estão abrigadas. A Secretaria Municipal de Educação publicou a portaria sobre o tema nessa quarta-feira, 29 de janeiro. Estes alunos serão incluídos na cota de matrículas compulsórias, destinadas, por exemplo, a crianças com deficiência. Para isso, é preciso que os pais peçam à Defesa Civil de BH um comprovante de que foram orientados a deixar o imóvel onde moravam por estar em água de risco, e informar o endereço do local onde estão. “A gente tem muitas famílias que se deslocaram na cidade. Então, às vezes a criança estava matriculada em um ponto, mas está abrigada na cada de alguém da família ou em pousadas que ficam longe. Os pais podem procurar a escola municipal mais próxima, que ela vai ter a matrícula feita para que a criança não perca a aula assim que começar”, explica a subsecretária de Educação Natália Araújo. Ela também informou que essas matrículas serão para escolas em tempo integral, de forma que as crianças passem o dia na instituição podendo fazer cinco refeições por dia. O início das aulas na rede municipal, que estava previsto para o dia 05 de fevereiro de 2020, foi suspenso por causa das chuvas que causaram vários estragos na cidade. Ainda não há previsão de volta às aulas até que a Defesa Civil assegure que as condições climáticas não representem mais nenhum risco para os estudantes e funcionários. Confira mais aqui

Terra – 29/01/2020

>Biênio da Primeira Infância: a lei que acaba de ser sancionada pelo Presidente Jair Bolsonaro

A formação da criança na primeira infância, que vai até os 6 anos completos ou 72 meses de vida, tem sido uma das principais preocupações dos especialistas das áreas de saúde e educação infantil. Os primeiros anos de vida são considerados fundamentais na formação da personalidade e no desenvolvimento saudável dessa pessoa e podem definir a vida dela no futuro. "Temos que levantar um debate na sociedade sobre os aspectos sociais da maternidade e como esses fatores influenciam no nascimento, criação e educação dos filhos e como ajudam a formar a sociedade tal qual conhecemos hoje", defende Acácia Lima, responsável pela ONG Somos Mães, que montou o projeto "Do Lado ao Abraço", para discutir exatamente as questões da formação na primeira infância que tanto afligem pais e educadores. A Lei 13.960, assinada no fim do ano passado e publicada no Diário Oficial da União em 20 de dezembro de 2019, visa principalmente, entre outras ações, permitir iniciativas do poder público em parceria com entidades médicas, universidades, associações e sociedade civil, na organização de palestras, eventos e treinamentos, com o objetivo de informar a sociedade da importância de promover o desenvolvimento infantil nos primeiros anos de vida da criança. Leia mais aqui

G1 – 29/01/2020

>Otimismo se ensina? Como ajudar as crianças a se manterem sorrindo

A infância, com certeza, é uma fase da vida cheia de desafios: fazer novos amigos, ir para a escola, lidar com o mundo a ser descoberto e conhecer a cada dia uma novidade! Por isso, ter uma postura otimista pode fazer toda a diferença na rotina das crianças. Além de melhorar a saúde emocional, o otimismo contribui também para a manutenção da saúde física de qualquer ser humano, inclusive dos pequenos. O principal especialista na área, Martin Seligman, diretor do Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, defende que é possível ensinar otimismo às crianças. Mas, primeiro, é preciso entender o que é exatamente otimismo. Na visão do autor do livro “The Optimistic Child” (sem tradução para o português), não se trata da simples afirmação de frases positivas em frente ao espelho, como fazer a criança repetir “eu vou bem na escola” ou “sou capaz de aprender Matemática”, muito menos negar problemas existentes. Para Seligman, otimismo se trata de estimular uma atitude mais ativa e positiva frente aos problemas. Os benefícios do otimismo vão muito além de situações do dia a dia, podendo combater inclusive a depressão, doença que acomete mais de 300 milhões de crianças, jovens e adultos no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Veja mais aqui

