16 de julho de 2010
Boletim Primeira Infância em Primeiro Lugar
10 a 16 de Julho
Ceará
Lei das cadeirinhas traz dúvidas
A corrida dos pais para comprar as cadeirinhas para transportar crianças de zero e 7 anos de idade continua até o dia 1º de setembro, quando começa a vigorar a lei que exige o equipamento. Porém, dúvidas sobre peso, tipo de cadeira e condições necessárias para instalação dos acessórios estão confundindo alguns pais. De acordo com o gerente de fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), Pedro Forte, muitos motoristas perguntam sobre a adaptação do cinto abdominal às cadeirinhas. Para acoplar os dispositivos para bebês com menos de 12 meses, que são colocados na posição contrária à cadeira do motorista, é necessário o cinto de três pontas. A adequação do peso da criança à cadeira recomendada para sua idade também é um problema, pois muitos pais adquirem a cadeira apenas de acordo com a idade, mas o perfil do bebê é diferente, e precisa ser levado em conta. (O Estado (CE) – 13/07/2010)
Mato Grosso do Sul
Durante férias, creches continuam funcionando
As mães que exercem algum tipo de atividade remunerada podem contar, mesmo com o período de férias escolares, com o funcionamento normal de creches mantidas pela prefeitura de Corumbá. As instituições atendem mais de 650 crianças por meio do projeto “Brincando nas Férias”, incluído no programa Creche o Ano Todo. De acordo com o secretário executivo de Educação, professor Hélio de Lima, o programa atende as necessidades das mães que, devido ao trabalho não tinham local adequado para deixar seus filhos durante o período das férias escolares. (Folha do Povo, Pág, B-2;16/07/2010)
Maranhão
Compromisso para reduzir mortalidade infantil
No Maranhão, a taxa de mortalidade infantil (35,3%) está acima da média nacional (26,8%). O percentual de crianças desnutridas do Semi-Árido é de 20,6% e 73% dos municípios dessa região têm o Índice de Desenvolvimento Infantil (IDI) considerado baixo ou muito baixo. Para reverter essa situação, o Comitê Gestor Estadual do Pacto Nacional Um Mundo para a Infância e Adolescente do Semi-Árido e Agenda Criança Amazônia foi empossado ontem (12). Quarenta e quatro integrantes, entre efetivos e suplentes, selaram o compromisso de implementar um conjunto de estratégias pela garantia dos direitos das crianças e adolescentes dessa região. Na pauta, estão ações desenvolvidas de maneira integrada, mobilizando as famílias, as comunidades, os municípios e os diferentes setores da sociedade. (O Estado do Maranhão (MA) – 13/07/2010)
Paraná
Vacinas especiais aos prematuros
Seis em cada 100 bebês brasileiros nascem antes de completar o período ideal de gestação que é de 37 a 40 semanas. Dos que nascem com idade gestacional inferior a 35 semanas, 15% são hospitalizados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal agente de infecções respiratórias em crianças com menos de 1 ano de idade. Em bebês prematuros, o risco de complicações é dez vezes maior do que nos nascidos de gestações completas. Por isso a Sociedade Brasileira de Imunologia está lançando a campanha Prematuro Imunizado é Prematuro Protegido. Confira no site www.prematuroimunizado.com.br (Gazeta do Povo (PR) – 12/07/2010)
São Paulo
Bebês de baixo peso têm mais dificuldades motoras
Bebês que nascem com baixo peso para sua idade gestacional têm pior desenvolvimento motor quando comparados com aqueles que nascem no tempo correto de gestação e com peso adequado. A constatação é de um estudo do Grupo Interdisciplinar de Avaliação do Desenvolvimento Infantil (Geapi), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que avaliou 95 bebês nascidos com mais de 37 semanas. Desses, 62 tinham o peso adequado e 33 tinham menos de 2,5 kg. Os resultados mostram diferenças importantes no desenvolvimento motor no segundo e no sexto mês. Aos dois meses, os bebês que nasceram pequenos tinham mais dificuldades para fazer movimentos de se arrastar e de rolar. Eles também tinham problemas para equilibrar o pescoço. Já na avaliação feita no sexto mês, esses bebês tinham mais dificuldade de se sentar sozinhos, em comparação com os bebês que nasceram no tamanho normal. (Folha de S. Paulo (SP), Fernanda Bassette – 15/07/2010)
Mães contra plástico tóxico na mamadeira
O Bisfenol A, substância tóxica presente no policarbonato (plástico usado em mamadeiras), virou alvo de uma campanha encabeçada por mães na internet. Elas têm divulgado um selo com os dizeres Meu bebê merece mamadeira sem Bisfenol. Segundo estudos da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-SP), o componente age como um hormônio sintético e sua ingestão pode provocar câncer, diabete, obesidade, infertilidade e outras doenças. E os bebês são os mais vulneráveis aos efeitos do produto. Para conscientizar as mães sobre as ameaças do Bisfenol, a SBEM planeja iniciar uma campanha para esclarecer a população. Não é para abolir o plástico como um todo, mas educar para que as pessoas entendam como o recipiente pode liberar o bisfenol, explica a endocrinologista da entidade e conselheira do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Ieda Therezinha Verreschi. (Jornal da Tarde (SP) – 15/07/2010)
Matrículas praticamente dobram em 20 anos
Os números da educação apresentaram mudanças positivas depois de 20 anos da aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Atualmente, cerca de sete milhões de crianças estão matriculadas na pré-escola, o que representa quase o dobro dos 3.628.285 alunos que frequentavam esta etapa do ensino em 1991. O número de alunos da pré-escola aumentou mais significativamente nas regiões Centro-Oeste e Norte. As duas tiveram crescimento de mais de 100% no número de alunos matriculados. A quantidade subiu de 176 mil para 413 mil alunos e de 213 mil para 559 mil, respectivamente. No ensino médio, o número de estudantes matriculados é mais do que o dobro do total registrado em 1991. Naquele ano, eram 3.772.689 alunos nessa fase e, agora, são 8.288.520. No ensino fundamental, a quantidade de alunos teve um ligeiro aumento, passando de 29.203.724 para 31.512.884. Os dados são do Censo Escolar, do Ministério da Educação, e referem-se a levantamentos dos anos de 1991 e 2009. (Valor Econômico (BR) – 14/07/2010)
Agora é o cinto que inviabiliza a lei da cadeirinha
Depois da falta de cadeirinhas no mercado, agora são os cintos de segurança – incompatíveis com alguns modelos de assento – que impedem que entre em vigor a resolução que regulamenta sua utilização, de acordo com idade e peso da criança. A vigência da resolução, que seria em junho, agora está prevista para setembro. Um grupo de trabalho será formado para solucionar alguns problemas, entre eles a obrigatoriedade de transportar bebês com menos de 12 meses em cadeirinhas instaladas de costas, na posição invertida em relação à do motorista: muitos carros possuem cintos curtos, o que impede de fixá-las. O diretor do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) Alfredo Peres da Silva afirmou que vai sugerir que as montadoras troquem os cintos de segurança. (Folha de S. Paulo (SP), Rosangela de Moura – 11/06/2010)
