Lei da Palmada irá garantir educação e cuidado sem o uso de violência, avalia especialista

Doutora Lúcia Williams professora do Laboratório de Estudos e da Prevenção da Violência da Universidade Federa de São Carlos (UFSCAR) avalia que o projeto de lei (PL) 7672/2010, popularizado como Lei da Palmada, se aprovado no Congresso Nacional, propiciará  mudança paradigmática de cultura violenta de educar.

“Pesquisas são consistentes no sentido de mostrar que o castigo corporal e as humilhações às crianças estão associados a diversos problemas graves que queremos evitar em nossos filhos: maior agressividade, risco de fuga de casa, risco de atos de infração à lei, maior risco de consumo de álcool e drogas, problemas na escola (inclusive  vitimação e ou autoria de bullying), etc”, explica  Lúcia Williams .

Segundo dados do Disque 100, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, 82% dos casos de violência contra crianças e adolescentes foram causados por parentes ou conhecidos. No comparativo 2011/2012, houve um aumento de 58,35% do número de denúncias. Em 2012 foram 130.029 denúncias, o que significa que a cada 1 hora 15 crianças sofrem algum tipo de violência no Brasil.

O PL está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados desde maio de 2012 e ainda não foi aprovado. Se acatado, o texto segue para o Senado.

Para Williams, a proposta vai na contramão do que a maioria pensa. “O brasileiro em geral acha sensato bater em crianças. Todas as mudanças são difíceis. O PL aborda temas que despertam emoções fortes nas pessoas e assim, precisamos de muita serenidade, discussões e a oportunidade de ouvir especialistas, o que é ótimo para nosso processo democrático”, afirma.

Informações:

Assessoria de Comunicação

Rede Nacional Primeira Infância (RNPI)

Tatiana Alves