RedePará – 29/01/2020

>Hábitos alimentares saudáveis fazem parte do cardápio escolar em Belém

Todos sabem que uma boa alimentação é essencial, desde a primeira infância, para que a criança tenha um bom desenvolvimento, tanto para o aspecto físico quanto mental, bem como de prevenir problemas de saúde. Pensando no cuidado com a alimentação das crianças da rede municipal de ensino e em incentivar hábitos alimentares saudáveis, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) e a Fundação Municipal de Assistência ao Estudante (FMAE) desenvolvem o projeto Horta nas Escolas. O projeto faz parte do Programa de Alimentação Escolar Municipal, por meio de prática pedagógica, desenvolve a educação ambiental e gastronomia, estimulando os alunos em ambientes de aprendizagem diversificados. “Nós vamos para horta, regamos, e observamos todo o tratamento do vegetal até chegar à merenda”, disse a aluna Sara Cristina, da escola Municipal Professora Vanda Célia Ferreira de Souza, do bairro do Maracacuera, no distrito de Mosqueiro. Ao participarem do processo de cultivo e do cuidado com a horta, os alunos passam a conhecer os alimentos, de onde eles vêm, seus benefícios e os nutrientes necessários para o crescimento deles, permitindo a interação e debates dos temas na sala de aula. “O objetivo é que as crianças tenham um hábito alimentar saudável que vá além dos muros da escola, chegando dentro da casa deles. E mostrar para elas que isso não é só para hoje, é para o futuro. Você observa quando a criança é bem alimentada e elas são mais felizes”, explicou Carmem Farias, diretora da escola Vanda Célia Ferreira de Souza. Saiba mais aqui

Gazeta do Povo – 28/01/2020

>Como as brigas dos pais afetam o comportamento dos filhos

Se o alimento é um componente fundamental para o desenvolvimento físico das crianças, um ambiente doméstico seguro e acolhedor o é para a sua saúde e desenvolvimento emocional. E se engana quem pensa que é apenas a maneira como os pais exercem a sua parentalidade que beneficia ou prejudica a construção desse ambiente. A dinâmica do relacionamento dos pais enquanto casal também tem grande influência na saúde mental e, consequentemente, no comportamento dos filhos. Quando um bebê, uma criança ou até um adolescente presencia com frequência brigas entre os pais, por exemplo, o ambiente se torna inseguro para ele, contribuindo para o desencadeamento de reações como ansiedade, comportamento agressivo, dificuldades de relacionamento tanto no contexto familiar como no extrafamiliar e, até mesmo, sentimento de culpa. Isso acontece porque, diante de um ambiente irritadiço e continuamente estressante – resultado de constantes desentendimentos –, é comum os filhos acharem que contribuíram para esse cenário e, muitas vezes, assumem a responsabilidade de apaziguar os pais, explica a psicóloga e terapeuta familiar Clarice Ebert. “Essa responsabilidade exige um alto investimento de energia psíquica que deveria ser canalizada para as tarefas de seu próprio desenvolvimento e não para mediar os conflitos dos pais, se escondendo ou se recolhendo em sua expressão como pessoa com medo de ser um estopim da briga ou mesmo entrando em defesa daquele que julga ser a maior vítima na situação”, afirma Clarice. “Exigir que uma criança assuma um papel que não é dela interfere em sua saúde mental, tanto no presente como no futuro”. Confira mais aqui

Revista Casa e Jardim – 27/01/2020

>Pesquisadores desenvolvem método para prever quadros depressivos em crianças brasileiras

