Instituto da Infância realiza Colóquio Infâncias, Cidade e Meio ambiente e lança websérie homônima

Nos dias 27 e 29 de julho, o Instituto da Infância realizou o Colóquio Infâncias, Cidade e Meio ambiente, evento transmitido via web por iniciativa da Ação Olhares Eco Protetores (Projeto Primeira Infância é Prioridade). Além de propor rodas de conversa sobre as interações possíveis entre criança, cidade e natureza, o colóquio contou com lançamento da websérie documental “Infâncias, Cidade e Meio ambiente”, produção que aborda o direito da criança à cidade e ao meio ambiente de qualidade.

Mais de 200 pessoas se inscreveram no encontro, entre estudantes, profissionais e interessados em geral na temática interdisciplinar. Em duas manhãs, a programação debateu os questionamentos “Como reaproximar a criança urbana da natureza?” e “Quem é a criança fortalezense e por que escutá-la?”. As trocas de ideias foram dinamizadas pelos convidados JP Amaral (SP), Marieta Colucci (SP), Guilherme Blauth (SC), Mariana Gomes (CE), Lara Picanço (CE) e Rita de Cácia Oenning (SC), sob mediação de Alana Aragão, gerente da Ação Olhares Eco Protetores, e Luzia Laffite, superintendente executiva do Instituto da Infância.

O Colóquio dispôs de facilitações gráficas (“mapas mentais”) feitas pelo cartunista Carlos Henrique (Guabiras), cuja performance foi transmitida ao vivo durante a exposição da segunda roda de conversa do evento. Para quem não pôde participar, as íntegras dos dois dias de programação foram gravadas e já podem ser conferidas no canal de YouTube do Instituto da Infância.
Uma produção sobre o direito da criança à cidade e ao meio ambiente

Lançada no fim de julho, a série “Infâncias, Cidade e Meio ambiente” pode ser assistida gratuitamente no Instagram (@ifan.institutodainfancia) e no canal de YouTube do Instituto (“Instituto da Infância – IFAN”). O conteúdo é uma das realizações da Ação Olhares Eco Protetores, que integra o Projeto Primeira Infância é Prioridade, executado pelo Instituto da Infância em parceria com a Rede Nacional Primeira Infância (RNPI) e ANDI – Comunicação e Direitos, e patrocinado pela Petrobras.

Alana Aragão, gerente da Ação Olhares Eco Protetores, explica que o projeto tem por objetivo compartilhar relatos de especialistas de diferentes áreas que contribuem ativamente para garantir experiências lúdicas, saudáveis e seguras às crianças que vivem nas cidades brasileiras. “Fizemos um registro do atual envolvimento da cidade de Fortaleza na construção de uma cidade mais justa, acessível, verde e bonita para as crianças, movimento que, por consequência, acaba beneficiando todos os cidadãos da capital”, conta.

“Infâncias, Cidade e Meio ambiente” também dá visibilidade a iniciativas que se propõem a ouvir as crianças para pensar os espaços públicos das cidades. Exemplo disso são as oficinas Caminhos Lúdicos do Grande Mucuripe, realizadas em junho deste ano pela equipe da Ação Olhares Eco Protetores, em Fortaleza. Em encontros virtuais e presenciais, crianças que moram na região do Grande Mucuripe (leste da cidade) foram convidadas a refletir sobre as condições das ruas e dos equipamentos públicos de seus bairros. O ciclo foi concluído com produção de camisetas estampando desenhos de como os meninos e meninas gostariam que fossem esses espaços.

Para Luzia Laffite, superintendente executiva do Instituto da Infância, “a websérie representa uma conquista e aponta para um desafio: compreender como as cidades estão e descobrir como fazer as cidades ficarem boas para as crianças”. Em breve, os episódios da produção também serão publicados no Instagram do IFAN (@ifan.institutodainfancia), como vídeos de IGTV.

Quatro episódios, quatro temas

“Infâncias, Cidade e Meio ambiente” tem quatro episódios com cinco minutos de duração cada um. O primeiro aborda o confinamento da infância observado na modernidade e explica porque as crianças precisam de experiências em espaços públicos e na natureza. O segundo episódio faz uma análise da paisagem urbana e natural da cidade de Fortaleza, além de refletir sobre a oferta de espaços para a criança na capital cearense. O episódio de número três passeia sobre aspectos territoriais e sociais do Grande Mucuripe. O quarto e último episódio destaca a necessidade de se ouvir as crianças na elaboração dos planejamentos urbanos das cidades e narra experiências inspiradoras que Fortaleza (CE) e Jundiaí (SP) sediaram neste sentido.

Segundo Nina Ribeiro, jornalista responsável pelo projeto, a série tem como propósito chamar atenção para a temática e convidar as pessoas a refletirem sobre ela. “Sem pretender esgotar o assunto, a série chega para compartilhar insights e experiências de quem entende bem dele. Ela vem provocar o interesse do público, vem propor que ele se abra para ouvir um pouco sobre questões tão importantes para nossa vida em sociedade”, expõe.

A websérie traz depoimentos de Alana Aragão, gerente da Ação Olhares Eco Protetores (IFAN); Camila Girão, Coordenadora da Coordenadoria de Desenvolvimento Urbano da Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma); Evelyn Eisenstein, Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria; Iraguassú Filho, Presidente da Fundação da Criança e da Família Cidadã (Funci); Luzia Laffite, Psicóloga e superintendente executiva do Instituto da Infância (IFAN); Paula Mendonça, Coordenadora das áreas de Cidade e Educação do Programa Criança e Natureza (Instituto Alana); Renato Pedrosa, Presidente do Instituto Terre des hommes Brasil (TDH Brasil); Sylvia Angelini, Diretora do Departamento de Urbanismo da Prefeitura de Jundiaí (SP); e crianças que participaram das oficinas Caminhos Lúdicos do Grande Mucuripe.

Tem direção de Alana Aragão, roteiro e entrevistas de Nina Ribeiro, fotografia de Camila de Almeida, edição de Gabriel Araújo, produção do Estúdio VOA e supervisão de Luzia Laffite.

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