#MeninasOcupam diversas cidades!

Movimento aproveita a data criada pela ONU em 2011 para levar jovens a ocuparem cargos e espaços em instituições públicas e privadas. A ideia é mostrar que as meninas podem chegar onde quiserem

O mundo ainda não viu todo o potencial das meninas – e esperar até que elas cheguem à idade adulta pode ser tarde. É esse espírito que norteia o movimento #MeninasOcupam. No 11 de outubro, Dia Internacional da Menina, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2011, o movimento marcou presença em cidades dos estados de São Paulo, Bahia, Maranhão, Piauí, além do Distrito Federal.

As ações levaram as jovens a ocuparem por algumas horas cargos de liderança em instituições públicas e privadas, mostrando que a liderança também é um lugar para as meninas. “O #MeninasOcupam é uma iniciativa poderosa. Traz em si a possibilidade de mostrar à sociedade toda a potência das meninas. Ocupando o lugar de pessoas responsáveis por liderança e tomada de decisão, elas usam essa oportunidade para tornar visíveis as barreiras que as meninas enfrentam para acessar seus direitos e conseguem engajar mais pessoas na construção de um mundo melhor, com igualdade de oportunidades um mundo em que elas desenvolvam inteiramente seus potenciais”, diz Cynthia Betti, diretora da Plan International Brasil.

O barulho que #MeninasOcupam fez não foi apenas no dia 11, mas durante outros dias do mês de outubro e marcou um caminho para reduzir vulnerabilidades às quais as meninas brasileiras estão sujeitas. Para Cynthia, “quanto mais cedo elas se conscientizam de seus direitos e possibilidades, mais chances têm de mudar o rumo de suas próprias histórias”.

NÚMEROS

Desde que #MeninasOcupam começou no Brasil em 2016, muitas jovens levantaram suas vozes a favor do que acreditam e estão mostrando que podem ser líderes e protagonistas de uma mudança que leve a um mundo mais justo e sustentável.

As meninas provam a cada dia que, quando têm oportunidades, vão mais longe. Um exemplo é a educação. No Brasil, as mulheres têm mais anos de estudo que os homens e são responsáveis por 49% da produção de pesquisas científicas do país. Por outro lado, mais de 700 milhões de mulheres no mundo de hoje se casaram antes de completar 18 anos. Todos os anos, cerca de 16 milhões de meninas com menos de 19 anos de idade tornam-se mães.

O Brasil é o quarto país no mundo em números absolutos de meninas casadas ou coabitando com alguém. Pesquisa do Instituto Promundo de 2016 mostrou que 887 mil mulheres entre 20 e 24 anos afirmaram ter casado antes dos 18 anos. Outras 287 mil meninas casaram com menos de 15 anos. As taxas de gravidez na adolescência das brasileiras ainda são altas. Em 2015 foram mais 545 mil bebês que nasceram de meninas entre 10 e 19 anos de idade. Desse total, mais de 26 mil bebês nasceram de meninas entre 10 e 14 anos, segundo o Ministério da Saúde.

É provável que esse número seja ainda maior. É possível que meninas e suas famílias omitam a informação, considerando que ter relações sexuais com crianças e adolescentes com menos de 14 anos é um crime classificado como “estupro de vulnerável”. Tornar-se esposa e mãe tão cedo tem consequências para a saúde física e emocional.

ALERTA

O Dia Internacional da Menina não deve se transformar em oportunidade comercial para a venda de produtos que reforçam estereótipos de gênero para as meninas ou reforcem conteúdos e símbolos que são comumente atribuídos às meninas e mulheres. Por exemplo, delicadeza, fragilidade, beleza, cuidado, sensibilidade, entre outros.

#MeninasOcupam é uma ação global da Plan International. Uma oportunidade para ampliar o poder das meninas e também mostrar o compromisso das empresas, instituições e governos em apoiar a igualdade para as meninas.

Fonte: Plan International

 

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