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em 2018, 300 milhões de pessoas ao redor do mundo sofriam de depressão. No Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, em 2017, que 5,8% da população enfrentava o distúrbio, o que equivalia a 11,5 milhões de pessoas. Apesar de ser difícil prever os quadros, a prevenção e o diagnóstico têm ganhado cada vez mais espaço nas pesquisas científicas e artigos acadêmicos. A novidade é que, agora, uma pesquisa liderada por profissionais do King's College London, no Reino Unido, desenvolveu um método que poderia ajudar a identificar quadros depressivos ou o alto risco de desenvolver o distúrbio em crianças. As análises foram baseadas em dados de quase 2,2 mil crianças brasileiras de 15 anos de idade. As informações analisadas envolviam parâmetros sobre saúde física, gênero, raça, classe social, desempenho escolar, uso de drogas e atitudes que os pequenos têm dentro do lar. A partir destes dados, os cientistas acreditam que é possível prever se o indivíduo se tornará depressivo ao chegar aos 18 anos. Apesar dos vários fatores que podem agravar os casos da doença, 11 fatores são essenciais para garantir eficácia dos resultados. Estas características são sexo biológico, cor da pele, uso de drogas, isolamento social, ir mal na escola, envolvimento em brigas, relações ruins com a mãe, com o pai ou com os dois, maus tratos infantis e histórico de fugir de casa. A eleição destes pontos de avaliação se deu pelo fato de serem fáceis de captar e terem uma associação forte com a depressão. Leia mais aqui

IstoÉ Dinheiro – 27/01/2020

>Número de crianças com alterações causadas pela zika pode ser maior, diz estudo

A geração de crianças afetadas pelo vírus zika ainda no útero materno pode ser bem maior do que revelam os números oficiais. Um novo estudo feito por especialistas da UFRJ e do Instituto D’Or mostra que, além das 3,2 mil crianças nascidas com microcefalia entre 2015 e 2018, muitas outras que nasceram sem a malformação podem vir ainda a desenvolver problemas cognitivos. O trabalho publicado nesta segunda-feira, 27, na Scientific Reports detalha a ação do vírus em um determinado tipo de célula cerebral, o astrócito. Essas células exercem um papel fundamental nas funções cognitivas, já que fornecem suporte metabólico para os neurônios, participam na formação das sinapses e compõem a chamada barreira hematoencefálica – que protege o sistema nervoso central de eventuais substâncias tóxicas presentes no sangue. Estudos anteriores já tinham demonstrado a predileção do zika pelos astrócitos. O novo trabalho revelou que parte das complicações neurais causadas pelo zika está relacionada aos danos sobre essas células e suas consequências para o desenvolvimento cerebral. Entre os prejuízos que o vírus causa a essas células estão a sobrecarga de suas mitocôndrias (responsável pela respiração celular), alterações de DNA e estresse oxidativo – que pode causar o envelhecimento precoce, doenças neurodegenerativas e câncer. Veja mais aqui

Metrópoles – 27/01/2020

>“Depósito de crianças”, diz sindicato sobre creches ilegais no DF

Assim como a creche onde o bebê foi esquecido, outros 53 estabelecimentos de ensino infantil funcionam de maneira irregular, sem autorização da Secretaria de Educação (SEE). O levantamento é do Sindicato dos Professores de Entidades de Ensino Particulares do Distrito Federal (Sinproep). Incluindo todos os níveis de escolaridade – da infantil ao ensino médio –, o número de escolas sem licença para operar passa de 80. Um levantamento com os nomes e endereços de cada uma dessas escolas foi encaminhado pelo Sinproep à SEE. A entidade aguarda o retorno da pasta para tornar pública a lista de unidades de ensino irregulares no DF. “A autorização qualifica a escola do ponto de vista do espaço físico, do projeto político-pedagógico, do corpo de profissionais. Além disso, evita uma série de transtornos com documentação futura, como transferência do maternal para a educação infantil, por exemplo”, diz o diretor jurídico do Sinproep, Rodrigo de Paula. Segundo ele, as creches clandestinas funcionam em ambientes variados. “Vai desde a casa da pessoa até uma escola com boa infraestrutura e em área nobre, como o Plano Piloto, Park Way e Águas Claras. Em alguns casos não merecem nem serem chamadas de creche: são verdadeiros depósitos de crianças”, denuncia. Para o sindicato, falta fiscalização para impedir que esses estabelecimentos sigam funcionando, colocando em risco a segurança dos pequenos. “Há omissão do poder público. O governo sabe que a creche está lá, funcionando, e não toma uma atitude de fiscalização para interditar. Faz vista grossa porque sabe que as vagas na rede pública não conseguem absorver toda a demanda”, critica Rodrigo de Paula. Saiba mais aqui

