24 de setembro de 2025

RNPI reúne organizações que participarão da COP30 para pensar possibilidades de levar a pauta da Primeira Infância à conferência

Uma carta de intenções está sendo redigida coletivamente, para incidência junto ao governo brasileiro sobre sua atuação na conferência, que acontece em novembro

Como a pauta da Primeira Infância estará presente na COP30? A pergunta mobilizou a Rede Nacional Primeira Infância a reunir, no dia 24 de setembro, suas organizações integrantes com participação prevista na conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, que este ano acontece no Brasil, em Belém, entre 10 e 21 de novembro. A ideia era discutir possibilidades de articulação e ação para incidência em um cenário em que a participação infantil e as demandas específicas das crianças de zero a  seis anos não estão no foco principal das agendas e negociações.

Na reunião, proposta pela Secretaria Executiva e aberta a toda a Rede, estiveram presentes representantes do Unicef, Instituto Alana, ANDI, CIESPI, Usina da Imaginação, Ifan, Plan International Brasil e Secretaria Executiva da Primeira Infância do Recife. 

Em um primeiro momento, as organizações com presença confirmada na COP30 compartilharam como será sua participação e as ações que pretendem acompanhar durante o evento, inclusive em relação a engajamentos políticos e mobilizações que acontecem no entorno do evento principal. Na sequência, o grupo se dedicou a pensar em como estas organizações e a RNPI poderiam se articular para levar a pauta específica da Primeira Infância em um movimento integrado.

Como um primeiro encaminhamento, o grupo decidiu produzir um documento coletivo que funcionará como uma carta de intenções, em nome da RNPI, para incidir junto ao governo brasileiro sobre sua atuação na COP30. Com título Propostas para um futuro climático seguro para a Primeira Infância no Brasil, a carta já começou a ser redigida e será encaminhada ao Grupo Diretivo e, posteriormente, a toda a Rede para contribuições e aprovação.

A ideia é que esta primeira conversa funcione como um pontapé inicial para que a Rede siga refletindo sobre possibilidades e espaços de representação na COP30 e, de forma mais ampla, sobre estratégias coletivas para que as crianças possam participar, de forma efetiva e segura, deste tipo de evento e de processos que envolvam decisões e acordos importantes para o seu cotidiano e futuro. 

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