G1 – 26/01/2020

>'Em busca de um lar': campanha incentiva adoção de crianças mais velhas no DF

No Distrito Federal, 570 pessoas – ou famílias – estão habilitadas para adoção neste começo de 2020. Do outro lado, nas instituições de acolhimento, cerca de 110 crianças e adolescentes esperam para ser adotadas. A maioria delas, no entanto, não se encaixa no perfil pretendido pelos adultos cadastrados pelo Judiciário. Cerca de 80% têm entre 10 e 18 anos incompletos e, segundo a Vara da Infância e Juventude do DF (VIJ-DF), 90% dos pretendentes ainda buscam menores de 3 anos para adotar. Com o objetivo de incentivar a adoção de crianças mais velhas, a VIJ-DF realiza a segunda edição da campanha "Em Busca de um Lar". Criada em 2019, a iniciativa mostra, por meio de vídeos e fotos, os rostos de meninos e meninas que desejam ter uma família. A ideia, segundo a vara, é mostrar que, mesmo "fora dos padrões", essas crianças e adolescentes querem ser adotados. Conforme o supervisor da VIJ-DF Walter Gomes, em 2019 cinco adolescentes e pré-adolescentes encontraram novas famílias por meio da campanha. Outros cinco pretendentes à adoção aceitaram ampliar a idade do filho que buscavam. "Nós avaliamos que foi um projeto de grande êxito, que sensibilizou famílias ao desafio de adotar crianças e adolescentes com perfis mais difíceis. Foi um passo ousado, mas deu certo." Walter afirma que o desafio, em 2020, é continuar trabalhando em prol da chamada adoção tardia, ou seja, de crianças mais velhas e de adolescentes que crescem nas instituições. Confira mais aqui

G1 – 26/01/2020

>Presença no carnaval de crianças e adolescentes em festas é definida em Macapá; veja regras

Portaria publicada pelo Tribunal de Justiça do Amapá regulamentou a participação de crianças e adolescentes em festas de carnaval realizadas em Macapá. O documento disciplina a forma como o entretenimento da época pode chegar a crianças e adolescentes seja em festividades, bailes, eventos dançantes, espetáculos públicos, ensaios e concursos de beleza. De acordo com o Juizado da Infância e Juventude, não é apenas o responsável pelo menor que dever ter os cuidados. Estabelecimentos ou promotores de eventos devem se atentar quanto à proibição de venda bebida alcoólica e cigarros, dispondo de informativo visível. Entre outros cuidados que os estabelecimentos devem ter é estipular a faixa etária e o os horários do evento de forma clara. Por exemplo, num baile infanto-juvenil, não é permitido que a festa ultrapasse a meia-noite. Em blocos de rua e escolas de samba, menores de até 15 anos, devem estar acompanhados dos responsáveis e crianças de até cinco anos não devem participar. A partir de 16 anos, o jovem pode estar desacompanhado, mas portando carteira de identidade. O documento da Justiça, assinado pelo juiz Esclepíades Neto, também proíbe qualquer tipo de participação de menores de 18 anos em eventos noturnos e bailes adultos realizados em boates, bares ou qualquer festejo feito para maiores de idade. Em caso de qualquer irregularidade quanto à participação de menores em eventos de carnaval, o Conselho Tutelar ou a Polícia Militar (PM) devem ser acionados. Leia mais aqui

Metrópoles – 25/01/2020

>Pesquisa aponta bons resultados no uso de cannabis em autistas

Dos 15 pacientes acompanhados, 14 registraram melhorias depois de usarem medicamento feito com extrato de maconha enriquecido com canabidiol. Uma pesquisa recente da Universidade de Brasília (UnB) abre perspectivas promissoras para o uso da cannabis no tratamento dos sintomas do autismo. Os poderes medicinais da maconha vêm sendo objeto de estudos científicos em vários países, mas a maioria se concentra no tratamento de problemas como esquizofrenia, epilepsia, demências, dores crônicas e mal-estar provocado pela quimioterapia. O trabalho da UnB é um dos três únicos no mundo que investigam essa aplicação específica – os outros dois estão sendo feitos em Israel. Em 2014, o professor Renato Malcher-Lopes, do Departamento de Ciências Fisiológicas da universidade, fez uma revisão bibliográfica em que apontou a hipótese de que a cannabis seria benéfica para autistas. De acordo com ele, estudos anteriores realizados com pacientes epilépticos que também eram autistas mostraram efeitos positivos, o que justificaria experimentar a planta como alternativa de tratamento para o segundo problema. “A epilepsia é caracterizada por um excesso de atividade dos neurônios, uma condição que também está presente no autismo”, explica o professor. O autismo costuma ser identificado na primeira infância e pode se manifestar em diferentes graus: geralmente há dificuldade de comunicação e de interação social, mas também podem ocorrer alterações de comportamento, como agitação e agressividade. Veja mais aqui

Jornal de Brasília – 24/01/2020

>Estudo indica que crianças precisam dos avós para serem felizes

Um estudo publicado pela London School of Economics and Political Science mostra um dado tanto quanto polêmico sobre a relação entre pais e crianças. Segundo a pesquisa, a presença participativa dos pais na criação de uma criança é fundamental, mas as avós maternas têm muito mais impacto. A pesquisa revisou 45 pesquisas sobre famílias ao redor do mundo, que descobriram que uma criança tem mais probabilidade de crescer feliz se a mãe receber ajuda de um parente, especialmente as avós maternas. O longo período de dependência da infância e intervalos curtos de parto significam, segundo o trabalho científico, que as mães têm que cuidar de várias crianças dependentes simultaneamente, o que pode ser considerado um fardo enérgico. A análise dos dados dos levantamentos descobriu que a presença de pelo menos um parente melhora as taxas de sobrevivência das crianças se a mãe morre e que as avós maternas são as principais responsáveis por esse sucesso. Os pais têm surpreendentemente pouco efeito sobre a sobrevivência infantil, com apenas um terço dos estudos mostrando quaisquer efeitos benéficos. As avós paternas também são frequentemente consideradas benéficas nos estudos verificados, mas mostram mais variações do que as maternas em seus efeitos sobre a sobrevivência da criança. Saiba mais aqui

Veja – 24/01/2020

>Vouchers para a educação: entenda os prós e contras

Em seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, na terça-feira (21), o ministro da Economia Paulo Guedes afirmou que o governo deve apoiar um “gigantesco” programa de vouchers para educação na primeira infância como parte de sua agenda para o combate à desigualdade. Na fala, Guedes mencionou países como Japão e Coreia do Sul, que prosperaram a partir de vultosos investimentos no ensino. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2017, cerca de 6,7 milhões de crianças brasileiras entre 0 e 3 anos estão fora da escola. O sistema de vouchers nada mais é do que a entrega de “tíquetes” com os quais os pais podem matricular os filhos em creches e escolas particulares. Surge, portanto, como uma alternativa aos colégios públicos, até agora a única opção possível para os estudantes de baixa renda. A proposta já foi aplicada em países como Chile, Austrália, Suécia e em alguns lugares dos Estados Unidos, com diferentes resultados. “Os defensores desse sistema partem da premissa de que a família é capaz de escolher a melhor escola”, explica João Marcelo Borges, diretor de estratégia política do Movimento Todos Pela Educação. Por ter distribuído vouchers em larga escala, o Chile é o país mais utilizado para análise deste tipo de política. Segundo os especialistas ouvidos por VEJA, não é tão fácil avaliar os efeitos da medida. “Não há um consenso na literatura sobre a efetividade do modelo. Sabe-se que o sistema ajuda a promover o acesso à educação, mas não necessariamente a qualidade”, alerta Borges. Isso acontece porque as famílias mais pobres acabam ingressando nas escolas particulares ruins, já que não têm recursos para levar os filhos para áreas onde as melhores unidades se localizam. Na prática, portanto, continuam frequentando instituições fracas. “A ideia de que as escolas privadas são todas melhores do que as públicas é uma mentira. Além disso, o valor do voucher não alcança as que estão no topo”, pondera o especialista. Confira mais aqui